sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Só assim!

É um aceitar-te sem limites. É entender que a grama verde toca os pés pelo simples fato de eu me deixar pisar-lhe. É saber que o formato do meu rosto é oval, que minha testa é grande e que minha boca quase sempre sorri triste. É poder sentir as dores mais insustentáveis e extrair delas a poesia que inflama. É calar-me diante do absurdo de tua beleza inalcançável. É tanger a delicada exclusão da qual tu te incluis. É morrer por esperar os grunhidos que me escapam ao querer-te. É romper as delicadas expressões que se firmam para o infinito. É apertar, morder, puxar, querer, tentar, sofrer. É um aceitar-te sem fronteiras. É deixar-te viver. Porque só assim eu vivo também.

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