domingo, 31 de outubro de 2010

Haicai

Casa madeira
Para alma que é vã
Um teto, um lar

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Mudei a forma


De repente o sorriso meia boca congelado na foto fez tudo perder o sentido. Aquele olhar cansado também congelado me cansou por inteira. Dissipou todos os pensamentos lógicos que eram meus até quase cinco minutos atrás. Não sei se a roupa que usava, não sei se o abraço encaixado, não sei se o corpo sujo. Mas aquela foto fez cessar o que eu sentia de concreto, e se dissolveu ao longo de curtos dias. Não faz-se mais necessário eu correr tanto, não vou mesmo chegar em lugar algum. O sentimento de vê-los assim em "dever cumprido" me tranquilizou. Agora sei que posso me esvair sem fazer tanta falta. Não precisei ter aquele conflito interno de quereres. O querer se perdeu, ruiu aos poucos. Espero que isso não se transforme em problema, já que por ora transformei em nada...

domingo, 17 de outubro de 2010

Preciso mesmo é...

...exorcizar meu corpo. Preciso mesmo é de uma boa transa que me faça gemer horrores, puxar os lençóis, suar a alma. Preciso de novo daquela noite alcoolizada, com pressa, sem regra, mas cheia de paixão. Porque o meu querer por ele não é só corpo, apesar de lhe dizer que sim. O meu querer por ele é do nosso silêncio que se quebra quando a luz das ruas invade o meu quarto. Porque é sempre o meu quarto e sua luz amarelada e boêmia. Nunca o terei sóbria, não faço questão. Quero mesmo o ardor das fugas após as festas com sabor de cerveja. Quando eu e ele nos tornamos nós apenas nas escadarias eternas do meu prédio. Mas espero a próxima festa, a próxima fuga, a próxima cerveja, mas a mesma luz amarelada.

O tempo negativo

Eu fico vivendo em contagem regressiva. É sempre quanto tempo falta pra alguma coisa, e não o tempo que elas duram de verdade. Cheguei em Santos hoje pensando que só faltavam dois dias, e nem eles inteiros, para eu voltar pra Prudente. Não consegui focar em passar dois dias, mesmo que não inteiros, em Santos. O tempo pra mim é sempre ao contrário, meio que negativo. As horas que faltam. Importa sempre o que vem depois. E o pior: sempre foi (e fui) assim. Na oitava série faltava um ano para o ensino médio, no primeiro colegial faltavam três anos para a faculdade, na faculdade me faltam três anos para a minha próxima etapa (que não sei ao certo qual é). Quando o presente me será suficiente? Talvez quando alcançar o meu querer de dois anos atrás. E de novo o pior: falta muito! Contagem regressiva!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

E eu quando olhei pro quarto,...


...vaguei em pensamentos olhando pro meu all star. Um all star verde com a ponta um pouco suja. E essa imagem à meia luz me deu um vontade de calçá-los, assim mesmo de pijama, jogar uma mochila nas costas e ir viajar. Achei que meu destino era óbvio. Até que percebi que não sabia pra onde eu queria ir. Mas estou com a sensação que deveria simplesmente fazer isso: ir. Pra onde? Ainda não sei... Talvez seja mais a nostalgia que um all star me causa, talvez seu desconforto também. Como se eu precisasse andar, gastá-los. A simplicidade desse tênis é muito engraçada. E ele é carregado de lembranças. Acho que o lugar que eu quero ir é pro passado. Voltar a viver o que vivi quando usei esse all star. Os shows que fui, as baterias que toquei, os amigos que fiz, os roles que eu dei. Até as chuvas que o molharam consigo lembrar de algumas boas... A ironia é ter um megafone do lado dele. E eu, por incrível que pareça, não sinto a menor vontade de falar. Estou precisando mesmo é gastar esse all star pra ouvir o mundo!

(Gastar esse all star pra ouvir o mundo!)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Uma palavra:

INTERUNESP

(Aglutinada, mas uma palavra...)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Ela continua sem saber de mim

Não, não, não, não, não!!! Não acredito que a perdi! Como isso? Como viverei sem suas palavras, sua poética, sua sensualidade avassaladora, sua ironia sempre pertinente, sua valsa ritmada, sua voz imaginada? Como a perdi? Como a deixei partir sem avisar? Por que me escondi de assumir que amava cada palavra sua? E desde quando ela se foi? Para onde fora? Não deixou recado, não deixou ao abandono... Simplesmente partiu e sumiu. Como fico sem suas reticências? Continuo sem coragem de escrever seu nome... Raios! Eu a admirava! Como foi capaz? Não sei quanto ao mundo, mas eu precisava disso, precisava dela. Sem ela saber. Sem nem eu saber ao certo. Só sei que precisava. Ela era minha gigante, e como Newton, me apoiava sobre seus ombros para enxergar longe. E agora longe é onde ela está...

Às vezes...

...eu preciso lembrar que já fui criança. Porque é fato que me perco e esqueço. E sempre que vejo meus vídeos quando pequena (sim, fui pequena em algum momento - risos), me fascino. Assim num narcisismo ingênuo. Rio das minhas bobagens, eternas bobagens. E fico pensando se um dia eu parei pra pensar que chegaria onde cheguei. Se pensei que faria tudo que fiz, ou conquistaria tudo que conquistei. Mas acho engraçado porque sou eu ali, com manias que tenho até hoje, com caras e bocas bastante peculiares. Para elucidar o que falo, segue o link de um vídeo que fiz juntando fragmentos de alguns vídeos que tenho. Sinto que preciso completá-lo, algumas cenas bastante louváveis deixei de lado. Mas por ora faz jus...


