Virou então a esquina que enfim chegava à estação, e o viu de longe. Era mais do que ela esperava. A cena quase se congelou como num filme. Pareceu a demora de uma eternidade para conseguir alcançá-lo. E lá estava: alto e lindo. Vestia-se bem, à altura de um conde. Cabelos encaracolados, mas ainda assim, curtos. Mas ah, nada disso importou tanto quanto seu perfume. No simples cumprimento, ela pôde sentir o perfume que exalava desse ser alto e imponente. Sentiu-se quase sem graça pelas suas sandálias baixas. Nada que fosse atrapalhar.
Ele então começou a falar, e Poliana percebendo seu nervosismo também, tratou logo de oferecer-lhe o drink. Ele era uma graça: envergonhado, mas isso de alguma forma a atraía. Propôs inúmeros lugares, e conversaram ali rapidamente antes de decidir onde iriam. Era uma casa noturna ali mesmo naquela região. À noite cabe o segredo do nome do lugar. À noite, e a eles. Chegaram à casa da noturna.
Poliana mal poderia esperar por esta noite.
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