É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
domingo, 7 de novembro de 2010
Amargo
Me cansei da poesia. A poesia me cansou. Me cansei das palavras. As palavras me cansaram. O que sempre fiz de melhor, tornou-se algo que agora me faz mal. O fato de escrever de forma poética as coisas que me aconteciam, me fizeram amar minhas histórias. Independente do final que elas tenham tomado, ou de todo real desenrolar dos fatos. Porque então a poesia e as palavras transcendiam e pairavam e dançavam rodopiantes tecendo uma bela cena. Onde cada detalhe se cumpria com primazia. E então toda minha vida parecia aquela pausa na respiração, aquela fala que lhe falta deixando a boca aberta. Me tornando então uma poetisa enrustida que erguia o copo ao ar na alegria de ser une bonne vivent. Mas será que era? Será que fui? Continuarei sendo? Amargo. É isso que sinto agora.
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