É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
É solidão. Sentir-me sozinha, envergonhada e sem vontade alguma de fazer as coisas. São tantas obrigações que nem sei por onde começar. Me sinto perdida, e completamente sozinha. Não consigo mais acreditar em algumas pessoas, e não fico esperando que elas acreditem em mim. Mas me falta coragem. Dar a cara à tapa eu não vou fazer mesmo. Mas me falta coragem de assumir que eu desisto. Antes que pensem algo, eu não vou largar a faculdade. Apesar desta estar se mostrando realmente muito complicada. É trabalhoso demais ser universitário. Apesar da farra aos finais de semana, muitos eu deveria ter abdicado da diversão. Mas fico me cobrindo com uma máscara de pobre coitada que pode sempre adiar ter que encarar a vida real. A vida é real, e como eu sempre falo, a vida não pára só porque eu quero que ela fique estagnada por alguns dias. Parece que eu vivo de prazos, em que depois nada mais poderá ser feito. É tudo pra ontem e eu fico adiando pra amanhã. Eu tenho que conseguir viver o tempo presente. Sem que o sofrimento por antecipação me domine... Talvez tudo que me resta à fazer é ler um livro e dormir. De amanhã, nada sei.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Posso, não posso.
Eu mudei. Não sei como, não sei com o que. Mas mudei. Lendo meus posts antigos não me indentifico como algo presente. Meus valores são outros, minhas preocupações também. Minhas revoltas mudaram, meus amores dissiparam, e restou-me apenas alguns perfumes que ganhei de presente aos 15 anos. Ahhh meus 15 anos. Apesar de achar que mudei, ainda lembro dos 15 anos. Vivo sempre querendo outra idade. Aos 11 queria ter 15. Aos 15 quis ter 18. Cheguei aos 18, e não sei se quero ter 13 ou 21. As responsabilidades começam a ser pesadas demais. E a pior responsabilidade se torna real, dolorosamente real: lidar com dinheiro. E de fato, nisso eu não mudei nem cresci. Não nasci pra lidar com dinheiro. Se tenho, gasto. Se não tenho, não gasto. Se tenho cheque, passo. Se tenho cartão, passo. Se eu devo, demoro, mas pago. Mas o pior: Se posso entrar no negativo, eu entro. E é aí que encontro meu fundo. Quando posso não podendo. Solução: trabalho. Só aprendo ralando. Sempre foi assim. Se é fácil de saber, de ter, não adianta, não aprendo.
"Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão." (Música da nova novela das 21h)
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Continue a nadar
Às vezes, por mais difícil que seja, é preciso andarmos com nossos próprios pés. Quem disse que quando paramos de engatinhar realmente aprendemos a andar? A trilha que devemos seguir durante a vida, é inicialmente regada de pessoas queridas ao nosso redor. Mas chega uma hora em que seu rumo muda, e, apesar de tudo, você está acompanhado apenas de seus pensamentos. Dizer que estamos sozinhos em determinamos momentos é muito forte. Acho que nunca estamos sozinhos de fato, não quando existem pessoas que sentem carinho por nós. Mas é uma trilha que só uma pessoa passa de cada vez. Talvez em outra hora você reencontre as pessoas que foram tomando outros rumos. Depende de inúmeras coisas. Entre erros e acertos, dúvidas e decisões, a vida vai seguindo um caminho. Não acredito que exista um caminho pré-determinado. Você atrai as coisas para si, por pensamentos, desejos profundos. E é assim que seu caminho vai se formando. Não basta nomear esses fatos da vida, dizendo que é "destino". A vida depende principalmente de nós para acontecer. Não será que fica difícil quando não fazemos nem o principal?
As coisas que dependem de mim para dar certo, estou correndo atrás. Atraí tudo o que eu queria, consciente ou inconscientemente. Agora é arcar com as consequências, superá-las, deixar tudo no eixo de novo, e seguir em frente.
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