Façam bom proveito!

(Preciso lembrar que já fui criança...)

domingo, 3 de outubro de 2010

VAI CASA UM!

Não poderia deixar distanciar mais a escrita do fato. A data da construção! Sim! Construí novamente com a ong Um Teto Para Meu País. Foi uma experiência deveras diferente da primeira. A começar pelo fato de eu ter sido líder. Ou como preferi dizer: cheerleader (risos). Novamente conheci pessoas extraordinárias. E pretendo de verdade poder acumular isso de uma forma relevante. Essa oportunidade que tenho de crescer com pessoas que se tornam quase íntimas em um pequeno período. A família que para qual eu e minha equipe construímos me encantou. Não queria parar de abraçá-las. A dona da casa, Ana Lúcia, e sua irmã protetora, Ana Maria, são pessoas incríveis. Não ouso escrever o que conversei com as famílias, não por ora, e não sei o porquê. Acho que deixo para cada um a vontade de vivenciar essa experiência, e saber o que eles têm a dizer. Em termos de construção, foi bem fácil. Dessa vez não tenho como reclamar da logística ou dizer que eram poucos voluntários em minha equipe. Foi uma construção corporativa, o que me fez conhecer os funcionários da Prosegur. Não sei quanto aos outros, mas posso repetir uma coisa: VAI CASA UM! (risos). E garanto que isso já diz muito a poucos. Não vejo a hora de encontrar essas pessoas novamente. Cada um determinado de uma forma, encantador de uma forma. Eu e minha eterna mania de me apaixonar pelas pessoas, coisas e acontecimentos. Mas de fato minha equipe foi bastante acolhedora. E não poderia esquecer meu parceiro na liderança... Ele sim foi o líder, mas sinto que de algum jeito, demos muito certo juntos. Ainda não sei como é uma construção convencional do Teto, mas não tenho pressa. Foram dois dias excepcionais de construção. Mais ainda na entrega da casa, que (por incrível que pareça) me faltaram palavras. Ah! COMEÇOU NÃO PÁRA! Fato!

(VAI CASA UM!!!)

Enfim...

...consigo enxergar de forma clara o meu querer. As coisas parecem estar se encaixando. Minhas certezas hão de se firmar no decorrer desse mês. Ah Outubro... Parece tentar me soprar para o infinito de possibilidades... Incertas, por ora, de fato. Mas suficientes. Sinto que as noites têm clareado minha vida. Assim mesmo, num paradoxo poético. Tudo parece tão simples que quase me assusto. Sorrio, perene... Vou vagando pelas idéias, pelos desejos, pelas lembranças. Engraçado ver que no geral, meu desejo continua estável. Talvez adaptado, rearranjado. Mas ainda segue uma mesma linha de determinação. Me sinto esperançosa e bem. "Não é porque poderia ser melhor, que isso exclui o fato de ser bom". Exatamente isso. É... Exatamente isso!

("Não é porque poderia ser melhor, que isso exclui o fato de ser bom" - G.M.)

sábado, 2 de outubro de 2010

Sublime

Eu prefiro dizer que é agonia, não saudade. Porque não chega a ser saudade. É um tipo de aperto que me dá... Me dá no peito, me dá na garganta. Tudo isso porque sei que cheguei em um nível de felicidade tão sincera, que me envergonho verdadeiramente de sentir. Vergonha minha de mim mesma. Quase irônico, mas não chega a ser. E entro em sonhos e nostalgias deliciosas, de acontecimentos mais deliciosos ainda. Deliciosos por serem verdadeiros. E essa palavra agora me pertence. Não caibo mais em mentiras, desacertos e enrolações. Mas também, ainda não caibo em Carpe Diem. Quero poder sentir o que sinto, sabe? Eu preciso, eu quero, eu posso. Sentir minhas sensações e deixá-las serem minhas. Confuso ou óbvio? Pra mim, sublime!

(Deixar minhas sensações serem minhas...)

Foi bom!

Abraçar, apertar a mão, encostar na perna, apoiar as pernas, tocar o rosto, passar a mão pelos cabelos, olhar nos olhos, apertar as costas, massagear as costas, apertar o braço, agarrar a cintura, tocar o peito, encostar os pés, dançar abraçado, dançar separado, sentar junto, sentar separado, enrolar as pernas, abraçar as costas, apertar o pulso, sentir a respiração, sentir o hálito morno, sentir cair em sonho, rir da mesma coisa, beijar a boca, beijar a bochecha, beijar a testa, beijar os olhos, beijar o beijo! Ah! Como foi bom!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Hoje...

...eu errei seu nome. E isso acho que era pra ter me dado um certo tipo de tristeza. Mas não... Minha alma permaneceu tranquila, numa quase felicidade envergonhada. E hoje, enfim, me sinto verdadeiramente livre. Assim mesmo, como se tivesse estado presa anteriormente. Presa à uma idéia, triste idéia. Mas ainda me falta exata uma semana para me libertar por completo. E eu sei que dessa vez não quero mentiras, e consigo viver bem sem elas. Permaneço com um tipo de felicidade sublime, e bastante emocionante. Resta-me agora o arrastar de uma sexta-feira à noite monótona, mas (risos) extremamente necessária...