Pode até ser que eu seja
Mas não estou sendo no momento
O problema não é eu tentar te esquecer
O problema é eu nunca parar de lembrar de você
Vai fazer um ano
Mas o que é um ano em três, ou quatro, te amando?
Faz um mês que eu jurei pra mim mesma que tinha te tirado da minha vida de uma vez por todas.
Eu estava viajando, em todos os sentidos. E no momento me pareceu a coisa mais sensata.
E realmente deu certo.
Por quatro semanas. Como transformo isso em quatro anos? Ou como faço compensar?
E amor lá se compensa? Sinceramente, não sei. Nunca passei por isso.
E hoje eu preciso falar de você como se ainda existisse somente eu e você
No quarto
Ouvindo Bob Marley
E transando
E gozando
E rindo
E se amando
Ou eu te levando na minha biz
Ou você me levando na sua twister
Nenhuma das duas existe mais
A gente não existe mais
Mas será que EU acredito nisso?
Estou começando a ter dúvidas. E acho que agora já não está mais ao meu alcance.
Já tentei falar que te amo, já tentei falar que te odeio mas em todas as vezes você foi o mesmo de sempre. Aquele que pouco fala e tudo sente, me deixando confusa.
Sinto muito se não consegui me cuidar, como você me falou inúmeras vezes.
A questão é que agora eu tenho quem cuide de mim. E por ele saber fazer isso tão bem, também quero saber cuidar dele.
Mas será que EU acredito nisso?
É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Julgue-me
E se antes eu pedi
Ame-me
Hoje afirmo
Julgue-me
Julgue-me porque é nisso que me apoio
Onde cravo o meu ódio imaturo
E cresço
Julgue-me porque eu te julgo!
Sem precedentes
Se você não deve nada à ninguém
Eu devo a mim mesma e carrego este como meu maior fardo
Por fim
Julgue-me
Ame-me
Hoje afirmo
Julgue-me
Julgue-me porque é nisso que me apoio
Onde cravo o meu ódio imaturo
E cresço
Julgue-me porque eu te julgo!
Sem precedentes
Se você não deve nada à ninguém
Eu devo a mim mesma e carrego este como meu maior fardo
Por fim
Julgue-me
Às vezes me esqueço...
E tenho certeza que é comum. Mas parece que faz tanto tempo... E se foram anos nisso tudo, nessa brincadeira de querer ser uma pessoa melhor. Sempre falo que no fundo é puro egoísmo. Mas ninguém entende assim, já que estou me dispondo ao outro. Ontem foi um dos momentos em que me senti igual a 3 anos atrás, mas não cheguei a lembrar. Hoje, agora, nesse momento, eu me lembro. E pra evitar de esquecer muito rápido, porque vou esquecer, escrevo.
Por que eu faço parte do TETO? Por que no meio da rotina maluca eu ainda acho duas ou três horas por dia para me dedicar à esse trabalho voluntário?
Quem sou eu? Ninguém, não preciso ser. Só quero estar ali, perto, vendo, ouvindo, aprendendo. E às vezes, falando aqui, mexendo ali. Fato é que em 2010 eu não fazia ideia para onde eu tava indo, e para ser bem sincera, ainda não sei. É o clássico clichê do não importa o destino, mas sim o percurso.
Mas ontem, ontem lá fui eu, me apertando, pedindo socorro para as pessoas, querendo chamar atenção de todo mundo, para ir à uma reunião que na verdade, nem eu sabia direito do que se tratava. Mas chegar de falar entrelinhas. Vamos aos fatos.
Em Março comecei a trabalhar como Coordenadora de Habilitação Social¹, junto com minha dupla². Na mesma comunidade que estávamos introduzindo esse trabalho, fui convidada para ser Chefe de Escola na Detecção Massiva de Julho³.
Recusei.
Porque eu trabalho.
Mas, sou ou não sou Coordenadora, também não trabalho aqui?
Aceitei. Não sabia onde estava me metendo. Ainda não sei.
Entre muito vai-e-vem, reuniões formais e informais, encontros e desencontros, chegamos ao último e derradeiro domingo dia 20, para aplicar Enquetes-Teste para nos preparar para o final de semana seguinte. Esse final de semana, de amanhã.
Tudo certo e caminhando. Realizamos as enquetes, após a aplicação fizemos uma reunião com os moradores e uma agente externa da ONG Amora⁴ para validar os trabalhos da Detecção Massiva. A reunião se acalorou, os moradores se mostraram hesitantes em responder algumas questões (nome, número de documento...), uma vez que a comunidade passa por um processo de reintegração de posse.
