... Mais feliz ainda será o ano novo!
É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Feliz foi mesmo o ano velho...
Por onde começar quando o ano acaba? Retrospectivas não me parecem necessárias. Sou um livro aberto, minhas histórias realmente correram ouvidos esse ano. ÓTIMO ANO. Se eu mudaria algo ou não? Nunca paro pra pensar nisso. Só sei que fiz e fizeram comigo. E foi tudo diferente, especial e único. O primeiro ano de faculdade, depois desse o mais especial será o último. E daqui pra frente é tudo evolução. Não há como regredir, e nem quero, e nem preciso. O mundo está aí, e eu agora além de querer já posso vive-lo das maneiras amplas que sempre desejei. Adeus ano velho! Feliz ano novo! E continuo com os mesmos velhos pijamas.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
É eu sei
É aquela coisa de viver um dia, depois o outro, depois o outro. Que uma hora tudo vai se resolver. Já cansei de dizer isso pras pessoas, já cansei de dizer isso pra mim mesma. Eu sei que tudo realmente se resolve, não duvido disso. Mas às vezes é tão difícil aguentar essa transitoriedade. As pessoas cobrando sua felicidade, ou talvez eu mesma me cobrando isso. Não me levem a mal, e por favor não ofereçam ajuda. Eu já entendi tudo. O que me custa, na maioria das vezes, é justamente essa parte do enxergar, entender... Não há mais o que falar, o que contar. Preciso deixar as histórias se dissiparem de boca em boca, até que as bocas se cansem de falar, e os ouvidos se cansem de ouvir. Uma hora as histórias se perdem e já não farão sentido. E mesmo que lamentável ou não, vou seguir em frente. E não vou olhar pra trás. Aprendi isso faz mais de dois anos. Não olhar pra trás. Não de um jeito a repudiar o passado, ou numa maneira de não me tornar nostálgica algumas vezes. Mas só numa forma de deixar o passado tomar seu lugar como algo anterior, e permitir a chegada de presentes muito mais esplendorosos. Espero, sinceramente, que não me privem disso. Julgar por julgar, o faça quem quiser. Mas não me impeça. Decidi, e seguirei em frente. SEMPRE. E sempre com amores, dores, e mais do que tudo isso: VIDA.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Liberdade!!!!!!!
É impressionante a liberdade das palavras. Elas que são escritas por um, mas interpretadas por tantos outros. Ando relendo alguns comentários, relembrando outros. E estou adorando. A minha vida tão explícita em poemas que explodem de mim, sendo interpretada como se bem entende. É o clássico: a gente vê o que quer ver. O mesmo se dá à leitura. Escrevo sobre x mas lêem pensando em y, e ainda assim, tudo faz sentido. Na maioria das vezes escrevo com idéias muito incrustadas, que vêm de associações bastante malucas que eu mesma faço. Outras vezes escrevo e só. Melhor dizendo, descrevo. De maneira bastante poética, reconheço. Mas é só, 1+1=2 e ponto. Numa tentativa de querer mesmo que entendam o que estou falando. Darei exemplos...
O primeiro é um poema em que eu realmente descrevo a minha ânsia. Estava com MUITA dor de estômago, extrema ânsia de vômito, mas não conseguia vomitar. Daí veio o poema, assim mesmo, de uma coisa esdrúxula:
O mais legal é ler o comentário feito. Entendem essa minha surpresa com interpretações? Claro que à dor de estômago, inseri umas revoltas amorosas (por assim dizer). Revoltas estas não tão revoltadas na verdade. Mas momentaneamente necessárias.
Outro poema é um que faço umas associações quase malucas, como "a raiz que desprende buscando outras terras". Tipo, ham??? Só tava falando de um cara que se formou, e que ia mudar de cidade depois disso:
E ainda comecei falando de crise existencial, e do nada falo do céu como "a formosa imensidão azul". Vai entender...
Enfim! Não menosprezo meus poemas, só acho cômico (exatamente isso: cômico), essa coisa de interpretação de poesias. Na maioria das vezes são todas erradas...
Já pensou nisso?
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Untituled
Eu passo...
Fico com a diversão e as comicidades.
De toda uma vida prefiro as histórias.
Porque essas eu reinvento.
Conto e reconto da maneira que mais me agradar.
Vou modificando as lembranças.
Numa verdadeira forma de nunca lembrar.
Talvez não seja mais apenas me enganar.
De mim não escondo as verdades...
E da unicidade parto em dois, três, pra quem eu precisar partilhar.
Acho graça de mim, de você, dele, delas.
Mas observo a mim, e a mim, e a mim.
E não entendo ninguém. Não entendo alguém. Ninguém entende. Não sou ninguém. Não sou alguém.
Não indetermino, mas julgo.
Erroneamente, mas julgo.
Sem observar, julgo. Ao julgar, jogo. Ao jogar, perco.
Ou ganho.
Não importa, eu vou.
Ao ganhar, rio.
Ao perder, rio.
Do riso ao mar.
A brisa pra dar.
O céu a ganhar.
(Desde sempre um digitar, desordenado, mas sempre afobado.)
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Cresça e desapareça.
Como pode? Nem dois dias inteiros, e já quero sair de novo... É sim, sempre vontade de fugir. Porque não caibo nesse lugar, e chegar a doer. Eu sabia que não queria vir, sabia que não queria voltar, e mais, sabia que sentiria falta de Prudente. As pessoas daqui são complicadas, enroladas, e não conseguem dizer a verdade. Talvez por isso eu ainda seja assim em muitas coisas. Cansei de dar jeitinho, cansei das pessoas acharem que as coisas simplesmente vão acontecer. ELAS NÃO ACONTECEM! Você corre atrás delas. O pior é fazer isso e ainda ouvir reclamações. O pior é se esforçar pra se conseguir o que quer, e ouvir que tudo o que eu faço é ter pressa. Pressa? Eu só tento resolver as coisas. E de fato, não espero por ninguém pra resolver. Eu não preciso mais disso. Eu sei me virar sozinha. Talvez não tenha mesmo crescido, ninguém muda da água pro vinho em um ano. Mas estou evoluindo, mutando. Uma transformação paciente. Mas nem pra isso preciso sentar e esperar que o mundo se resolva a meu favor. Com certeza, ao crescer, vou mesmo desaparecer...
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
De ontem em diante
"De ontem em diante serei o que sou no instante agora
Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa
Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada
são coisas distintas
Separadas pelo canto de um galo velho
Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho
Do versículo e da profecia
Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia?
Minha vida inteira é meu dia inteiro
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!
Minha mochila de lanches?
É minha marmita requentada em banho Maria!
Minha mamadeira de leite em pó
É cerveja gelada na padaria
Meu banho no tanque?
É lavar carro com mangueira
E se antes um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira
E da fruta tiro a polpa... da puta tiro a roupa
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro...
Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem"
O Teatro Mágico
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Pois é Paúba...
Há exatamente um ano eu estava numa fase musical exatamente como a de hoje... Ouvindo inúmeras vezes e sem me cansar de cantar as músicas da banda Paúba Boss'n'blues, que eu nem sei se existe mais, nem sei se já tem novas músicas... E também numa mesma fase emocional de certo desespero contido e quase racional. De uma necessidade imensa pela virada de ano. De uma vontade de conquistar e mudar o mundo. Irônico. Um ano passado e estou longe da onde eu estava, cheguei onde eu queria. E agora já quero outros lugares... Será que eu vou um dia realmente ficar parada?
Que 2009 acabe logo, que venham mais 4 anos de faculdade, até porque estou deixando de ser bixo. Rumo ao segundo ano de faculdade... Quem diria, estou me formando arquiteta e urbanista!
EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEBAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Eu gosto assim! Quando eu passo a dar valor para as coisas, quando eu faço valer a pena! Gosto assim, quando eu me sinto mais livre, mais eu, mais bonita, mais leve. Eu gosto assim, quando eu paro de mentir, quando eu paro de enrolar, quando eu volto a cantar, a brincar, a gostar de dia e de noite. Eu gosto assim! Quando tem praia por perto, quando tem MUITOS amigos em volta, quando tudo é perto, quando tudo é conhecido. Eu gosto assim, de Santos, por sempre poder fazer alguma coisa sem gastar muito, como ir à praia e beber uma água de coco. Eu gosto assim quando não há dores, só amores. Eu gosto assim! Quando feriados parecem férias, quando vemos que o ano passou rápido e mesmo assim foi bom, quando planejamos coisas para o ano seguinte como se a vida recomeçasse quando acontecesse a queima de fogos na praia. EU GOSTO ASSIM! Quando a Pétilin é Pétilin, sem ter vergonha disso! E opa, eu sou a Pétilin!
