quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Pós comentários

Tentei entender o que a dita "Fabiana" (Não seria Douglas ou Débora? HAHAHA - só um palpite) quis dizer com o comentário. Tentei realmente pensar no comentário. Percebi que não se trata de aceitar o fato de não ter sido amada ou não, porque eu também nunca amei. Aliás eu me divertia o suficiente com a história para achar tudo realmente engraçado. A questão portanto não é sentimento, mas sim a capacidade que algumas pessoas têm de serem tão repugnantes, mentirosas e contraditórias. Mas agora posso dormir tranquilamente, com a certeza de que a minha convivência com pessoas com tal postura está presa ao ano de 2008. (...) Fora essa história idiota e cansativa, eu queria parabenizar a Ana Vitoria que passou na UFSC em Farmácia. Fiquei muito feliz por você minha amiga, te amo!

Depois eu escrevo mais. Agora tenho que ir, porque fechar 2008 fazendo compras é sim fechar com chave de ouro...

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

A hora de escrever

Agora sim eu tenho tempo e disposição pra digitar tudo o que eu precisava sobre a minha descoberta na ida ao Rio de Janeiro. Eu enfim descobri a minha família. Agora eu tenho idade suficiente pra entender o que acontece nela. Digo a minha família por parte de mãe. Meus avós, minha tia, meu primo e agregados. Sinceramente não vou expor tudo que eu a partir de hoje sei. Mas falo ainda com certa incerteza que pretendo ser útil. E como sempre acho que é essa a minha razão de ser. Estar ao lado de quem precisa, sem que eles saibam disso. Talvez numa dependência inversa: sendo eu na realidade que preciso deles. Mas é tudo um palpite... A questão é que agora eu entendo como eu sou em relação à família. Não adianta falarem um monte de mim. O fato é que eu não tenho parente próximo. Meu contato com meus tios, primos e até mesmo avós se resume à hipocrisia que é meu natal e ano novo. Não sei se acho isso normal. Só sei que pela primeira vez, e foi nesse natal de 2008, que isso mais doeu. E foi então que eu percebi o quão forte é a ligação com meu pai, minha mãe e meu irmão. Mesmo com toda a falta de tempo e aborrecimentos diários, eles são parte de mim. Somos quatro. E fechamos o ciclo. É uma ligação inquebrável. E não importa quantos agregados tentem se unir. Nossa casa é um forte. Com quatro pilares. E mesmo tendo essa certeza, ainda vou lutar pra aumentar o número de pessoas que eu amo incondicionalmente. E sinceramente, contei sete. É um bom começo...

Fora isso, eu descobri que se o destino de Alice é São Paulo, o meu um dia será o Rio de Janeiro. Essa cidade há de me oferecer muitas descobertas. No momento eu continuo com a minha repugnância por essa cidade. Mas eu hei de mudar isso. Ano que vem meu destino ainda não é o Rio. E quando o for, espero estar preparada. (...) Pela primeira vez eu conheci alguém diferente lá. Alguém com um discurso menos clichê. Enquanto eu ria dos acontecimentos ocorridos no dia 24, conheci quem me fizesse até acreditar que nem todo carioca é, hm, carioca - é, pra mim isso quer dizer MUITA coisa, haha. Mas isso não anula o fato de que (rindo por dentro) "as pessoas não mudam". Alguém me explica: uma pessoa fala um monte de coisa pejorativa sobre você, mente, então você calmamente passa a ignorar a pessoa, tempos depois ela vem com um papo de: você, no fim das contas, sabe toda a verdade. SIM! Justamente por eu saber toda a verdade é que NO MÍNIMO eu não faço a menor questão de saber da sua existência. E de fato, continuo assim. Calmamente ignoro - e periodicamente lembro e dou umas boas gargalhadas. Quem conseguir explicar eu vou formalmente agradecer. Apesar de ter a certeza de que não vai mudar nada. Descobri então com esse ocorrido que eu não sou rancorosa de forma alguma, eu dou inúmeras chances às pessoas, sempre acho que elas merecem. Contudo, como toda regra tem uma exceção, encontrei quem fizesse juz a um bom desprezo. E foi disso que eu fui capaz, reduzir ao desprezo. Qualquer outra sensação me parece indigna...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Os pensamentos embolados

