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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ela por mim

Ela. Não tenho palavra mais sublime para descrevê-la, simplesmente ela. Ela guarda consigo todos os nossos segredos, todas as nossas cartas, todas as nossas confissões. Ficaram guardadas na cortina empoeirada que nos impedia de saber se era dia ou noite. E assim ficamos mais do que três dias, depois também me perdi nas contas. O tempo que parecia imutável, na verdade se desenrolou por entre os lençóis e os papéis que largamos pelo apartamento. As fundações nós que construímos. Arduamente. E então, tudo aquilo nos pertencia. Foi por isso que nos perdemos. Uma a outra. Há quem saiba melhor que tínhamos tudo que desejávamos, apenas não nos demos conta disso. Ela, era tudo o que eu desejava, disso eu tenho certeza até hoje. Aquele perfume carérrimo e todo fresco dela não sai de mim, não sai das minhas roupas, antes dela. Sua voz falha nunca me falhou na memória. O seu estilo de gargalhar depois de tragar fumaça pelo nariz, nunca vira fumaça nas minhas lembranças. Ela é ela. E sumiu por uns tempos. Mas eu fui atrás...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Ela continua sem saber de mim

Não, não, não, não, não!!! Não acredito que a perdi! Como isso? Como viverei sem suas palavras, sua poética, sua sensualidade avassaladora, sua ironia sempre pertinente, sua valsa ritmada, sua voz imaginada? Como a perdi? Como a deixei partir sem avisar? Por que me escondi de assumir que amava cada palavra sua? E desde quando ela se foi? Para onde fora? Não deixou recado, não deixou ao abandono... Simplesmente partiu e sumiu. Como fico sem suas reticências? Continuo sem coragem de escrever seu nome... Raios! Eu a admirava! Como foi capaz? Não sei quanto ao mundo, mas eu precisava disso, precisava dela. Sem ela saber. Sem nem eu saber ao certo. Só sei que precisava. Ela era minha gigante, e como Newton, me apoiava sobre seus ombros para enxergar longe. E agora longe é onde ela está...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ela não sabe de mim

Ninguém nunca escreveu como ela. E não falo de Simone de Beauvoir. Falo de outra que me é mais real que esta já dita. Espero também que nunca ousem escrever. Ela ama, ela poesia, ela fumaça, ela intriga. Sigo seus passos sem nem citar o nome. Me escondo da verdade de amá-la de um jeito envergonhado. De amar suas palavras. De amar seu pensamento. Me envolve mais que no olhar. Me envolve mesmo o coração. Porque cada palavra sua me aquece, e simultaneamente, e desesperadamente, me isola. Vago num mundo em que eu e ela não existem quando postas juntas. Eu e ela nunca fomos. Eu e ela nunca seremos. É um fato. Tudo que nos conecta é um passado não conectado. É um mesmo sentimento que não existe em conjunto. É um mesmo sentimento diferente, e separado em tempo, espaço e pensamento. Eu não sou sem ela, mas ela não sabe de mim.