É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Umbiguismo
Desordenado, descontrolado, mas meu. Unicamente meu. As inconsequências, minhas. As festas, minhas. Nada é da noite se acendo uma luz. Nada é da música se não a escuto. Pra mim não existe conversa quando estou longe e calada. O mundo lá fora não existe pra mim que estou aqui dentro. E acho esplendoroso...
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Poliana apaixonada (6)
Poliana sentia-se esplendorosa ao descer as escadarias da casa de seu conhecido. Sua respiração era agitada. Seu nervosismo era tal, que decidiu ir à pé até a estação onde estaria o conde a sua espera. Ficava repensando frases que diria ao encontrá-lo. Nenhuma parecia digna o suficiente para o momento. Sorte que saíra já com um drink à mão. Nada como um drink para descontrair.
Virou então a esquina que enfim chegava à estação, e o viu de longe. Era mais do que ela esperava. A cena quase se congelou como num filme. Pareceu a demora de uma eternidade para conseguir alcançá-lo. E lá estava: alto e lindo. Vestia-se bem, à altura de um conde. Cabelos encaracolados, mas ainda assim, curtos. Mas ah, nada disso importou tanto quanto seu perfume. No simples cumprimento, ela pôde sentir o perfume que exalava desse ser alto e imponente. Sentiu-se quase sem graça pelas suas sandálias baixas. Nada que fosse atrapalhar.
Ele então começou a falar, e Poliana percebendo seu nervosismo também, tratou logo de oferecer-lhe o drink. Ele era uma graça: envergonhado, mas isso de alguma forma a atraía. Propôs inúmeros lugares, e conversaram ali rapidamente antes de decidir onde iriam. Era uma casa noturna ali mesmo naquela região. À noite cabe o segredo do nome do lugar. À noite, e a eles. Chegaram à casa da noturna.
Poliana mal poderia esperar por esta noite.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Fulano, o irmão de um amigo meu
Hoje fui acordada de um jeito estranho. Mas um jeito que me fez rir. Num primeiro momento me irritou, porque fui dormir com a intenção de acordar quando não aguentasse mais aproveitar o ar-condicionado e o conforto do colchão do quarto da minha mãe. Mas isso não foi possível. Lei de Murphy. Claro que alguém me telefonou... Não esperava a ligação dessa amiga, muito menos pude esperar o que ela tinha pra me dizer. Me senti novamente com 15 anos. Primeiramente ela perguntou meus planos pra noite de segunda-feira em pleno Carnaval. Até aí, nada de absurdo. Falei que já tinha o que fazer. Normalmente quando faço isso, a pessoa lança a proposta mas não bota uma fé. Hoje foi diferente. Ela lançou um lamento animado, sabe? Enfim. E disse que tinha uma festinha. Já comecei a achar estranho. Tudo bem, somos amigas. Mas me ligar pra uma festinha aleatória na casa de alguém completamente desconhecido? Não poderia ser só isso. E então ela falou: Sabe quem quer ficar com você? - Pronto, estava explicada a ligação cedo e iniciou-se a sensação de 15 anos... Antes mesmo de perguntar quem era, porque obviamente eu quis saber, já estava achando a maior graça. Mas perguntei: Quem?????? - Com muitas interrogações assim mesmo. E ela disse: Fulano. - Na hora, achei que não eu não conhecia ninguém chamado Fulano. Mas então conhecia. Sabe aquele irmão mais velho, daquele menino que estudou com a gente uns tempos e que a maioria das nossas amigas achavam ele superbonito, e eu não? Pois é. Fulano. Mas a imagem dele que veio na cabeça foi até de alguém bonito. Primeiramente pensei: Por que não? - Ah! Até parece que é tão simples um por que não... Foi então que eu realmente me indaguei, e logo fiz a pergunta, de um jeito bem pré-adolescente: Tipo, como assim? Da onde que ele quer ficar comigo? Como você soube? - Comecei a me sentir mesmo com 15 anos. Por que foi aí que caiu completamente a ficha de que tinha chegado mesmo em mim a informação de que um completo estranho queria ficar comigo. Concluí sozinha que devem ter sido as fotos no orkut, tem umas que estou bem fotogênica. Eu sempre aviso que é tudo falso, mas o povo insiste em acreditar. Mas é, eu não vou nessa festinha mesmo. Já tenho planos...
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Contrato em desacordo
Ele não fala, eu não pergunto. Ficamos assim, num contrato silencioso. A noite de sábado será pra sempre um mistério. É necessário muito blefe pra deixar tudo acontecer. Talvez uma manha a mais no Truco me ajude a não querer ver as cartas que ele escondeu. Não que se trate de jogo. Mas é quase, só não temos vencedores, porque no final, todo mundo perde...
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Sinestesia é para os fracos
Pra que tanta sinestesia? Bastam-me os cheiros, e as cores, e os paladares separadamente. Abandonei esse vício poético de aromas coloridos ou palatais. Do pão me é suficiente o pão por si só, e findo a discussão.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Intensidade
Nunca mais serei tão intensa. Na verdade isso é mais uma dúvida do que uma afirmação. Ou é mais um medo? Não sei responder. Às vezes perco as palavras que queria dizer, às vezes perco as sensações que outrora senti. Isso me é quase incômodo. Talvez as experiências desse novo fevereiro, não sejam tão novas (ou intensas?) quanto as do velho fevereiro. Paira em mim a dúvida. Mas por que essa ansiedade pelo novo? Já não estou em um lugar suficientemente bom, por ora? Por ora? Mas quanto tempo dura esse "por ora"?
Nomes
Foi assim meio estranho. Ler seu nome em um livro que já havia lido, e que agora tornara-se um nome difícil de ler. Quase me senti uma cristã fervorosa lendo sobre satanás. Fechei o livro. Já sei o final da história. Vai saber quantas vezes esse personagem não vai aparecer e vou ter o mesmo "quase susto"... Não chega a ser repúdio, nem ódio, nem medo, nem asco. É um sentimento vazio, à primeira impressão de hesitação. Mas preferi evitar. Já é um nome muito carregado de lembranças que estão tornando-se falhas. Pra que revivê-las? Engraçado foi pensar que meu filho nunca terá esse nome. Não mais...
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