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Teatro Mágico
"Que o teu afeto me afetou é fato, agora faça-me o favor..."
Show deles sábado no SESC Santos. Bora?
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Fim do mês
- Moço, me vê 10 salsichas, por favor.
- 10? Não é simpatia não, é?
- Rs... Não, é só falta de dinheiro no final do mês.
- Mais alguma coisa?
- (Qual a parte do falta de dinheiro ele não entendeu?) Não, obrigada.
É quase uma questão de sobrevivência, quando você pede DEZ SALSICHAS, ou você vai fazer cachorro-quente pra galera, ou te falta dinheiro. É uma questão de escolha. Eu escolhi ser universitária, longe, mas bem longe de casa.
Google it: receitas com salsicha
Um tapinha não dói
Fazia tanto tempo que eu não ficava sozinha, aproveitando um pouco dos meus pensamentos aleatórios, de minhas lembranças, que até me surpreendi com a súbita vontade de enfim escrever no blog. Vontade essa que tinha passado. Realmente é necessário um pouco disso mesmo. Um pouco de mim em cada palavra. Aquele ser tão pensante e errante que eu julgava ter sumido, apenas estava escondido, encoberto pela atual vida louca universitária que tenho levado. Essa coisa de ficar longe de Santos me fez esquecer um pouco toda vida que eu tive e até suponho que ainda tenho na cidade litorânea a qual eu pertenço. São 2h34 e acabo de passar no mínimo uma hora lembrando de inúmeras situações, até mesmo de dois anos atrás, com pessoas marcantes ou nem tanto na minha vida. Mas antes dessa uma hora eu estava absorvendo sons.
Ah não adianta, algo me liga muito a todo tipo de som ambiente. E eu descobri o som que mais me incomoda: TIC-TAC. Que aliás, ao meu ver deveria ser TAC-TIC. Porque o tac me soa tão mais sonoro e forte que o tic, que sempre que começo a querer a acompanhar o som, começo pelo tac. Talvez nunca tivesse reparado tanto. Mas acontece que nesse final de semana, a tela do meu celular pifou, e com essa mudança do horário, para o de verão, meus despertadores estão fora de sincronia... Isso me levou a comprar um despertador. Você já tentou ler com o barulho de um relógio entoando ao pé do seu ouvido? Horrível. Eu sabia que tic-tacs (ou tac-tics) me irritavam completamente, até porque n vezes levantei para guardar na gaveta algum relógio de pulso que estava do outro lado do quarto. Mas o que fazer com um despertador? Não posso jogá-lo numa gaveta. A intenção é ouvi-lo para "despertar". Mas convenhamos, tudo que me faz é "despertar dor" (ham? ham?) no ouvido com esse sonzinho infernal. A solução foi ligar o ventilador para o barulho do ventilador cobrir o do despertador. Tive também que pegar um edredon mais quentinho. Não dá pra querer dormir no frio com o ventilador ligado.
Mas à parte essa confusão do celular, despertador, tac-tic, ventilador e edredon, ainda estou descobrindo ou redescobrindo os prazeres de digitar. Quando digo que eu escrevo, é tudo mentira. As palavras fluem da minha cabeça, para os dedos, e dos dedos para o teclado, não para uma caneta. (Pelo menos posso concluir que na vida passada não fui escritora). Minha letra é um garrancho e minha vontade de escrever é nula. Mas viajo, numa imensa estrada de palavras, frases e pensamentos...
Chega, 6h30 eu acordo com um despertador barato, anunciando meu atraso para aula de Topografia...
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
É solidão. Sentir-me sozinha, envergonhada e sem vontade alguma de fazer as coisas. São tantas obrigações que nem sei por onde começar. Me sinto perdida, e completamente sozinha. Não consigo mais acreditar em algumas pessoas, e não fico esperando que elas acreditem em mim. Mas me falta coragem. Dar a cara à tapa eu não vou fazer mesmo. Mas me falta coragem de assumir que eu desisto. Antes que pensem algo, eu não vou largar a faculdade. Apesar desta estar se mostrando realmente muito complicada. É trabalhoso demais ser universitário. Apesar da farra aos finais de semana, muitos eu deveria ter abdicado da diversão. Mas fico me cobrindo com uma máscara de pobre coitada que pode sempre adiar ter que encarar a vida real. A vida é real, e como eu sempre falo, a vida não pára só porque eu quero que ela fique estagnada por alguns dias. Parece que eu vivo de prazos, em que depois nada mais poderá ser feito. É tudo pra ontem e eu fico adiando pra amanhã. Eu tenho que conseguir viver o tempo presente. Sem que o sofrimento por antecipação me domine... Talvez tudo que me resta à fazer é ler um livro e dormir. De amanhã, nada sei.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Posso, não posso.
Eu mudei. Não sei como, não sei com o que. Mas mudei. Lendo meus posts antigos não me indentifico como algo presente. Meus valores são outros, minhas preocupações também. Minhas revoltas mudaram, meus amores dissiparam, e restou-me apenas alguns perfumes que ganhei de presente aos 15 anos. Ahhh meus 15 anos. Apesar de achar que mudei, ainda lembro dos 15 anos. Vivo sempre querendo outra idade. Aos 11 queria ter 15. Aos 15 quis ter 18. Cheguei aos 18, e não sei se quero ter 13 ou 21. As responsabilidades começam a ser pesadas demais. E a pior responsabilidade se torna real, dolorosamente real: lidar com dinheiro. E de fato, nisso eu não mudei nem cresci. Não nasci pra lidar com dinheiro. Se tenho, gasto. Se não tenho, não gasto. Se tenho cheque, passo. Se tenho cartão, passo. Se eu devo, demoro, mas pago. Mas o pior: Se posso entrar no negativo, eu entro. E é aí que encontro meu fundo. Quando posso não podendo. Solução: trabalho. Só aprendo ralando. Sempre foi assim. Se é fácil de saber, de ter, não adianta, não aprendo.
"Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão." (Música da nova novela das 21h)
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Continue a nadar
Às vezes, por mais difícil que seja, é preciso andarmos com nossos próprios pés. Quem disse que quando paramos de engatinhar realmente aprendemos a andar? A trilha que devemos seguir durante a vida, é inicialmente regada de pessoas queridas ao nosso redor. Mas chega uma hora em que seu rumo muda, e, apesar de tudo, você está acompanhado apenas de seus pensamentos. Dizer que estamos sozinhos em determinamos momentos é muito forte. Acho que nunca estamos sozinhos de fato, não quando existem pessoas que sentem carinho por nós. Mas é uma trilha que só uma pessoa passa de cada vez. Talvez em outra hora você reencontre as pessoas que foram tomando outros rumos. Depende de inúmeras coisas. Entre erros e acertos, dúvidas e decisões, a vida vai seguindo um caminho. Não acredito que exista um caminho pré-determinado. Você atrai as coisas para si, por pensamentos, desejos profundos. E é assim que seu caminho vai se formando. Não basta nomear esses fatos da vida, dizendo que é "destino". A vida depende principalmente de nós para acontecer. Não será que fica difícil quando não fazemos nem o principal?
As coisas que dependem de mim para dar certo, estou correndo atrás. Atraí tudo o que eu queria, consciente ou inconscientemente. Agora é arcar com as consequências, superá-las, deixar tudo no eixo de novo, e seguir em frente.
sábado, 29 de agosto de 2009
Grow
Quando eu dei minha cara à tapa, eu cresci. Quando eu mudei de cidade, eu cresci. Quando eu saí da casa dos meus pais, eu cresci. Quando me faltou dinheiro e eu não quis pedir mais e me virei, eu cresci. Quando me faltavam abraços, eu cresci. Quando eu fiz amigos onde não conhecia ninguém, eu cresci. Quando eu amei, eu cresci. Quando eu entrei na faculdade, eu cresci. Quando eu voltei de férias, eu cresci. Quando eu comprei roupas sem serem pretas, eu cresci. Quando eu apreciei a música e não o estilo, eu cresci. Quando eu fui comprar toalhas, eu cresci. Quando eu recebi o cartão e o cheque, eu cresci. Quando eu realmente levei um tapa na cara, eu cresci. Porque acima de tudo, eu arrisquei, errei e mudei.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
No meio do caminho.
