Ah... Meu amor em frutas secas.
Elas já vieram assim.
Prontas em vela:
Pra acender sua chama,
e reafirmar que é paixão.
Eu quero me queimar em seu perfume doce.
Eu quero lacrimejar quando tudo apaziguar.
Mas não apazígua.
O tempo é outro.
E por isso não apazígua.
A vela que queima hoje é laranja.
Cítrico em tudo,
Para azedar limão.
O verde pára o mundo.
Contra tudo, contrato do não.
É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Fábrica
Me faltam os pés descalços.
Sentir o mundo, mudar os passos.
Sair do encalço.
Deixe que o tempo me siga.
Pra que eu possa me perder.
Perder as horas, perdê-las inteiras.
Pra viver sem um sapato.
Pés descalços.
Ritmo febril.
A lavoura eu desconheço.
Mas por querer voltar, eu paro.
E é só parar que eu desço.
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