É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Arranquem as asas!
"Arranquem as asas!" Era mais fácil dizer isso do que nos iludir em frente à uma aprovação. Mais de dez anos deixando-as crescer, para quando enfim as abrimos, elas nos são podadas como meras gramíneas ultrapassadas. "E de que adianta viver sem minhas asas?" Viro bicho desumanizado e volto a ser enjaulado. Quanta hipocrisia! Ouso dizer que foi até falta de esperança. E depois tornam a se perguntar cadê os artistas contemporâneos? Eu respondo: FINITOS PELA ACADEMIA. Mais do que ela, finitos por todo esse universo intransigente de pessoas amargas e estritas. Às favas com esse preconceito que me cerca! Às favas!
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Nunca...
...hesitei tanto para, por fim, deixar de fazer.
SACO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
terça-feira, 25 de maio de 2010
Não vou...
...me cobrir de probidade, não vou me cobrir de palavras cultas, nem curtas, não vou deixar de sentir a dor que dilacera a alma, ou todo resto, disso eu não vou mais fugir.
Apago a luz.
Acendo a alma.
E mesmo assim era tudo sombrio. Não pela penumbra. Mas era um tudo junto tão fragmentado que me assustava. Aqui crianças a brincar, ali crianças a se drogar. E o ônibus que não passa, e o frio não embaça.
É porque é, e eu já não sei responder. Vago vaga-lume.
E mesmo...
...que não seja belo,
é o meu amor.
Sei que não é o Tejo,
mas é rio e sente minha dor.
Quem sabe o velho ou a criança, já não sei.
Tudo nisso me surpreende.
E quero não querendo,
e sonho não sonhando,
e penso não pensando,
e vivo não vivendo.
E é essa a pior a parte.
A que dói e não é arte.
Se quer, eu fujo,
se foge, eu quero
Se some, um pulo,
o resto eu libero.
Mas que resto?
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Uma...
...vez eu li que as coisas não existem lá fora se não estou presente para vê-las existir. Portanto o que existe agora sou eu, palavra e computador. Sempre achei esse um pensamento suficientemente bom. Até agora. Até agora que li esta frase: "Ainda existe sem que haja quem o veja!". E então parei de ler o texto, e voltei a divagar sobre a existência ou não-existência das coisas. Resolvi inverter a história. Se para mim existe agora "eu, palavra e computador", para os outros eu não existo. Ninguém está presente para me ver existir. Isso me deu um desespero tão grande. Normalmente eu seria auto-suficiente para não me importar, e até achar confortável a ideia de existir só pra mim. Mas agora todo meu pensamento se dissolveu, porque eu "Ainda existo sem que haja quem me veja", ou não?
Parei
Como me esconder de mim mesma? Como me esconder de meus pensamentos? Eles são tão intrínsecos que quase me assustam. Não sou de me arrepender das coisas, mas nos últimos tempos ando questionando minhas ações. Tenho feito tanto... Tanta coisa que na verdade não resultou em nada. Será então que se eu não fizer nada, resultará em tanta coisa? Sinto-me irremediavelmente estagnada, novamente... Porque sim, essa sensação já me pertenceu outrora. Que saco! Achei que demoraria mais tempo para voltar a esse sentimento, e talvez as soluções passadas já não sejam eficazes, tendo em vista situações diferentes. Ah! Quem sabe... Enfim, parei. Novamente. Porque "enfim parar" nunca cansa, mas estagnar sim.
Assinar:
Postagens (Atom)