Me perdi no meio do caminho. A estrada mudou de cor e eu nem reparei. A música que eu ouvia e cantarolava já havia acabado fazia tempo... Me perdi no caminho, mas me encontrei. Encontrei o fato de que nunca havia mudado. Não mudei. Crescer não é mudar, e nem sei se eu cresci mesmo. Não sou da época do tom sépia nas fotos, mas me sinto ultrapassada já aos meros e poucos 18 anos. O mundo continua rodando mesmo quando eu quero que ele pare, e estou aqui, perdida no meio do caminho...
terça-feira, 18 de agosto de 2009
O sono seguido da escrita
Quase desnecessário pensar em palavras ordenadas. A memória se fecha em inúmeras lembranças, diversas lembranças, mas uma só pessoa. "Pega as coisas que você largou na sala, menina!". Sempre a menina, hoje a mulher. Mas a mulher de hoje ainda teme as fortes ventanias que passam soprando lá fora, do outro lado da janela bem fechada. - Cansativo demais, tarde demais. Deixa pra lá... Que falta faz o passado? Amargurada pela tortura psicológica criada por si mesma, quando se mudou não levou fotos. Não queria mais que as tentativas de congelar o passado a perseguissem. O passado? PASSOU. E da gloriosa ruptura enfim alcançada queria saber só do que viria a seguir. Olhar para trás só quando a ventania parasse.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Ins - piração
Não posso negar que a minha inspiração vem do meu dia-a-dia. Das experiências que eu vivencio. E então, quando sou tomada pela rotina, pela vida monótona, não me sobra muita coisa sobre o que escrever. Fico me sentindo uma péssima "escritora" (se é que posso ser considerado como tal). Gostaria de poder sentir o mundo sem que isso dependesse das minhas experiências. É quase como uma ilusão de esperar que a vida venha bater à minha porta. Daí, tudo que me resta, é divagar ou apenas me deliciar na sensação que mais me assombra: a nostalgia. Contudo, hoje me veio à mente um pensamento curioso, que não remete à nostalgia:
"Eu que não queria ser filha da minha geração"
Sério. Apesar de sim, existirem muitas exceções, você já parou para obsversar os jovens de hoje que farão parte do nosso futuro? Por vezes me envergonho. E até de mim mesma, por ver tudo isso acontecer, e ser só mais uma que não faz nada. Mas eu ainda tento mudar um pouco. Nem que seja começando por mim. Eu tento estudar, me tornar sociável, encontrar padrões que condizam com as minhas verdades, e ir me encaixando. Porque apesar de todas as diferenças, não pretendo me destacar pela bizarrice. Espero me diferenciar por um "quê" que ninguém saiba dizer o que é, mas admire. Talvez como toda estudante de arquitetura eu só queira ser a próxima "Niemeyer"... Quem se importa?
Comecei escrevendo já imaginando que exemplos eu usaria, de quem eu falaria. Mas não preciso mais me cansar falando dos outros. Já enxergo defeitos o suficiente em mim, e preciso repará-los, não tenho tempo para perder com os defeitos alheios...
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Nação Zumbi - Bossa Nostra
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Ninguém quer saber
O gosto do sangueMas o vermelho
Ainda é a cor que incita a fome
Depende da hora e da cor
Depende da hora,
Da hora, da cor e do cheiro
Cada cor tem o seu cheiro
Cada hora lança sua dor
E dessa insustentavel leveza de ser
Eu gosto mesmo é de vida real
Eu levei
Minha alma pra passear
Eu levei
Minha alma pra passear
Não me distancio muito de mim
E quando saio não vou longe
fico sempre por perto
Depende da hora e da cor
Depende da hora,
Da hora, da cor e do cheiro
Cada cor tem o seu cheiro
Cada hora lança sua dor
E dessa insustentavel leveza de ser
Eu gosto mesmo é de vida real
Eu levei
Minha alma pra passear
Eu levei
Minha alma pra passear
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
mimada
E é só isso que eu sei escrever? Cadê o nexo, a formação concisa de um texto bem escrito, pensado. Pensar? Quem disse que eu sei pensar? Parei de pensar no momento que entrei num ônibus pra passar as férias em Santos. Quem disse que eu queria? Ahhhhhhh Desculpa! Não me acho muito foda. Não é porque faço faculdade fora e lá eu acho que é melhor. É só que sou fraca em Santos. FRACA. Não coitada. Só fraca. É aquela ladainha toda. Eu me irrito comigo mesma. Me irrito com a Pétilin irritada. Me irrito com o discurso vazio dos outros. As pessoas excedem em discursos. Falatórios desordenados, desnecessários. Quero só uma cerveja, que tudo fica bem. Por ora, claro. Tempo indeterminado numa cidade fria e monótona. AH NÃO. Gripe suína dos infernos. Prolongar minhas férias? QUEM DISSE QUE EU QUERIA? Foda-se o que eu quero. Agora quero só me revoltar com o mundo e comigo mesma. AHHHHHH. Sério. Por que eu tenho que ficar aqui? Tá não tenho. Mas minha mente é fraca, e eu quero agradar meus pais. Sempre quis, é o que eu sempre tento. O resto eu me viro, da maneira que for possível ou necessária. MAS NÃO DÁ. Tanto tempo querendo ir embora. IR EMBORA. E agora passo mais que um mês de novo no mesmo lugar? Até desanimo, sério. Não tenho vontade de sair de casa, passo o dia todo dormindo. Desânimo total. Acordo, só pra ir dormir no sofá da sala. Pra comer, ou ver algum programa divertido na tv. O resto é caos. Tudo desordenado. E me embriago. Pro tempo passar rápido. Me embriago até cair. Como uma adolescente que começou agora a beber. Como se eu não tivesse que prestar contas pra ninguém. Uhul, a locona da balada. PRA QUÊ? Me engano, me esqueço, e tudo parece lindo. Mal lembro do que aconteceu mesmo. QUERO PRUDENTE, E TODO MUNDO QUE SE FODA. Tô chata, tô irritada, tô triste. TÔ MIMADA
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
GRITO ENTALADO
DESESPERO FINDADO
LOUCUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUURA
vai além de mim!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
como faço?
agoniagoniagoniagoniagoniagoniagoniagonia
PARE COM TUDO
PAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARE
vai vai vai vai vai vai vai vai vai
cadê a passagem? CADÊ O ÔNIBUS?
cadê a vida boa????????????
CADÊ
CADÊCADÊCADÊ
DECADÊNCIA
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
loucura, loucura
LOUCUUUUUUUUUUURA
sábado, 25 de julho de 2009
Completamente
Não sei definir meu sentimento. Fiquei pensando sobre qual sentimento iria falar agora, mas não sei. É um misto indescritível do que eu sinto agora. Sinto paixão, amor, saudade. É um bom resumo inicial. Mas sinto ansiedade, não aguento mais esperar. Eu hem. Onde eu fui me meter? Numa cidade à 667km de onde eu sempre morei, e agora me sinto uma verdadeira prudentina. Ouço mesmo sertanejo, às vezes me escapa um "r" interiorano, gosto de ver o mar como se nunca o tivesse visto antes, e mais, sinto saudades do meu quarto. Aqui em Santos até tenho o meu espaço, mas não consegui desfazer as malas. Elas ainda estão espalhadas no chão do quarto, como se eu não quisesse guardá-las com medo de não conseguir mais voltar pra Prudente. Também não quero me instalar aqui de novo. Vim meio que numa forma de obrigação, e até porque convenhamos, Prudente fica vazia em férias e feriados. É definitivamente uma cidade universitária, e é isso que move a cidade. Os fins de semana nada seriam sem as festas dos unespianos sedentos por liberdade, distantes de casa, de suas cidades. Mas conseguem fazer de Prudente um verdadeiro lar. Fiz amigos, companheiros de bar, de trabalhos, de colas em prova, de república. Senti muita saudade de abraço, mas já não sinto mais. Cada volta pra Santos abraço os amigos e amados daqui, cada volta pra Prudente também. Tenho laços, duas casas, dois lares, uma paixão dividida entre liberdade e casa dos pais. Apesar de me sentir em casa em Santos, aqui não deixa de me remeter à idéia de que casa minha mesmo é lá. Poxa, no telefone daqui de Santos tem até marcado "Pétilin casa". Pétilin casa... Minha casa. Minha e dos meus dois amorezinhos de Prudente, do apartamento 302.
Felicidade. Resume melhor ainda meu sentimento.
Estou completamente feliz...
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Tísica
TU
BER
CU
LO
SE
Já faz 6 dias que a tosse não me deixa.
Mal do século. Invejo os românticos, invejo.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Poliana apaixonada (3)
Pobre Poliana. Chegou à cidade do conde da Germânia, e se deparou com o inesperado: a cidade havia crescido rapidamente. Muitas indústrias foram construídas na região, e a cidade tornou-se então um pólo comercial. Com o aumento exorbitante da população, a busca pelo conde ficava mais complicada. Mas Poliana não desistiu. Rapidamente encontrou sua conhecida, guardaram, então, as malas e partiram pela cidade.