Tenho tanta coisa pra escrever. Tanto pensamento que veio junto nesses quatro dias. Parece que eu ainda tô lá, acima das nuvens, vendo o mundo muito pequeno. Vendo São Paulo como maquete, de cima, e os prédios assim, quase sem graça. Vendo o Rio de Janeiro com um Sol de rachar, e o Cristo Redentor parecendo menor que um chaveiro... Mas calma, é preciso por tudo em ordem. Ver o que presta, esquecer o que não vale a pena, e como sempre rir e ver que eu aprendi um montão de coisa.

Mais pra frente... Agora eu quero é violão!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Stay calm

Por esse ano, já deu já... As baladas, as festas, os amigos, os estudos, os amores, os stress, as provas, os vestibulares, as crises, os medos, as bebidas. Foi tudo em excesso. Sem mais planos, só sonhos. Espero enquanto vejo a onda bater.

Rio de Janeiro depois de amanhã. Vai ser ótimo pra refrescar as idéias, por tudo no lugar. Não conhecer ninguém, ter um bom livro a mão. E tempo suficiente só pra mim...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Click! [12]

Luz, câmera, AÇÃO! [4]


Samba e Amor

Eu faço samba e amor a noite inteira
Não tenho a quem prestar satisfação
- Caetano Veloso

Faço minhas, as palavras de Caetano. Fico agora em todo e em nenhum lugar. Me acha apenas quem quiser. Incomunicável por tempo indeterminado.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Progressão

O desespero no dia anterior, o choro na noite anterior, o medo. A noite mal dormida, pesadelos, sonhos. Muita angústia. E repetindo: você ainda tem vestibular amanhã, dorme, dorme! O sono que veio tranqüilo, quase sem querer. A janela aberta que deixa transparecer o dia que amanhece. E sem nenhum esforço acorda, olha o relógio e ainda são 8h. Não deve ter saído. Fecha os olhos. E fica imaginando se o seu nome não estiver lá, se estiver. A dúvida, a insegurança, a sôfrega antecipação. Enfim 9h. Deve ter saído. Pensa em levantar. Ah não. O pai ligaria se o nome estivesse lá. E não liga. E não toca. 9h13. A valsa de Amélie Poulain entoa forte, o coração sufoca. Número desconhecido. Quem é uma hora dessas? E a voz grave, simples e confortante reconhecida de seu pai diz: Parabéns! - Mas ainda lhe resta a dúvida, e pergunta temendo a resposta: O que? Passei? - E a frase que liberta: Passou, seu nome tá ná lista.

O meu nome tá na lista! Eu passei pra segunda fase da FUVEST. Na realidade 38.606 canditatos passaram. E desses, só uma Pétilin. Então continuo a me encarar como única concorrente.
E agora deixo o dia rolar nostálgico. Amanhã me desespero de novo querendo estudar...

domingo, 14 de dezembro de 2008

O desabafo e o desespero

Eu preciso falar com alguém, por favor. Alguém me responde. Onde estão as pessoas do mundo? Onde foi parar todo mundo que um dia tava do meu lado pra me ouvir? Eu preciso falar toda a verdade e tenho vergonha VERGONHA. Tenho vergonha de mim, do que eu sou, das mentiras que eu contei só pra me fortalecer. Não passei por cima de ninguém, isso eu nunca fui capaz de fazer. Incrível foi suportar fazerem isso comigo. Sempre vejo alguém pisando em mim, e eu apenas sorrio pra tornar tudo mais fácil. E não adianta virem me falar que eu tô me torturando. PORQUE SÓ EU SEI A VERDADE. Eu sei o peso que tá sendo guardar toda a verdade pra mim. POR QUE? POR QUE NINGUÉM ME PARECE EXTREMAMENTE CONFIÁVEL? O que aconteceu com o mundinho perfeito e aconchegante que tava ao meu redor? Onde foi parar minha base? Eu perdi. Me sinto perdida. Nunca a verdade pareceu tão difícil de ser encarada. Eu to no lugar errado, na hora errada, e com as pessoas erradas. Não aguento. Não aguento. NÃO AGUENTO! Eu imploro clemência. Eu imploro. Alguém por favor me faz falar a verdade. POR FAVOR.