No meio da discussão, eles falaram que seria necessário apresentar a Enquete ao advogado deles, que daria o aval para seguirmos com o trabalho.
Sério, e agora? Zilhares de capacitações, busco no fundo da mente o melhor caminho, mas nada institucional me vem. Mas confio, confio em mim, confio no trabalho do TETO, confio sem precedentes. Entrego a Enquete, com o acordo de que eu também iria à reunião com advogado.
Penso, fico tensa, sou Arquiteta não Advogada, meu conhecimento legislativo pífio pode não adiantar. Toda a mobilização será vã. Num movimento focado me agarro a outro voluntário interessado em ir à essa reunião, ele enquanto estudante de Direito, me ajudaria!⁵
Fomos.
Fui parar para lá de não sei aonde. Desculpa, pode não ser tão longe. Mas não sou de São Paulo. A caminho da reunião, pensava: eu, o voluntário, o advogado, o morador com a Enquete. Preciso explicar, preciso me fazer entender.
...
Cheguei ao local. Um público de cerca de 30 pessoas, todos lideranças comunitárias, de diversas comunidades. A Spama era mais uma. Mais uma que luta, que tenta, que vai atrás. Atrás de um pedaço de terra, atrás de uma dignidade. Enfim. Eles podem falar melhor pra você, mas só sei que estou junto com eles!
Começo a entender. A reunião se trata da Reunião de Ocupações. É uma rede de trabalhadores, essa é a da Zona Oeste Noroeste.
O advogado à frente, orienta os moradores, trabalha em conjunto. Mas prefiro não me ater à essa parte, tenho muito a entender ainda...
Fato é, somos convidados a explicar porque estamos lá. Respiro. Nem eu sei direito, fui achando que era uma coisa, cheguei era outra. Sou sincera, explico da Spama, explicamos do TETO. Falamos da Enquete, as lideranças se alvoroçam positivamente. Entendem nosso trabalho, nossa missão, nossos valores. E querem nosso contato, e querem nos ver novamente, querem que a gente visite as comunidades. Respiro tensa. Foco na missão da vez. Pergunto solenemente se o advogado libera os moradores da Spama para responderem à Enquete. Era essa resposta que eu precisava. Era essa resposta que a Detecção Massiva precisava.
O advogado conhece a ONG, entende o que fazemos, e diz que é válido. Dou um sorriso largo. Agradeço imensamente. Olho para lado, compartilho a felicidade. Trocamos contatos com os moradores. Nós voltaremos!
Mas continuo esquecida.
O trabalho continua, a rotina ainda suga, e tudo me vai corroendo.
Até que sou questionada do trabalho voluntário novamente. Volto às minhas recordações, ao meu saudoso julho de 2010, acesso minhas fotos, lembro de outros tantos moradores, de outros tanto sorrisos, das crianças, das dificuldades, das chuvas e dos sóis.
E se às vezes me esqueço, hoje me lembro o porque de estar aqui.
Eles não precisam de mim. Eu que preciso deles.
Por isso me desespero, me perco, corro, me aperto, pulo, sorrio e grito: COMEÇOU NÃO PÁRA!
----------------------
¹ Sobre Habilitação Social: http://www.techo.org/paises/brasil/informate/saiba-mais-informacoes-sobre-o-trabalho-de-habilitacao-social/
² Julia Polli, voluntária do TETO
³ Evento no Facebook sobre a Detecção Massiva: https://www.facebook.com/events/1508475609388852/?fref=ts
⁴ Aida, diretora da ONG Amora. Facebook da Amora: https://www.facebook.com/amorainclusaosocial?fref=ts
⁵ Lucas Mauro, voluntário do TETO
Por que eu faço parte do TETO? Por que no meio da rotina maluca eu ainda acho duas ou três horas por dia para me dedicar à esse trabalho voluntário?
Quem sou eu? Ninguém, não preciso ser. Só quero estar ali, perto, vendo, ouvindo, aprendendo. E às vezes, falando aqui, mexendo ali. Fato é que em 2010 eu não fazia ideia para onde eu tava indo, e para ser bem sincera, ainda não sei. É o clássico clichê do não importa o destino, mas sim o percurso.
Mas ontem, ontem lá fui eu, me apertando, pedindo socorro para as pessoas, querendo chamar atenção de todo mundo, para ir à uma reunião que na verdade, nem eu sabia direito do que se tratava. Mas chegar de falar entrelinhas. Vamos aos fatos.