O conde ainda andava muito ocupado depois da viagem. E Poliana encantada com a cidade grande, começou a dispersar os pensamentos. Na primeira noite visitou um pub recém aberto. E com uns amigos da conhecida, aproveitaram como se o mundo fosse acabar no dia seguinte. Assim foi passando a semana de Poliana. Esperando um sinal de vida do conde, passou a aproveitar o que a cidade tinha a oferecer. As ruas pulsavam vida, não eram pacatas como sua cidade de origem.
Poliana era apaixonada, e não paciente. Cansou-se da correria, e decidiu ir embora no entardecer do dia seguinte. Era portanto sua última noite, e aproveitou da forma que melhor pôde julgar. Sentou na janela do apartamento da conhecida, morava no alto de um prédio, e começou a questionar-se sobre a vida, sobre os porquês. Mas principalmente martelava-lhe a pergunta: Quantos prédios ainda cabem nessa janela? - Poliana pensou, questionou, duvidou de si mesma e obteve respostas: seu noivo e seu amante, ambos desconhecidos.
Poliana voltou para casa.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Poliana apaixonada (2)
Ah, Poliana! Seus nervos estavam à flor da pele quando decidiu comprar passagens e pegar o trem. Seriam apenas duas horas de viagem. Mas era tempo suficiente pra fazê-la desistir. Começou a fazer suas malas, e esperava o entardecer. Poliana é do tipo de pessoa que se sente mais confortável em sair à noite, quando é mais difícil distinguir-se rostos.
Não pretendia demorar-se nessa busca, no máximo passaria uma semana fora de casa. Falou com alguns amigos, e encontrou uma conhecida na cidade do conde. Nada haveria de dar errado nos planos de Poliana. Para seus pais, era apenas uma visita à uma antiga amiga, nada de extraordinário. Jovens têm que viajar, explorar o mundo...
O conde da Germânia, segundo Poliana descobriu, acabara de voltar de uma viagem longa e cansativa. Talvez devesse dar um tempo para então encontrá-lo. Mas Poliana era esbaforida, e não teve a pretensão de adiar a viagem. Ela estaria linda em seu encontro, e faria o conde da Germânia nem se preocupar com o cansaço.
Feitas as malas, Poliana foi para a estação.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Poliana apaixonada (1)
Poliana se apaixonou por uma foto, por um riso gostoso que ela mesma imaginou, por uma voz que nunca ouviu. A foto era real. E baseada nisso ela fantasiou uma história de intensa paixão. Ele ainda carregava o título de conde, e morava numa cidade vizinha à sua. Poliana era jovem, esbelta, com cabelos ondulados sempre perfumados e um sorriso radiante cheio de alegria. Nada envergonhada, esbanjava uma personalidade forte e era cheia de atitude. Ele, um desconhecido.
Sabia dele apenas que era um conde inteligente e que nasceu na Germânia, mas logo cedo viera para o Brasil. O título era apenas para sua mãe exibi-lo como um homem imponente e superior, características que não condiziam com seu verdadeiro jeito de ser, no imaginário de Poliana. Para ela, o conde da Germânia era simpático e muito humilde, era um homem que dava valor para o trabalho e tornava-se realmente nobre quando ajudava o próximo.
Mas Poliana estava noiva, sua família arranjou um pretendente que satisfazia as próprias necessidades. Não perguntavam à Poliana sua opinião. O noivo, um qualquer. Apaixonada e comprometida. Poliana encontravasse num impasse, mas era forte, e não cambaleou frente ao problema. Traçou uma meta, e pretende cumpri-la.
Poliana apaixonada vai atrás do conde da Germânia.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
I watched a change in you
Ah sim, eu deixei: Lembranças, coisas e pessoas para trás. Mudei. E sou sempre egoísta o suficiente para não deixar que o mundo ao meu redor me acompanhe. Me acho suficientemente evoluída para ter que carregar o fardo do passado. Mas sinceramente, por vezes sou tomada pela saudade, ou pior, pela nostalgia. Nada insustentável, mas difícil. Às vezes o meu egoísmo se transforma em ciúme e possessão quando vejo que outras coisas que eu subjulgava também evoluíram, sem precisar da minha interferência. Assumir que o mundo se transforma independente dos meus quereres me incomoda. Sou sincera em relação a tudo isso, e espero que compreendam...
domingo, 14 de junho de 2009
Meu oceano em Prudente

A sintonia que não se perde, não se distancia.
A distância que ajuda, ironicamente ajuda.
É amor. Se não for, não é nada que tenha nome.
É paixão, avassala, quase dói.
Num contato meio ardente,
Inerente e até inerte ao que é, ao que foi, ao que será.
Junto as mãos, as pernas, os cabelos, os aromas.
E dessa junção a cena indescritível, meio úmida, escorregadia.
Junto as palavras, mas as perco. Elas fogem, somem. Como se não fossem mais tão úteis.
IMPOSSÍVEL EXPLICAR. Junta tudo, me põe no meio, o põe no meio, e é mais que um.
É mais que universo.
E mesmo que seja inverno, mesmo que esteja frio,
É oceano e verão...
-
Oceano em Prudente? EU ACHEI!
domingo, 31 de maio de 2009
Ghosts
É engraçado como o fantasma de uma pessoa pode te perseguir, por vezes até sem você nem conhecê-la. Talvez por uma letra, um recado, um presente. E por incrível que pareça a probabilidade de você se deparar com essas coisas, essas lembranças, são enormes. Eu não sou do tipo de pessoa que quer ser lembrada pela letra, talvez pelas palavras, pelo cheiro, pela espontaneidade, e até pela cara de pau. Lembranças dentro da memória não machucam tanto quanto as coisas palpáveis. Não pretendo ser lembrada para sempre, mas ser suficientemente lembrada por alguém importante pra mim, sem que isso afete outra pessoa.
(Será?)
domingo, 24 de maio de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Quanto custa a sua liberdade?
Quanto custa a sua liberdade? Essa frase começou a martelar minha cabeça numa simples brincadeira quanto a festa de "Libertação dos Bixos" que eu paguei apenas R$1 pra entrar, por ser da Bateria Furiosa. Mas essa é uma pergunta engraçada. Será que liberdade tem preço? Será que preço é só uma questão de dinheiro? Não será uma relação além de preço, chegando a beirar a responsabilidade de valor? Valor. Valer, realmente a liberdade vale muito. Será necessário estimar essa valia? Ou é apenas necessário: fazer valer. Faça valer o valor da liberdade! - Como? Ainda não cheguei a uma boa conclusão.
domingo, 17 de maio de 2009
Les nouvelles nourritures
Tornaram-se meus inimigos pessoais: os que pervertem, os que entristecem, os que enfraquecem, os retrógrados, os lerdos e os farsantes. Desprezo tudo que diminui o homem: tudo que tende a torná-lo menos sábio, menos confiante ou menos alerta. Pois não aceito que a sabedoria esteja sempre acompanhada de lentidão e de desconfiança. É também por isso que creio, freqüentemente, haver mais sabedoria na criança do que no velho.
- André Guide
sábado, 16 de maio de 2009
Mudança
Eu queria que as pessoas soubessem a falta que elas me fazem. O mundo de Santos, antes tão repudiado por mim, agora me faz tanta falta. A ausência às vezes pesa de uma forma insustentável. Não que Prudente me faça mal, ou não que eu não goste daqui. Aliás posso dizer que amo tudo que construí. Mas antes disso eu fiz uma história cheia de altos e baixos impressionantes em Santos. Lá eu fiz amigos que eu sei que vão durar a vida inteira. Morar sozinha ao mesmo tempo que tá me construindo como uma pessoa mais forte, por vezes mostra as minhas fraquezas mais profundas. Os dias e noites são completamente diferentes em cidades tão distantes, mas incrivelmente dentro do mesmo estado. Cada diferença pra mim tornou-se admirável. São novas culturas que conheci, e conheço a cada dia. Mas saudade já virou rotina no meu vocabulário. Como meu pai disse, eu tenho que avaliar, pesar toda essa nova vida, pesar se ano que vem vai continuar assim. Posso dizer que sede por conhecimento não me falta (apesar das preguiças já conhecidas), e pretendo aproveitar essa oportunidade de fazer faculdade. Quantos não queriam estar aqui? Mas reconheço a dificuldade de tudo isso, e admiro os veteranos persistentes que tentam fazer de seu curso um curso sempre melhor. Mas ainda sinto falta de uma ida ao colégio com uniforme, de uma dormida na aula de química (ou em todas as aulas), sinto falta de uma baladinha cheia de colegas de sala, sinto falta de um CPE, de um violão e voz na praia, de um: AH EU TB CONHEÇO ELE - clássico de Santos, de um pôr-do-sol na praia, sinto falta da ciclovia, da ausência de ladeiras, dos amigos que eu ligo e passo na casa assim, pertinho (as ladeiras daqui fazem tudo parecer distante), e sinto falta do meu eu em Santos.