Tô desesperada. escrevendo besteira. e muito mal
muito mal












muito mal

sábado, 13 de dezembro de 2008

Luz, câmera, AÇÃO! [3]

http://www.youtube.com/watch?v=r00T2fd9HIc

A quebra de paradigmas

Às vezes eu sinto a extrema necessidade de retroceder para enfim avançar. O mundo tava girando muito rápido sem eu perceber. Como num ápice de alcoolismo, que o chão não é chão, e a frente não é frente. Eu tava cometendo os velhos erros de me culpar, de falar demais, de não me ouvir. Então agora eu não ouço ninguém e não falo nada. Preciso desse tempo pra me fechar e tentar acalmar tudo o que tava acontecendo. Tava vivendo uma vida bem wild. E realmente a minha trilha sonora tava sendo Prodigy. E vai continuar sendo... Mas agora eu vou ser a que fica sentada vendo os outros dançarem, se drogarem, e curtirem a vida adoidado. Vou ficar entorpecida e estagnada. Mas não vou recusar convites, quem quiser vir, que venha. O lado frio, insensível, não-amante e por vezes irritante, Pétilin de ser vai voltar à tona... Por um prazo curto, mas indeterminado...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Click! [11]

F               R A G          M                                        E N                                                                  T O S

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Quando tudo estiver acabado,
não haverá de estar tudo simplesmente acabado?

Hora de fechar

Eu sempre fico tentando enxergar o que eu fiz de errado. Mas agora que eu parei para pensar, esse era o jeito mais fácil que eu achava para não culpar as pessoas. Acreditar que o erro partia sempre de mim, era uma forma de me proteger do que os outros poderiam me causar. Assim, esse auto-torturamento apesar de doloroso estava sempre sob controle, já que era exclusivamente psicológico. Tinha com isso o propósito continuar mantendo todos perto de mim, mesmo que de certa forma eles, teoricamente, não fossem mais merecedores, por assim dizer, de tomar algum lugar em minha vida. Não encaro esse 'merecedores' de forma prepotente. Mas é fato que certas pessoas simplesmente não merecem nossa atenção. E até merecem coisas piores, apesar de eu nunca ser capaz de oferecer-lhes isso, porque no fim das contas é muito relativo. Mas justamente essa relatividade tem certo sentido já que, a vida é nossa, e temos o direito de julgar quem merece ou não viver conosco.

Blá, tudo muito confuso.

Mas fácil evaporar e fingir que o mundo explodiu.

Considerem que me fechei para balanço.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A falta de vontade