Em Março comecei a trabalhar como Coordenadora de Habilitação Social¹, junto com minha dupla². Na mesma comunidade que estávamos introduzindo esse trabalho, fui convidada para ser Chefe de Escola na Detecção Massiva de Julho³.
Recusei.
Porque eu trabalho.
Mas, sou ou não sou Coordenadora, também não trabalho aqui?
Aceitei. Não sabia onde estava me metendo. Ainda não sei.
Entre muito vai-e-vem, reuniões formais e informais, encontros e desencontros, chegamos ao último e derradeiro domingo dia 20, para aplicar Enquetes-Teste para nos preparar para o final de semana seguinte. Esse final de semana, de amanhã.
Tudo certo e caminhando. Realizamos as enquetes, após a aplicação fizemos uma reunião com os moradores e uma agente externa da ONG Amora⁴ para validar os trabalhos da Detecção Massiva. A reunião se acalorou, os moradores se mostraram hesitantes em responder algumas questões (nome, número de documento...), uma vez que a comunidade passa por um processo de reintegração de posse.
No meio da discussão, eles falaram que seria necessário apresentar a Enquete ao advogado deles, que daria o aval para seguirmos com o trabalho.
Sério, e agora? Zilhares de capacitações, busco no fundo da mente o melhor caminho, mas nada institucional me vem. Mas confio, confio em mim, confio no trabalho do TETO, confio sem precedentes. Entrego a Enquete, com o acordo de que eu também iria à reunião com advogado.
Penso, fico tensa, sou Arquiteta não Advogada, meu conhecimento legislativo pífio pode não adiantar. Toda a mobilização será vã. Num movimento focado me agarro a outro voluntário interessado em ir à essa reunião, ele enquanto estudante de Direito, me ajudaria!⁵
Fomos.
Fui parar para lá de não sei aonde. Desculpa, pode não ser tão longe. Mas não sou de São Paulo. A caminho da reunião, pensava: eu, o voluntário, o advogado, o morador com a Enquete. Preciso explicar, preciso me fazer entender.
...
Cheguei ao local. Um público de cerca de 30 pessoas, todos lideranças comunitárias, de diversas comunidades. A Spama era mais uma. Mais uma que luta, que tenta, que vai atrás. Atrás de um pedaço de terra, atrás de uma dignidade. Enfim. Eles podem falar melhor pra você, mas só sei que estou junto com eles!
Começo a entender. A reunião se trata da Reunião de Ocupações. É uma rede de trabalhadores, essa é a da Zona Oeste Noroeste.
O advogado à frente, orienta os moradores, trabalha em conjunto. Mas prefiro não me ater à essa parte, tenho muito a entender ainda...
Fato é, somos convidados a explicar porque estamos lá. Respiro. Nem eu sei direito, fui achando que era uma coisa, cheguei era outra. Sou sincera, explico da Spama, explicamos do TETO. Falamos da Enquete, as lideranças se alvoroçam positivamente. Entendem nosso trabalho, nossa missão, nossos valores. E querem nosso contato, e querem nos ver novamente, querem que a gente visite as comunidades. Respiro tensa. Foco na missão da vez. Pergunto solenemente se o advogado libera os moradores da Spama para responderem à Enquete. Era essa resposta que eu precisava. Era essa resposta que a Detecção Massiva precisava.
O advogado conhece a ONG, entende o que fazemos, e diz que é válido. Dou um sorriso largo. Agradeço imensamente. Olho para lado, compartilho a felicidade. Trocamos contatos com os moradores. Nós voltaremos!
Mas continuo esquecida.
O trabalho continua, a rotina ainda suga, e tudo me vai corroendo.
Até que sou questionada do trabalho voluntário novamente. Volto às minhas recordações, ao meu saudoso julho de 2010, acesso minhas fotos, lembro de outros tantos moradores, de outros tanto sorrisos, das crianças, das dificuldades, das chuvas e dos sóis.
E se às vezes me esqueço, hoje me lembro o porque de estar aqui.
Eles não precisam de mim. Eu que preciso deles.
Por isso me desespero, me perco, corro, me aperto, pulo, sorrio e grito: COMEÇOU NÃO PÁRA!