É. Mudei.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Universos
Conceitos diferentes sobre conceitos básicos. Seria possível encontrar pessoas tão divergentes assim? Até onde vai o universo de diferenças dentro de uma universidade?
Não faço idéia.
E no fim, nem quero saber assim tão rápido.
Tenho conhecido pessoas com o universo dentro delas. Um mundo com histórias de vida tão diferentes das minhas.
Admirável, tudo muito admirável.
domingo, 3 de maio de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Galatea de Esferas
Dalí amou Gala, pintou Gala, deu movimento à Gala.

Nesta obra de Dalí (Galetea de Esferas), nota-se o movimento exatamente pelas esferas e os rastros contínuos marcados. É possível notar também pela profundidade das esferas ao meio, que remetem à idéia de que todas as esferas estão se unindo, e formando o rosto da mulher; além do traçado dos cabelos que torna o movimento perceptível.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Os, as.
Pontuo calmamente.
Quase seco.
Faço longas pausas.
Mudas.
MUDA. Não MUDA. Quieta.
A ausência de som. A imagem em preto e branco. A foto rasgada. As palavras mortas na garganta. O cansaço. A dor corporal. A exaustidão. O olho ardido. A boca amarga. O abraço, vazio. O nó. O estômago. Os pés longe da terra firme. A brisa. O farfalhar. O horizonte longínqüo.
O trabalho de História da Arte por fazer.
domingo, 26 de abril de 2009
Claves
O Ré menor se volta em Dó. E, se cansa, passeia pela pauta sem ter pauta pra cantar. Se contorce, se distorce e vira Rock. Já não quer mais compor. Quer sair da folha, virar nota e viajar. Transformar-se em melodia, pra que um dia o belo Sol venha com Si pra Mi juntar.
domingo, 19 de abril de 2009
A estrada
Uma época na minha vida eu achava que precisava de estrada pra colocar as idéias no lugar, e isso realmente funcionava. Era só passar algumas horas dentro de um ônibus, e ir pra algum lugar diferente, ver a estrada passar, que todos os meus pensamentos se esclareciam. Agora passo tanto tempo nesse vai-e-vem, que a estrada só ajuda a embaralhar mais ainda minhas idéias. São dez horas que enfrento quando estou no ônibus, e nesse meio-tempo acho tanta coisa pra pensar, e tenho tempo suficiente pra ficar mudando de opinião inúmeras vezes. Achei que ia pirar com isso, como assim não ter uma válvula de escape pra desembaralhar a mente? Pois é. Ainda bem que não demorou muito e encontrei no mar o meu remédio. Aliás, reencontrei né. Porque por uma época ele também me ajudava muito. Ouvir as ondas, o vento leve, o burburinho, e olhar o horizonte. Nada mais apaziguador. Recomendo.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Sinestesia
Como começar um texto sem inspiração alguma? Engraçado: eu só vim digitar. Nossa, posso falar que "Marisa Monte - Não vá embora" é deveras uma música muito boa. Vou até ouvir de novo enquanto pego o link pra colocar aqui. Interessante a sensação que certas músicas passam para nós né? Hoje depois do almoço deitei no sofá e na TV tava a MTV. Não sou master fã do canal, mas como aqui as opções são poucas... Enfim. Então começaram a tocar umas músicas tão agradáveis, que ao invés de eu cochilar como de costume, meu cérebro simplesmente foi viajando nas palavras, de súbito eu sentei e falei pras meninas daqui de casa o quanto a música era boa. Mas sabe eu meio que imaginava as palavras, e elas me davam uma sensação de cor, e quente e frio, claro e escuro. Foi um experiência bem sinestética.
Sei lá, vou ouvir música.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Miopia
Sempre que tenho um lapso de inspiração o computador está desligado. E sabe como é, as coisas fluem de mim com mais facilidade quando digito. Porém enquanto o computador liga esse lapso se desliga da minha cabeça. E então eu começo a digitar esbaforida no bloco de notas antes que as idéias se dispersem por completo. Só sei que vim pensando naquela história de miopia moral. Mas na verdade, é a pura miopia física mesmo. Enquanto tantos enxergam muito bem sem óculos, eu sou quase cega sem, e com óculos as coisas não mudam muito. Tenho a certeza de que enxergo só porque estou com meus óculos a la Clodovil, mas na verdade eu nada vejo. O mundo continua sendo um borrão confuso e indistinto. Mas será que isso na verdade é a materialização de uma miopia moral? Não quero ver o mundo por temer o que posso enxergar?
Uma vez criei a teoria de que "não posso temer o que eu não enxergo". E é engraçado parar pra pensar nisso porque de fato: como temer algo desconhecido? Ou só o fato de ser DESCONHECIDO é o que assusta?
Affe, o CQC me desconcentrou.
Tchau!
terça-feira, 31 de março de 2009
As coisas engraçadas
Tá, sábado eu fui no Sr. Boteco e tava tocando rock das antigas, desde Beatles, Deep Purple, Pink Floyd até pop e mpb como Cássia Eller, Alanis Morrissete, e enfim. Até aí ótimo. Mas ah, que droga, tô aqui com Maria Cecília e Rodolfo no youtube, e eu to cantando bem alto... (?) uahuahuahuahuhuaauhaua

Fora isso, engraçado também dizer que tava demorando né pra eu aparecer com alguma coisa aleatória. Agora sou "promouter" de festinha universitária. UHAUAHUA. Pois é, convite do ABRIL PROS BIXOS comigo hem galera? uahuahuaha

Preciso dizer que tô feliz? :D
domingo, 29 de março de 2009
Resumir a vida
Precisava de um tempo, e consegui. Tempo! Quem não precisa de tempo? Então tá, eu preciso mesmo é escrever. Aquela velha história de digitar até não sentir mais os dedos correndo por entre as teclas. Precisava resumir a vida que agora tenho, mas é uma vida, é impossível resumir uma vida. E agora acho até impossível resumir uma noite minha aqui em Prudente, e até um dia. Acontecem coisas que me fazem sentir como se estivesse num mundo paralelo. Onde não há tempo, por isso talvez não haja a necessidade de tempo. Mera contradição irônica. - A palavra compromisso agora sim tem um sentido. As coisas dependem de mim, e apenas de mim. Tudo que acontece agora é reflexo das minhas atitutes, das minhas escolhas. Entendi o que é indepedência e responsabilidade. Não que já faça o uso correto delas né, mas entender, conhecer, e vivenciar já é um passo gigantesco. Entender e aprender. No fim achei um resumo pra minha vida aqui. Estou entendendo o mundo, e aprendendo com ele. Os meios que tornam isso possível são por vezes questionáveis, mas passíveis de compreensão.
(ham?)
sábado, 14 de março de 2009
As histórias acumuladas
Nossa sinto que preciso contar a história de uma vida toda. Mas são histórias de apenas duas semanas. Sinto isso mais como forma de registro, do que de uma tentativa poética, mas no fim é algo inevitável.
Posso dizer que aprendi muito já. Para alguns posso já ter falado, mas enfim... Aprendi o que é calor, vento de filme de terror, aprendi a fazer feijão, o que é sertanejo, o que é ver conta e falar: ih! to sem dinheiro!, aprendi o que é uma ladeira, a gostar de filme da globo, a falar cerrrveja, aprendi a lavar roupa (ou tentando né), aprendi o que é ter aula e TER que viajar nas idéias - estudem história da arte e história das cidades! - aprendi o que é ter festa e aula no dia seguinte, aprendi o que é saudade, e a falta que um abraço faz, aprendi a chamar Prudente de casa, e to aprendendo que fazer faculdade fora é um eterno aprendizado.
Sabe, acabei de chegar em Santos, e tenho a certeza que eu tenho duas casas. Para os muitos que achavam que eu seria uma louca fora de casa, tenham certeza de que isso não aconteceu. Percebi que eu gosto sim, e gosto MUITO, de festa, zueira, amigos, bar, cerveja, risada, mas acima de tudo percebi que eu também me canso disso. Mas pra quem não teve uma vida de universitário porque não fez faculdade, lamento muito, é realmente uma das melhores fases da vida, e ela tá só começando!
