É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
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sábado, 8 de janeiro de 2011
Sonhos e pesadelos
Hoje eu acordei sobressaltada. A impotência sempre foi algo que me perturbou as idéias. Mas invadir meus sonhos e transformá-los em pesadelos? Aí é partir pro pessoal. No sonho um amigo meu da realidade, lutava fielmente ao meu lado, coisa que me deixou muito feliz. Ele, meu amigo, continuava a ter seu jeito engraçado, estabanado e divertido mesmo tendo que enfrentar o pior dos seres maléficos que eu já li sobre. Isso na hora do medo, me tranquilizava imensamente. Eu quase morri várias vezes. Não tive medo de morrer, mas abandonar os outros era algo que me dava um nó na garganta. Mas então essa batalha cessou. Sem vencedores. Eu fiz sumir num carrinho de bebê, algo que o ser maléfico nunca ousaria encostar (não sei porquê), o tal objeto pelo qual estávamos travando embate. Corri falsamente à procura, o ser em meu encalço. Mas quando chegamos na multidão, o ser maléfico se esvaiu. E então, no meio da multidão, onde mais parecia uma praça-ponto-de-encontro, avistei-o. Ele, um cara que mal conheço na vida real, era, pra mim, meu grande confidente nesse sonho. Desesperada, precisava de alguém que acreditasse em mim, que me ajudasse, que me salvasse. Perguntei pra ele se acreditava em seres mitológicos. Ele fez cara de cético. Eu disse que já tinha visto uma phoenix. E me lembrava perfeitamente disso. Ele fez cara de cético. Eu disse que tinha poderes. Ele fez cara de cético. Meu coração apertou, senti que o amava, e que ele não acreditava em mim. Então, como sempre acontece em sonhos, as pessoas, a multidão, começou a se dispersar sabe-se lá porque. Sei que nisso perdi minha bolsa. Opa, partir sem minha bolsa? Jamais. Pedi para ele me esperar, e fui procurar a bolsa. Alguns serezinhos menos importantes, mas malvados, tinham-na jogado no lixo. Recuperei correndo e voltei correndo. Ele continuava me esperando, com cara de cético. E quando íamos pra casa dele (que de um instante pro outro estávamos em um navio), o número da cabine dele não era um número, mas sim um símbolo que eu tinha visto no começo do sonho (porque claro teve coisa antes disso, mas não me lembro) e que era mau agouro. Não deixei ele entrar. Vimos então que na cabine da frente fulana tinha acabado de entrar, amiga dele. Ia entrar na cabine com ela, mas ele me impediu, estava começando a achar tudo bobagem. Eu sabia que tinha que tirá-lo dali. O ser maléfico sabia que eu o amava, e ia matá-lo. Estávamos num corredor de navio. Mas eram só as duas cabines no mesmo segmento do corredor, que era fechado por portas com olho mágico. Fui olhar uma das portas, estava fulana com a mala, como se estivesse indo pra cabine. Na outra porta, também. ARMADILHA! Mas eu não conseguia nos teletransportar dali, ou para os entendedores, não conseguia aparatar. E os falso-fulanas estavam se aproximando. E eu não conseguia fazer nada, não era poderosa o suficiente. E então instalou-se o medo, a impotência, a agonia. Até que acordei, sobressaltada...
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