sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Poliana apaixonada (6)

Poliana sentia-se esplendorosa ao descer as escadarias da casa de seu conhecido. Sua respiração era agitada. Seu nervosismo era tal, que decidiu ir à pé até a estação onde estaria o conde a sua espera. Ficava repensando frases que diria ao encontrá-lo. Nenhuma parecia digna o suficiente para o momento. Sorte que saíra já com um drink à mão. Nada como um drink para descontrair.

Virou então a esquina que enfim chegava à estação, e o viu de longe. Era mais do que ela esperava. A cena quase se congelou como num filme. Pareceu a demora de uma eternidade para conseguir alcançá-lo. E lá estava: alto e lindo. Vestia-se bem, à altura de um conde. Cabelos encaracolados, mas ainda assim, curtos. Mas ah, nada disso importou tanto quanto seu perfume. No simples cumprimento, ela pôde sentir o perfume que exalava desse ser alto e imponente. Sentiu-se quase sem graça pelas suas sandálias baixas. Nada que fosse atrapalhar.

Ele então começou a falar, e Poliana percebendo seu nervosismo também, tratou logo de oferecer-lhe o drink. Ele era uma graça: envergonhado, mas isso de alguma forma a atraía. Propôs inúmeros lugares, e conversaram ali rapidamente antes de decidir onde iriam. Era uma casa noturna ali mesmo naquela região. À noite cabe o segredo do nome do lugar. À noite, e a eles. Chegaram à casa da noturna.

Poliana mal poderia esperar por esta noite.

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