Sei que não é tudo um mar de rosas, e acreditem, É MUITO DIFÍCIL. Dói demais algumas horas, chorei muito uma noite, assim por chorar, por sentir falta de não sei o que e de tudo ao mesmo tempo. Falaram que eu poderia inventar uma nova Pétilin, mas não precisei. Aos poucos estou encontrando brechas pra mudar coisas que sempre quis mudar e não consiga, pela rotina daqui de Santos. Mas lá em Prudente eu consigo. Sou eu, melhorada, mas a mesma.
Pensei em relatar as festas. Tudo o que aconteceu. Mas deixo isso na memória, até porque matar a curiosidade de todo mundo não tem graça. Fora isso posso dizer que as meninas da minha casa (sim, já chamo lá de casa), eu tenho certeza de que não poderia morar com galera melhor. Simplesmente me dou MUITO BEM com elas, a gente se diverte demais, paga as contas, arruma a casa, e vai enfim mobiliando nosso apêzinho.
Estou feliz.
E sinceramente, não vim pra Santos pra ficar no computador. Nem ligo que me faz falta. Vou lá pra sala puxar o saco do meu pai.
Au revoir ralé!
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Andorinha
Me faltam palavras para registrar esse momento. Acho que não "caiu a ficha" do que tá acontecendo. É hoje sabe, é mais tarde. E ainda não tive tempo de dizer pras pessoas o quanto elas farão falta, o quanto elas fazem a diferença na minha vida. Mas não vou sumir, então dá tempo ainda sim. Estarei longe, é fato, 627km, em média 11 horas de viagem, não é algo que alguém falará que é perto. Não adianta vir comparar com outras distâncias, a questão é que Prudente é longe. Não estou ansiosa. Eu só quero ir. Vida nova!
É eu realmente não sei o que filosofar, ou tornar poético. Porque é tão real, e simples. É e ponto. Se um dia eu quis mudanças, hoje elas acontecem. E venha, aconteça e seja.
"O que importa é o momento".
Inicia-se agora uma viagem de prováveis 5 anos, só espero ter juízo, tudo mais é lucro.
"Prazer" para os que eu conhecerei, "olá" para os que eu já conheço e um "até logo" para os que ficam. Não tem que ser pra sempre, tem que ser suficiente.
Beijos, vou terminar minhas malas!
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Expulso Impulso Pulso
Grito, me descabelo, saio da rotina. Já não pertenço a este mundo. Só não sei a qual pertenço, mas não me preocupo. A chance de mudar bate à minha porta e eu pulo de cabeça! Minha casa não é a minha casa, minha futura casa não é a minha casa. Fico impaciente quase contando os minutos para poder partir. De novo aquela espera torturante, que embrulha o estômago, dá azia. Engraçado é ver que toda história construída perderá o seu valor nesse novo mundo.
É... Quatro dias: TIC TAC TIC TAC
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Trilha
Fui passeando, conhecendo pessoas diferentes, com personalidades, mentalidades e, principalmente, histórias de vida completamente diversas. A cada passo que eu andava entrava em um mundo novo, cheio de curiosidades, nem sempre boas, mas sempre absorvendo todas as informações. Assim eu fui conhecendo cada sensação que existe, sempre como numa montanha-russa: onde de baixo eu subia devagar, e sempre que chegava no topo caía rapidamente. É sempre assim, uma árdua trilha para o alto seguida de uma rápida descida. Mas agora, meu carrinho tá parado, continua sendo o meu carrinho, só que algumas pessoas estão saindo, talvez se cansaram dessa montanha-russa, enquanto tantas outras estão prontas pra entrar e acho que nem sabiam que estavam na fila pra entrar na minha vida. Espero que esta montanha-russa ao menos tenha novas subidas, e diferentes descidas. E que todos os novos ingressantes, tenham uma boa viagem... Tchauí!
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Espero a noite chegar...
Não só a noite né? Espero de uma maneira bem feliz o dia 28 de Fevereiro: Prudente!!!!!!! E eu que tanta vezes tive medo de mudar, estou indo daqui 9 dias... Depois que eu for pra Prudente, em 15 dias já estou de volta: SHOW DO IRON MAIDEN! Aí só em Abril (eu acho)...
É... O medo foi mutando, se transformando em ansiedade, depois em contentamento, agora se transformou em muita felicidade. Estou muito feliz. Não nego que foi frustrante não passar na USP. Mas agora reconheço que isso já não me incomoda nem um pouco. Já que: A USP NÃO TEM INTERUNESP! Conversei com um veterano de Engenharia Ambiental, e ele sim me falou coisas que eu precisava ouvir. Alguém que está passando, e até já passou, por coisas difíceis assim como eu - acreditem, só três pessoas sabem o que está acontecendo - e sabe o que falar, sabe de um jeito diferente que as coisas vão mudar, vão melhorar. Não preciso mais de pessoas falando que vai ser difícil mudar, por causa da distância, por causa dos amigos, por causa da solidão inicial. Não preciso mais ter certeza se as coisas darão certo ou não, se eu terei que replanejar. Agora é esperar, ver e aproveitar. É mais do que nunca um recomeço. Uma nova fase, uma nova chance. Não sinto mais a necessidade de ficar me auto-afirmando, provando que sou capaz. Me provei coisas o suficiente pra me permitir a diversão.
"Agora eu prestarei vestibular, prestarei contas ao meu curso. Vou poder me reinventar."
Pétilin, a de sempre, mas diferente.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
O dia das certezas
Ontem foi um dia deveras decisivo pra formação de uma nova opinião. Concretizei enfim a certeza de que partir é o que devo fazer. Não adianta, sinto que tudo que está relacionado a esse universo caiçara me atrasa. Se ele é atrasado ou não, não é a questão. Falo única e exclusivamente da influência do meio sobre a minha pessoa. Claro que o meio dá-se pela ação de outras pessoas, mas não vou discutir isso. O fato é que eu não posso mais ficar aqui. Sempre fui assim, absorvo de um lugar ou situação tudo que sou capaz, quando vejo que não consigo ganhar mais nada, quando vejo que estou estagnada dou um passo a frente, quem quiser me acompanhar que venha, quem quiser ficar pra trás apenas não tente me segurar. Assim eu busco aprender e crescer. Continuo desejando que todos cresçam, só que me entristeço ao ver pessoas tomando o caminho retrógrado. Bom, cada um sabe a escolha que faz. Eu fiz a minha...
Treze.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Não definição de sensação
As pessoas ficam falando que eu vou sentir falta das pessoas daqui de casa quando eu enfim me mudar. Eu sinceramente acho que não. Posso até dizer de um modo bem clichê que eu amo minha família, até porque já fiz um post sobre isso, mas no momento tudo isso me parece instável e frágil. Mas ah, não adianta, de todos é com meu pai que eu mais me identifico. Essas pessoas deveras sentimentais me parecem muito fracas. Gosto de gente racional, que pensa antes de falar. Mas não precisa ser sempre assim. Também admiro pessoas impulsivas e sinceras. Só acho que não suporto pessoas frágeis de pensamento, que se acomodam e se satisfazem com pouco. E em um determinado momento da vida olham pra trás e começam a reclamar o quanto se acomodaram e que está na hora de mudar, reclama de toda uma vida. Gente medíocre. Deixam as coisas chegarem ao seu limite para então explodir. Fazem-se de vítima. ODEIO QUEM SE FAZ DE VÍTIMA. "Ai como o mundo conspira contra mim!". Morram as vítimas para serem realmente vítimas de algo. Repúdio e repugnância. É tudo que eu sinto no momento, difini minha sensação.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
TEMPO!
Arranjei tempo! Enfim tempo pra mim. Quando eu digo que tenho tempo é quando não tenho nada pra resolver! Nessas próximas horas eu não tenho NADA pra fazer. É uma sensação de liberdade que eu não sentia a tempos. É toda hora tendo que encontrar alguém, resolver alguma coisa, pagar alguma coisa, buscar algo. CHEGA! Tempo pra mim. Pra tocar violão sem pressa, pra compor, deixar fluir alguma música, ou até pra ouvir músicas já prontas, que mexam comigo, que me levem pra longe (não tão longe quanto pra Prudente!)...
Sobre isso, eu ainda estou com medo. De verdade. Mas eu quero. Quero mesmo ir! Fiquei em dúvida, quis desistir, pensei muito. E eu vou. "Eu vou, como se não precisasse voltar..." (...) Sabia que faltam 15 dias pra eu ir pra Prudente? É tão pouco né? Nem tinha me dado conta...
