Eu sempre fico tentando enxergar o que eu fiz de errado. Mas agora que eu parei para pensar, esse era o jeito mais fácil que eu achava para não culpar as pessoas. Acreditar que o erro partia sempre de mim, era uma forma de me proteger do que os outros poderiam me causar. Assim, esse auto-torturamento apesar de doloroso estava sempre sob controle, já que era exclusivamente psicológico. Tinha com isso o propósito continuar mantendo todos perto de mim, mesmo que de certa forma eles, teoricamente, não fossem mais merecedores, por assim dizer, de tomar algum lugar em minha vida. Não encaro esse 'merecedores' de forma prepotente. Mas é fato que certas pessoas simplesmente não merecem nossa atenção. E até merecem coisas piores, apesar de eu nunca ser capaz de oferecer-lhes isso, porque no fim das contas é muito relativo. Mas justamente essa relatividade tem certo sentido já que, a vida é nossa, e temos o direito de julgar quem merece ou não viver conosco.
Blá, tudo muito confuso.
Mas fácil evaporar e fingir que o mundo explodiu.
Considerem que me fechei para balanço.
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