Nos últimos tempos virei uma criança mimada. Que vive pedindo as coisas, falando: EU QUERO MUITO. Que fica fazendo beicinho, falando: NÃO QUERO MAIS BRINCAR DISSO. E sinceramente eu estava achando tudo muito normal. Mas percebi que eu tava fazendo isso (como sempre eu demoro, mas descubro o porquê) por medo (e sempre é por medo...). Tô com muito medo de crescer. De ter que virar gente, estudar pra valer, morar sozinha. Agora toda a minha vontade de ser independente se condensou em medo. Acho que ter que escrever o discurso pra oradora, me faz ficar pensando em como vai ser ler o texto, o que eu vou sentir, e que realmente tudo o que eu escrevi é verdade. Não sou mais do colégio, não tenho inspetores pra cuidar de mim, nem 'aconteceu...' pra me fazer entrar na linha. Fico dividida entre o desejo de voltar no tempo pra curtir mais, e o medo de passar por todas as dificuldades de terceiro ano de novo. Foi um ano muito díficil pra mim. Não só pela escola, pelo vestibular. Mas por tudo o que me aconteceu. Caminhei a trilha de 2008 com uma venda. E as coisas foram acontecendo sem eu ver, sem eu realmente querer. Poderia ter falado menos, ter pensado menos, ter agido menos. O meu lado impulsiva se apoderou de mim assim que entrou 2008. Meu lado egoísta também. Não nego que fui extremamente egoísta. E sinceramente, enquanto eu não chegar onde eu quero, vou ser assim. Mas me faz falta as tardes de sol na praia, andando de longboard e jogando papo furado. Me faz falta as descobertas do mundo dos meninos. Me faz falta a descoberta da boemia. Não que eu conheça tudo, óbvio que não é isso. Mas a magia do novo, se perdeu. Tô cansada de toda hora ter que vir digitar pra fingir que alguém vai ler, me entender, me ajudar. Porque na realidade nem sei se preciso de ajuda. Tá na hora do meu clássico praia, mar, som, eu. E quem quiser me achar, quem fizer questão. É disso que eu preciso. Pessoas que façam questão de estar comigo, sem achar que eu sou perfeitinha, lindinha. Mas que vejam em mim, apenas eu. A Pétilin. Que gosta de pisar em folhas secas, que gosta de ler poesia, ouvir músicas do filme da Amélie Poulain, que gosta de deitar na grama, que gosta de sentar de perna de índio pra comer, que gosta de se alongar, que gosta de cheirinho de comida da vó, que gosta de fazer e receber chamego, que gosta de rir de coisas idiotas, que gosta de fechar os olhos e correr na praia, que gosta de sentar e ouvir o mar até o barulho do mar se misturar com os pensamentos, e os pensamentos não passarem de ser simplesmente o barulho do mar, que gosta de tinta, que gosta do cheiro da tinta, que gosta de ir ao cinema e ficar quietinha, que gosta de olhar, que gosta de dançar no meio de muita gente desconhecida, que gosta de fingir que tá em um filme, que gosta de gostar, de não gostar, de ter medo, de chorar, de se apaixonar, que gosta de deixar marcas, que gosta, gosta, gosta muito, de tudo, de nada. Só queria fugir pra outro mundo, e explodir esse daqui.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Para ler os seus olhos

Sou eu quem tenta ler as pessoas pelos olhares. Eu as encaro até mergulhar na parte mais profunda de suas íris. Tento descobrir as palavras que elas deixaram morrer na garganta. E eu fico sorrindo que nem idiota, porque, como sempre digo, eu acho graça de tudo. Não digo que acho graça e rio pra não chorar. Pelo contrário, às vezes acho graça e choro. Mas nesses casos, me parece extremamente cômico tudo o que as pessoas pensam. Todas suas preocupações tão distantes das minhas preocupações. Seus diversos modos de ser, pensar, agir, falar e até mesmo não falar. Às vezes encontro pessoas que eu não pronuncio uma palavra, mas que já entendem mais até do que eu queria falar. Enquanto outras tantas me fazem repetir mil vezes as coisas para ver se entendem o eu quis dizer. E no fim, fica sempre a dúvida. Fica sempre aquele gosto amargo no abraço. Aquele olhar acre de até logo. Aquele toque não-macio largando a mão. Não se sabe a próxima vez em que você segurará aquela mão que se distancia. Mas sabe que naquela montanha-russa, você ainda há de andar. E se não for aquela, haverá outras para você se divertir, se enjoar, querer gritar, querer rir e querer andar novo. Os terminais são diferentes, mas não deixam de ser simplesmente terminais. E querer complicar o que isso é, só cansa.