quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Incondicionalmente

Que sincera vontade de gritar. Mas que saco de insônia!!!!!!!!!!!!!!!!! Que saco! Odeio todos meus amigos que me fazem virar morcego, trocar os horários! Odeio todos meus amigos por me fazer viver! Por me fazer sentir! Por me fazer rir sempre e ter a certeza de que no final tudo dá certo! Odeio todos eles, todos nós, toda essa nossa certeza! Odeio saber que sem eles eu não viveria! Odeio saber que posso contar com eles pra tudo! E falo isso quase rindo, ou quase chorando (depende da tpm)... Odeio poder contar-lhes minha vida, sem omitir fatos! Odeio ter a maior vontade de beber cerveja, e ter deles a melhor das companhias! Odeio amá-los de uma forma que não cabe em mim! E odeio mais ainda, saber que todas às vezes que disse "odeio" quis dizer "AMO INCONDICIONALMENTE". Saco de insônia...

(Amo incondicionalmente todos os meus amigos...)

Bom pra você

De repente cada parte do meu corpo quer "ele". Minhas mãos querem as mãos dele. Meu sorriso quer o sorriso dele. Meu ouvido pede por sua voz. E até meus pés se perdem, procurando o caminho que os pés dele têm seguido. Isso me é estranho. Até porque hoje, estranho, ganhou mais de mil definições na minha cabeça. Até porque hoje, me libertei e pude voar, e voei. Suas palavras afastaram lentamente meus fantasmas. Aqueles mesmos fantasmas. Aqueles meus fantasmas. Deixo então de me desesperar, e com isso vivo. Vivo cada emoção que não sei definir. Não sei, e não quero. Mas quero senti-las da forma mais intensa e sincera que eu puder. Se caio no clichê me levanto sem perceber. E dói, me dói a bochecha por não parar de sorrir. Sei que não posso, e não vou transformar numa coisa ruim, algo que me é tão bom. Quero fazê-lo, senti-lo e pensá-lo ser bom para tentar, descobrir e permitir que me seja bom.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Luz, câmera, AÇÃO! [7]

http://www.youtube.com/watch?v=KDv3jyWrW9U

Meu coração dispara!

Ele não era meu. E nunca fora de verdade. Até porque algo assim tão possessivo nunca é tão válido. Eu só queria que ele estivesse comigo. Até porque sinto de novo o medo de deixar a cidade que é próxima, por uma outra muito distante. Eu lhe confessei me ser uma inspiração. Atitudes, gestos, palavras. Tudo me era reconhecível, antes mesmo de tornar-se amável. E quando tornou-se amável? Eu também não sei. Mas esqueci, é claro, de que nunca é tão fácil... Não diante da escolha que tomei ao querer partir pra longe. E quase esqueci seu rosto. E quase esqueci sua voz. Mas os dias que passamos juntos compensaram os dias que não o vi. Passamos mais dias, outros dias, juntos e separados. Não pelo querer, querer não nos faltou. E que me padece a alma. Eu me perdi no beco, eu me perdi em Gaudí, eu me perdi na chuva. Mas eu já sabia que seria assim... Encontrá-lo para perdê-lo, e me perder junto, ou separado...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Hoje eu fui julgada.

Confesso que me senti revoltada, inquieta, inconformada. Me julgaram de uma maneira tão natural, e sei que na verdade quem me julgava não era quem eu pensava. Me julgaram por expor minha opinião, por defendê-la. E disseram, novamente, que eu falo demais. E isso me entristece de uma maneira que não sei colocar em palavras. Então da mesma forma que me revoltei, me inquietei, me inconformei, agora calo-me. Não quero tomar as rédeas e ser julgada. Minha vontade pra isso é zero. Zero. No exato momento, a mesma intensidade que senti ao querer vir, quero ir. E vou.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Encontrá-lo para perdê-lo

Eu leio seu nome sem ler e arrepio. Todas aquelas letras juntas me causam um tipo de ciúme não enciumado. Mas elas sempre se embaralham... E acabo me perdendo nos pensamentos que elas juntas ou separadas, tanto faz, me causam. Aquele quarto não era meu, aquelas palavras não eram minhas. Mas meu corpo e minha vontade estavam lá. O que o não-término daquela noite me causa é inexplicável. Ficou entalada em minha garganta o querer falar do quanto eu te queria... E lá vou eu de novo. Lá vai ela de novo. Lá vamos nós: encontrá-lo para perdê-lo mais um pouco.