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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Eu só queria estar ali

Talvez a luz .Talvez a rouquidão. Talvez a boca entreaberta. Mas definitivamente, paixão. Não é jogo de áses maiores, nem é música valsada. É encanto puro e derretido. É entranha. É completo. É samba e suor. Ele é amarelo, é marrom. E sei que esse pêndulo não está em tempo de parar. É relógio que não marca as horas. O tempo nos respeita, e nós respeitamos o tempo. Não tem plano, não tem regra, não se explica, não se conta, não se define. Mesmo que se pudesse tudo isso, eu continuaria não fazendo. Não sou eu, não é ele, nem somos nós. É por si só. E todas as vezes que parti, o fiz leve. Não foi pesado, mas também não saciado.

domingo, 16 de outubro de 2011

Viagem

Hoje não venho lamentar. Venho porque meu coração está grande. Inflado por um sentimento que não sei definir. Não tem nada a ver com amor. É felicidade, amplitude, reconhecimento, esperança... Tudo junto. Me senti fazendo parte de um mundo gigantesco que está para que nós possamos desfrutá-lo. Me senti reconfortada. Por saber que tenho ainda muito tempo para poder aproveitar. Mais ainda por saber que os meus maiores sonhos estão intrinsecamente ligados à necessidade de desvendar seus pormenores. Talvez, feliz ou infelizmente, por isso eu tenha tanta garantia de que as coisas são passageiras. E que tendo conhecimento disso, tenho trabalhado para me libertar rápido das coisas que me prendo e me apego. Não é isso uma coisa ruim. É só que quero poder sonhar. Cultivando amizades que me façam sim voltar. Mas pra voltar, eu preciso ir....

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ele por mim

Ele é um sorriso perene que custei a memorizar o nome. Ele é sempre um conhecimento longínquo, na verdade como muitos outros, mas esse ele me encanta. Ele é aquele que não sabe de mim, e eu não me faço saber. Me delicio nas horas em que estamos juntos sem estar. Estamos juntos porque eu estou com ele, mas sei que nunca ao contrário. Ele que trilhou três dias por caminhos tortuosos foi parar no meu mesmo fim. E dele arranquei mais um sorriso perene, depois de um olhar assustado que foi dado em vão. Deleite foi passar mera hora com ele gastando meu sorriso abobalhado em troca de seu sorriso perene, mesmo sabendo que esses sorrisos nunca vão verdadeiramente se encontrar.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Liberdade do eu

O meu mundo hoje nublou. Mas sei que era por respeito ao que eu sentia muito lá no fundo. Porque o meu mundo real, este, abriu o sol pela tarde, quando eu vi que amor rima com dor só quando eu quero a poesia melancólica. Porque o meu amor de hoje rima só com amor, e assim me é suficiente. A nebulosidade respeitosa aquietou a tempestade da noite anterior, e sei que a vida é assim: Tormentas e calmarias. Hoje, eu amo e assumo. E sofro, assumo também. Mas nego ser sofrimento de amor... "Que seja bom enquanto dure porque eu estou amando." É exatamente isso. Ele sublimou uma sensação. E com ele eu sambo, eu não minto, eu verdadeiro, eu o que eu quiser. Com ele nós, com ele nós e outros, com ele eu, com ele ele. "É o amor do nós com a liberdade do eu." E a liberdade do eu, é minha busca de agora...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Sal a gosto

Ele fumaça, ele riso, ele perdido. Eu querer, eu areia, eu perdida. É sal a gosto o tempero que em nós fervilha. Tenho para ele o sorriso escancarado, o passo requebrado e a brincadeira espirituosa. Ele tem pra mim nossos segredos e lembranças, o imaginário chapéu branco e uma pétala de rosa. Da rosa que eu despetalei e joguei em nossos corpos e copos sempre cheios. Eu cerveja, ele wiskhy, nós cigarros. Ah madrugadas... Essas passam tantas e se perdem. Ele eu reencontro sempre, e sempre me garanto. Agora aguardo, o encontro desencontrado que marcamos juntos. O mar, a cidade e toda música que nos cercará, tem a responsabilidade de nos silenciar...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Obrigada