15 ; quinze ; fifteen ; quince ; quindici ; 10+5 ; 7+8
"Vou-me embora para Pasárgada
Lá sou amigo rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei"
- Manuel Bandeira
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Discurso de Formatura 3º Ano COC SANTOS 2008
"Trabalhadores do Brasil! Às vezes achamos que a vida seria bem mais fácil se ela simplesmente fosse de qualquer outro jeito que não o jeito que ela é. Mas é um jeito que não temos idéia de qual seja... Agora pensando que é, o colégio acabou. Talvez fosse mais fácil se não tivesse acabado. O que será do ano que vem que não vamos pensar em arrumar o uniforme, ou poder usar a blusa do colégio sempre que tivermos preguiça de escolher a roupa de manhã? O que serão das nossas amizades que vão perder a intensidade pela simples distância que se colocará entre nós e nossos amigos? O que serão das tensões pré-prova com um monte de matéria não estudada? O que será da geografia? Da química? Da biologia? As outras, pessoalmente, ainda me acompanharão... Mas o que será da literatura se não formos atrás dela? Acho que é isso. Agora as coisas vão realmente passar a depender das nossas vontades em aprendê-las. E apesar de toda reclamação, não foi tão ruim ler textos enormes sobre o Romantismo, ou sobre conflitos no Japão, sobre os movimentos vegetais ou genética. Nem achei tão ruim ter que ver matriz, aprender relações de Girard, saber que atrás do espelho não tem nada, a não ser o menino do espelho. Fiquei impressionada com a carta de Getúlio que dizia: Saio da vida para entrar na história. E achei até divertido aprender química com a famosa constante universal Rubsky. Bom, foram onze anos prestando contas por prestar. Agora eu prestarei vestibular, prestarei contas ao meu curso. Vou poder me reinventar. Mas o nó na garganta por ter concluído um ciclo sempre vai me fazer prender a respiração quando uma nostalgia se fizer mais presente numa noite passada em claro fazendo algum trabalho da faculdade. O ciclo de estudo não se concluiu, mas as recuperações não existem mais. Os tarefões não existirão. Os professores não vão se interessar por nossos nomes, nem por de onde somos. Daqui pra frente, somos apenas nós, alguns amigos passageiros, e uma enorme ambição. Mas uma coisa há de se instalar dentro de todos que estão aqui: saudade. E não acho que devamos nos privar disso. Muitos achávamos que essa hora nunca chegaria. A hora de dizer: acabamos o colégio. Mas ela chegou, e tudo isso fará muita falta. Vamos sentir falta dos amigos de sala, da convivência, dos intervalos, das brigas pela quadra, das caras amassadas pós-aula, do stress de trabalhos interdisciplinares, dos professores que sabem quem nós somos, das idas à diretoria por falta de lição, conversa ou as clássicas "injustiças", e principalmente das coisas que ainda não temos certeza se farão falta ou não, até o momento em que não as tivermos mais. Não somos mais os alunos que os professores conheceram pequenininhos, insuportáveis e que jogavam queimada na aula de educação física. Mas pra falar a verdade. É agora que parece que não sabemos quem somos. É como se estivéssemos no limbo. Onde o passado não nos pertence, o futuro não nos é correto, e o presente passa como um vendaval. Eu ainda me sinto no comecinho do ano, não pelo cansaço. Mas não vi tudo o que passou. Quando penso que faz pouco tempo que alguma coisa aconteceu, logo mais se passaram três anos. Por que quem aqui ainda não lembra das festas de 15 anos no primeiro ano? O tempo, o espaço e a intensidade com a qual as coisas ocorreram, já não fazem tanto sentido. Amigos, amores, ambições, sonhos. Todos tão incertos, tão fugazes. Tão necessários. O que importa é irmos atrás de todos eles, pois é agora que temos a sensação de sermos capazes de mudar o mundo, e deixar pra trás essa cidade que reflete a nossa infância. Mas quantos de nós seremos realmente capazes de começar do zero? Enfim, que Charles Baudelaire permita a minha adaptação. Mas é hora de embriagarmo-nos! Para não sermos os escravos martirizados do tempo, embriaguemo-nos; embriaguemo-nos sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher."
Assumo: medo!
Me deu vontade de chorar. O motivo eu não sei. Talvez seja porque agora de fato caiu a ficha que eu vou ficar longe das pessoas. Talvez seja porque eu não tenha dito pra todas as pessoas que eu deveria, o quanto elas são especiais pra mim. Talvez seja porque agora já é tarde, vou partir. Engraçado é saber que não é pra sempre. Que se eu quiser eu volto. Se eu não aguentar eu não preciso abaixar a cabeça, eu posso falar: Eu desisto. Não é vergonha nenhuma isso, e tenho que tomar consciência. Mas é difícil. Assumir meus erros, minhas falhas, minhas derrotas, é algo particularmente muito difícil pra mim. Eu queria ser mais presente, mais dos outros, menos de mim. Tá na hora de ser dos outros, me doar, estar disponível. Acho que enfim a fase egoísta passou, posso voltar a ser a velha Pétilin que arranja tempo pra tudo. Se o tempo era problema, espero sinceramente que a distância também não o seja. Espero que assim como eu, todos tenham a oportunidade de crescer. Mas espero mais ainda que não me esqueçam. Assumo meu medo: não conhecer ninguém. Ao mesmo tempo que fico feliz com isso, tenho muito medo. É uma porta que se abre de um mundo novo, desconhecido. Não sei como vai ser.
Posto a seguir meu discurso de formatura do Terceiro Ano COC 2008, para que eu tenha consciência de que realmente, em algum momento, eu tive razão...
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
A mais nova Prudentina!
"partindo para uma viagem de nada mais do que 10 horas"
Coitada de mim que realmente pensou que seriam apenas 10 horas de viagem. Apenas? Pois é. Na ida foram 11 horas. E na volta 12 horas, DOZE HORAS, porque o ônibus teve um problema...
Mas, nada disso me fez desanimar com a idéia de uma cidade nova. Cheguei lá observando tudo, e vi uma coisa muito engraçada: tudo lá começa com Pruden; PrudenShopping, PrudenLanches, PrudenSucos, e até PrudenSite - sim esse é o site da cidade. A cidade é de fato MUITO quente como falaram, é um sol de rachar, temperatura no talo, e muita chuva no fim da tarde, mas que não ameniza tanto o calor. Sim lá tem shopping, Mc Donald's, Habbib's, cinema, Santa Casa e até tem prédio! (Aliás, eu vou morar num prédio!). Então sim, é de interior e é civilizada! uahuahuahua
Bom, pra fazer a matrícula peguei uma fila e tal, mas foi tranqüilo, o cara que me atendeu foi super simpático. Vi algumas veteranas, uma recepção super animada, comprei o Kit-Bixo (camiseta, caneca e adesivo da UNESP) e fui resolver as burocracias: lugar pra morar, banco e carteirinha de estudante pra viajar. Os dois últimos nada demais. Entããão, vou falar do lugar pra morar! :D
Era um monte de gente procurando ap, ninguém queria ir pra pensionato, tinha um balcãozinho que os veteranos passavam o telefone das repúblicas, então foi tudo muito rápido. Vi dois lugares pra morar, que são relativamente perto. Mas o primeiro uma outra menina tinha preferência. Já o segundo, a que mora lá já que veio falar comigo, e eu fui a primeira com quem ela falou, ou seja, eu tinha preferência. No fim das contas eu gostei mais mesmo do segundo lugar. Tinha uma coisa engraçadinha na parede (depois eu mostro fotos), e a pia da cozinha era bonitinha (a do outro era bem osso), e mais uns detalhezinhos que me agradaram mais. Nos dois apes, as meninas eram super divertidas, então qualquer um que eu ficasse eu tava feliz. Enfim, a garota do segundo me ligou, perguntou se eu ja tinha visto algum lugar a mais, falei que não, e ela perguntou se eu topava dividir então o apê com ela. Ahhh, fiquei muito feliz. Ainda não conheci a outra garota, somos 3. Eu, Andréia e Taylla (que eu não conheci ainda). O lugar é super legal, tem uma varandinha, só falta colocar mobília de novo na sala, porque era da garota que saiu e se formou. E no meu quarto também, claro. Quero logo ter fotos minha com as meninas, a Andréia é super legal. As duas fazem Engenharia Ambiental, e no nosso prédio são vários apes de estudantes. E tem um apê vizinho que são duas meninas de Arquitetura (segundo ano) e uma de Engenharia Ambiental, então será muito bom pra trocas de experiência. Pra quem quiser eu passo meu endereço de lá, pra me mandar cartas e quem sabe me visitar. O apê não tem tel fixo. Não sei se a gente vai colocar, acho que não. Então vou ter um cel de lá, mas vou continuar com o de Santos, então quem me ligar não muda nada, só eu que vou pagar Roaming, bem tranqüilo...
Enfim, tô feliz, com lugar pra morar, conta no banco e matriculada na UNESP!!!!!!!!