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¹ Sobre Habilitação Social: http://www.techo.org/paises/brasil/informate/saiba-mais-informacoes-sobre-o-trabalho-de-habilitacao-social/
² Julia Polli, voluntária do TETO
³ Evento no Facebook sobre a Detecção Massiva: https://www.facebook.com/events/1508475609388852/?fref=ts
⁴ Aida, diretora da ONG Amora. Facebook da Amora: https://www.facebook.com/amorainclusaosocial?fref=ts
⁵ Lucas Mauro, voluntário do TETO
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Assis
Sinto meus pés descolarem. Aqui eu não consigo andar. Nunca consegui fazê-lo sozinha. Ele não percebe, pede sempre pra eu falar. Minha boca também descola. E eu que não reparo então. Vou sendo tomada de impulsos de sacada, que me fazem querer saltar. Cair no abismo que eu mesma cavei. Estou aqui e sei que queria estar lá. Mas não. Não o que?
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Sempre tem um dia
Hoje estou com raiva. Fazia tempo que não sentia isso de um jeito instalado na boca do estômago. Hoje sinto que não confio em ninguém, e nem quero confiar. A dúvida é o que me resta à cama. Estou com raiva do ser humano, das pessoas que eu conheço, da falta de honestidade, da falta de vontade, da falta de tempo. Estou com raiva de estar sentindo raiva, e isso vira um ciclo sem fim. Mas que agora eu não quero deixar de sentir. Estou com raiva de fazer questão das coisas, me esforçar pra não precisar que as pessoas sintam o mesmo, e continuar me frustrando com isso. Agora isso já é burrice. O ser humano não merece, e só. Ele é egoísta, insípido, usurpador, manipulador, compulsivo, sórdido, ignorante, ignóbil, insuficiente. E eu tenho raiva.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Decifra-me ou devoro-te
Tudo está nisso. Em decifrar-te. Mas não consigo. Enlouqueço. Talvez seja a sobriedade que lhe falte, quem há de saber? Já sussurrei, já falei, já gritei, e nada. Toda ação precisa de uma reação, por isso eu fico esperando. A saudade continua sem machucar, porque as lembranças que tenho de ti são perenes, tranquilas, felizes. Tal como sua presença, com adendo de confuso. Porque enquanto eu engasgo com tantas palavras, sobra-te o silêncio que não sei manter. Inicio os meio sorrisos, os meio olhares. Sempre buscando respostas. Esse "é isso porque é isso", nunca me desceu bem goela à baixo. Mas por enquanto é isso, porque é isso.
domingo, 21 de novembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Incondicionalmente
Que sincera vontade de gritar. Mas que saco de insônia!!!!!!!!!!!!!!!!! Que saco! Odeio todos meus amigos que me fazem virar morcego, trocar os horários! Odeio todos meus amigos por me fazer viver! Por me fazer sentir! Por me fazer rir sempre e ter a certeza de que no final tudo dá certo! Odeio todos eles, todos nós, toda essa nossa certeza! Odeio saber que sem eles eu não viveria! Odeio saber que posso contar com eles pra tudo! E falo isso quase rindo, ou quase chorando (depende da tpm)... Odeio poder contar-lhes minha vida, sem omitir fatos! Odeio ter a maior vontade de beber cerveja, e ter deles a melhor das companhias! Odeio amá-los de uma forma que não cabe em mim! E odeio mais ainda, saber que todas às vezes que disse "odeio" quis dizer "AMO INCONDICIONALMENTE". Saco de insônia...
(Amo incondicionalmente todos os meus amigos...)
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Nunca...
...hesitei tanto para, por fim, deixar de fazer.
SACO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
sábado, 23 de janeiro de 2010
Nó
Descondicione-se! Desembale-se! Tire enfim suas amarras entranhadas. Ninguém além de você é capaz de te prender de tal maneira. Quebrar a rotina é pouco. Jogue logo às traças tudo ao seu redor. Deixe que definhe e que se esqueça e se embarace nas próprias lembranças. Certas coisas não merecem tanto prezo, tanta atenção. A dificuldade maior é enxergar, assumir que envelheceu. Passou sim, mediocremente, da validade. E se é velho: jogue fora. Deixe seu baú livre de velharias. Abandone se não tem mais o que extrair. Não se deixe sufocar pelos outros. Simplesmente vá embora.
domingo, 10 de janeiro de 2010
Circus - Britney Spears
Revoltada com a tradução da música: Circus - Britney Spears. Mas ela é como uma palhaça mesmo... Uma coisa é auto-estima a outra é prepotência. A segunda eu odeio. Sei lá, só me revoltei! RS.
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