Eu esperei nada de hoje. Nada é ainda pouco. Eu esperei absolutamente nada de hoje. E foi sincero, e não foi por medo, e foi maduro. E então eu me surpreendi. Eu, me surpreendi. Eu, que taxo o ser humano como mediocremente previsível. Errei na mediocridade, errei na previsibilidade. Ainda bem... Porque então eu descobri amigos. Foi justamente esse "mas é um outro nível de amizade" que eu conquistei. Eles, vocês, que estavam hoje lá comigo, são meus amigos. Muito obrigada. Tudo o que eu faço, tudo o que eu fiz, tudo o que eu ainda sou capaz de fazer, consigo porque fui, sou e espero continuar sendo amiga de vocês. Faço hoje 20 anos, choro como quem faz 10, e amo como quem faz 30. Obrigada.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Nego alvo




Ele tem todo um gingado.
Meu baiano alvo.

Brancura com o pé na terra,
com a mão na terra,
com a alma livre.

Ginga valsada, suada, risada.
E solta a magia quando joga na praça.
Meu baiano alvo.

Enxerga o mundo virado,
mas se vira e encaixa no mundo.
No samba eu me junto e sorrio.
Fazemos o mundo girar.

O frio já não é nosso amigo.
Eu giro e me encaixo,
porque é de samba e gingado que vou me esquentar.

domingo, 6 de março de 2011

Um carnaval que há de ser inesquecível

Eu sentia a chuva batendo de leve em meus pés, mas continuei deitada com a janela aberta. Sentia um prazer com aquele quase formigamento. A brisa fria que entrava no quarto era compensada pelo calor que eu consegui manter dentro de mim. Eu já não combino, eu já não faço promessas e, principalmente, eu não minto, não mais. Com ele eu não consigo isso, não que eu já tenha tentado. Das folias que o carnaval se preza em prometer, essa anda sendo o auge de todas as noites. Vou encontrá-lo, e sei disso. Amélie Poulain e seu destino fabuloso podem ficar pra depois, eu já encontrei os meus melhores detalhes...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Terra que a todos seduz

Eu me perdi nessa contagem de números. Poderia estar em um lugar, mas estava em outro. E estava enfim com aquele que eu quis anos atrás. Pela primeira vez me senti errando muito pra ter algo que sempre quis. A música, a luz, o lugar, nunca vão sair de minha mente, nunca se apagarão da minha história. Não consigo nem colocar em palavras o que senti. Mas sei que nunca o perderei...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Ele...

...é minha primeira saudade que não machuca

domingo, 12 de dezembro de 2010

A história não contada

Não tem como descrever. Não há palavras para relatar. Esse corredor agora guarda uma história que eu nunca vou conseguir contar. As paredes vão sempre rir das minhas caras e bocas e cara de pau. Até a maçaneta vai se pôr a rir no entra-não-entra da chave para abrir e fechar a porta. Porque é um abrir e fechar que te fecha fora da minha casa. E não é isso que quero. Não é isso que queremos. E você também tem um tem-não-tendo que me diverte. E deixo-te ir para não cansar. Não cansar o carinho e o sorriso que reciprocamente nos embalam. Pela primeira vez meu tempo não é negativo. Quero-te agora intensamente pelos próximos dias que temos e ponto. Eu entendo, você entende, e não achamos solução. Mas é só isso mesmo, então não tem problema. Já que ninguém sabe, eu é que não vou contar.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Só assim!

É um aceitar-te sem limites. É entender que a grama verde toca os pés pelo simples fato de eu me deixar pisar-lhe. É saber que o formato do meu rosto é oval, que minha testa é grande e que minha boca quase sempre sorri triste. É poder sentir as dores mais insustentáveis e extrair delas a poesia que inflama. É calar-me diante do absurdo de tua beleza inalcançável. É tanger a delicada exclusão da qual tu te incluis. É morrer por esperar os grunhidos que me escapam ao querer-te. É romper as delicadas expressões que se firmam para o infinito. É apertar, morder, puxar, querer, tentar, sofrer. É um aceitar-te sem fronteiras. É deixar-te viver. Porque só assim eu vivo também.