sábado, 27 de março de 2010

Me encanta

Ah! Mas tem alguma coisa nele que me encanta, e eu não sei bem o quê. Talvez a voz grossa, talvez a risada rouca, talvez as palavras doces, talvez tudo. E eu ainda sinto aquele abraço úmido. E não sai de meus pés aquela dança confusa e rodopiante. E aquela vontade que veio não passou. E aquele beijo veio, e me calou, e ainda me cala.

Ah! Mas tem alguma coisa nele que me encanta. Talvez o beijo, talvez o abraço, talvez o aperto, talvez tudo. E eu ainda sinto aquela junção de cabelos. E não sai de mim o calor que veio dele. E fica um querer não querendo. E agora que me calo, vou só.

terça-feira, 23 de março de 2010

Aí sim! Fui surpreendida!

Hoje em dia eu tenho medo de escrever. Fico pensando em quem pode ler isso. Porque lendo meu blog é possível desvendar minha alma. Ê alma! Mais do que isso, podem saber ler entrelinhas. Que sou um livro aberto todos sabem, mas até que ponto sou capaz de permitir uma invasão que eu mesma abri a porta para que adentrassem? (Não sei!)

Enfim. Descobri o quanto eu posso crescer. Não que eu saiba limites. Mas vejo um horizonte distante para alcançar. Não de uma maneira cansativa, não mesmo. Na verdade isso me anima muito, MUITO, MUITO. São tantas coisas dando certo, e eu nem queria nada pra esse ano. Esperava mais um ano de faculdade, regado de um pouco de diversão. E nossa! Estou indo além das minhas próprias expectativas! Isso me orgulha, porque sei que orgulho meus pais também. Me sinto nada mais do que honrada em poder mostrar minhas conquistas para eles. Não quero mimos, quero retribuir.

Esse ano passei até a ser chamada de professora! Aos 18 anos, sendo chamada de professora? Nunca imaginaria. Repassar o que aprendi no cursinho, nada mais gratificante. Outra forma de retribuir. Não recebo para ministrar as aulas de Gramática. E, nossa! Que prazer!! É um constante superar de dificuldades: nunca aprendi a dar aula, mas passo o que sei, e acho bom (por ora é suficiente).

Tanta coisa pra fazer, e eu aqui... Querendo uma vida que já é minha, sonhando com coisas que já tenho.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Da sede eu trago...

Quando digo que tenho sede, não me falta água... ME FALTA MUNDO!
Ah que sede que tenho dessa imensidão.
Ou até, apenas da pequenas partes, das pequenas cidades.
Uma falta puxa outra. E fico querendo tudo,
mundo,
mudo.
Mas pra isso me transformo,
muto.
Rompo minhas barreiras, fragmento meus pensamentos.
Levo pouco. Mas trago muito.
Trago leve e solto. Como um trago num cigarro. Mas ainda trago muito...

sexta-feira, 12 de março de 2010

Divagando...

Faço-me crer em poucas palavras. Mas às vezes nem eu mesma consigo acreditar em todas essas histórias, elas são quase surreais. O engraçado é que são minhas. E eu tenho esse jeito mais calculista. Eu sei o resultado das coisas. O ser humano é sim óbvio e previsível. E isso está voltando a me irritar, essa minha mania de entender o que vai acontecer. Gostaria de ficar tão surpresa com os fatos quanto os outros, não consigo. Não sei ler expressões, mas acho que sem querer estou atenta a tudo. Não gostaria de estar...

É... Deixa pra lá, vou tomar um bom banho e curtir minha sexta-feira à noite. O resto, é resto.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Se conheço, desconheço

Ele era diferente. Disso eu sabia. O rosto era incomum, mas já tornara-se parte de meu dia-a-dia. O nome, mais incomum ainda, mas haveria de tornar-se parte de meu dia-a-dia... Nunca tínhamos conversado. O xaveco estava meia-boca, mas me era suficiente. A cerveja esquentava enquanto uma rara conversa fluía entre nós. Na verdade, não éramos nós. Eram nossas almas embriagadas que mantinham-se sedentas por um pouco de romance. Mas foi intenso. Mas foi confuso. As lembranças me vêm em fragmentos. A festa, as pessoas e nossas almas embriagadas. Do primeiro beijo me lembro uma sensação de conquista. Sensação essa que me pareceu mesquinha demais depois. Ele não era mais um, merecia a sensação que viera logo a seguir: a de segurança. Sua mão pousava tranquila num aperto firme em minha cintura. E nada de machismos, mas ele tornara-se meu homem em poucos instantes. As brincadeiras alheias me divertiam. A embriaguez alheia fazia-se repetir em frases que quase nos constrangiam, mas que no fundo me confortavam, da parte dele não sei. Arrancava-lhe uns sorrisos e continuávamos juntos. A história alongou-se por festas e noites. E entre nós a cerveja ainda esquenta...