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Chegou a hora!
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Enfim chegou a hora. Hoje a noite estou pegando o ônibus Andorinha, partindo para uma viagem de nada mais do que 10 horas, para conhecer minha nova cidade. Vou sair de Santos 21h40, e chego em Presidente Prudente por volta das 8h de segunda-feira. Vou com a minha mãe. Chegando lá, vou fazer a matrícula na UNESP, conhecer o câmpus, desvendar a cidade e procurar um lugar pra morar! Pelas fotos que eu vi no site, o câmpus parece ser lindo! A cidade ser super agradável. E um ambiente bem propício para que longe da minha família e amigos, nada mais me falte.
Estou feliz, ansiosa, satisfeita e muita animada.
VEM QUE VEM PRUDENTE!!!
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Bixo
Perco os planos, o nexo e a linha de raciocínio. O pensamento voa longe. Longe do teclado, das mãos, dos dedos, das unhas, dos pés, da cabeça, do corpo. Indecisão alojada no interior. Certo medo contido, quase proibido. Numa esperança de fazer-me forte, indestrutível. Movida a adjetivos. Quanto mais adjetivo, mais fácil esquecer qual é o substantivo. Mais fácil de esquecer logo tudo de uma vez. Esquecer o mundo e suas dores. É uma experiência louvável, lamentável. Onde sufixos não se fazem suficientes para explicar. E prefixos só prefazem verbos já auto-suficientes. Não é preciso recomeçar. Mas apenas começar de novo. Sem proteger o começo com um prefixo. Ele não precisa disso. Há inúmeras outras necessidades tão mais "necessárias" - para não dizer urgentes e fazer-me redundante. (...) Faço parte de um ciclo. Um vício. Um ciclo vicioso. Sou fruto do meio, da influência. Não tenho autoridade, sou bicho. Literalmente sou bicho.
Quase obscena
Era quase obscena. O fluido era derramado lentamente, manchando toda a roupa de cama recém-lavada. Exalava um odor desconhecido mas interessantemente agradável. Era quase flor, quase rosa. Rosa cálida, pálida, murcha. (...) Pregado na parede um velho relógio que já não contava as horas, mas que produzia um tic-tac agoniante. TIC-TAC TIC-TAC TIC-TAC. Horas que não passavam. Mas a pálida rosa murchava no velho vaso da estante patinada. O quarto, o espaço, o cubículo, as quatro paredes, quatro limites, quatro fronteiras. Prisão. (...) Sem janelas, sem pudor. A roupa era tirada lentamente, espalhada pelo quarto que a aprisionava. Gritava palavras antes presas à garganta tão profundamente familiar. Era quase ela, quase mulher. Mulher nova, virgem, obscena. (...) Era quase obscena.
Enfim... VIVA!
Depois de muito tempo como prometido, volto a dar as caras. Claro que não deixei de escrever, tanto que tem n rascunhos pra postar mais pra frente... Bom. Passei na UNESP!!!!!!!!! Mas, não passei na USP! Sinceramente não fiquei triste, poderia dizer que senti uma certa vergonha. Como se o que eu estivesse vendo fosse obsceno, ou "quase obsceno" - que é um post que virá a seguir. Eu posso afirmar que não fiquei agoniada hoje tanto quanto fique no dia do resultado da UNESP. Acho que foi porque a incerteza de que se ficaria em Santos ou não me sufocava. Então ao saber que SANTOS NÃÃÃO, pude esperar tranquilamente o resultado de hoje. Fora isso, posso me reapresentar:
Prazer, Pétilin Assis de Souza, 17 anos, Bixete da UNESP - Arquitetura e Urbanismo 2009.
E pra mim isso soa perfeitamente bem!!!!!!!! :D
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Probabilidades
Tente ser racional. Pense em probabilidades... Mas o que acontece quando você não tem noção de probabilidades? Todos os exercícios que você fazia, simplesmente errava. Será que vale todo esse sofrimento antecipado? Eu, sinceramente, não sei. Querer demais é suficiente? Estou em ponto de suicídio, os dias passam arrastados, demorados demais, a peleja é longa e eu simplesmente NÃO AGUENTO MAIS. Saltei de para-quedas e parece que ele ainda não abriu. Vejo a terra se aproximar rápido e não sei se vou sobreviver ou se vou ser puxada num tranco para então pousar levemente no chão.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Regurgitamento
Ponho pra fora agora, à 1h44, tudo o que está em meu interior, e que insiste em sair por vômito. Mas eu faço dessa vontade um vômito de palavras. Gasto meu nobre tempo achando soluções e expliclações que não existem. Enquanto outras tantas soluções se encontram perfeitamente paradas à minha frente, implorando para serem enxergada, mas com minhas lentes divergentes enxergo longe. Sempre a frente, sempre distante. Achando que o que está por vir é sempre melhor do que simplesmente está. E não, quero o que eu tenho agora. Porque daqui pra rfente eu hei de deixar escapar pelas mãos a maioria dos meus desejos. Me resta a pergunta: por que tem que durar tão pouco? - O universo está enfim ignorando os meus pedidos? Porque sinceramente faz um tempo que tudo vem dando simplesmente certo. Quem não acompanhou eu conseguindo o contrato de 3 meses pra aula de desenho, a superação, o medo de ter errado o número do ENEM, mas a então lista da FUVEST pra segunda fase, e a da UNICAMP também, os chutes incertos que no fim davam certos, e a minha enorme sorte no jogo de tabuleiro. Pois é, tudo favorável. Mas agora o destino tá soprando pro alto alguém que eu até queria que ficasse ao meu lado. E é um alto tão distante... - Quais serão minhas fronteiras? Dinheiro, lugar, medo, tempo, faculdade? TÃO INCERTO E NECESSÁRIO.
Jogo-me então para o alto e grito CHEGA.
Cansei de correr.
Então, parei.
Jogo-me então para o alto e grito CHEGA.
Cansei de correr.
Então, parei.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
O início do cansaço
A Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular) aplica, a partir deste domingo (4), a 2ª fase do seu vestibular 2009. Estão em jogo 10.557 vagas na Universidade de São Paulo, 100 vagas na Santa Casa e outras 50 na Academia do Barro Branco. Ao todo, 38.606 candidatos foram convocados para essa etapa do concurso.
- UOL
Pois é, é só desde ontem que eu tô fazendo a segunda fase... Mas sinceramente, agradeço que amanhã não tenho que fazer prova. Já que Geografia e Biologia não caem pra mim. Está sendo cansativo. Até agora não sei mesmo como estou indo. Não dá pra saber. Não tem como prever o que vão considerar, e coisas do tipo. Prova escrita é realmente algo muito peculiar. (...) Tudo o que eu quero agora é comer e descansar, pra amanhã conseguir estudar física. Já que pensei que ontem conseguiria ler história, mas claro que alguma tinha que dar errado, eu passei mal. Espero que só isso dê errado.
Bom, esse post é o #99. Como sou toda supersticiosa, só vou postar agora em fevereiro, dia 4. Depois que tiver saído o resultado da UNESP e da USP. A não ser que algo extraordinário aconteça, ou eu não me aguente depois de saber o resultado da UNESP. Seja pra chorar ou pra vir digitar em letras garrafais que eu passei. Já não sei.
Agora eu espero. Espero quarta-feira pela prova de física. Quinta e sexta pelas específicas. E quem sabe, se meu humor permitir, mais um bocado de vestibular a partir de domingo. Se eu ainda quiser, faço UNICAMP. É, querer mesmo. Engenharia. Nhééé. Sou mais arquitetura. E espero os resultados...
Enfim, até fevereiro! :)
- UOL
Pois é, é só desde ontem que eu tô fazendo a segunda fase... Mas sinceramente, agradeço que amanhã não tenho que fazer prova. Já que Geografia e Biologia não caem pra mim. Está sendo cansativo. Até agora não sei mesmo como estou indo. Não dá pra saber. Não tem como prever o que vão considerar, e coisas do tipo. Prova escrita é realmente algo muito peculiar. (...) Tudo o que eu quero agora é comer e descansar, pra amanhã conseguir estudar física. Já que pensei que ontem conseguiria ler história, mas claro que alguma tinha que dar errado, eu passei mal. Espero que só isso dê errado.
Bom, esse post é o #99. Como sou toda supersticiosa, só vou postar agora em fevereiro, dia 4. Depois que tiver saído o resultado da UNESP e da USP. A não ser que algo extraordinário aconteça, ou eu não me aguente depois de saber o resultado da UNESP. Seja pra chorar ou pra vir digitar em letras garrafais que eu passei. Já não sei.
Agora eu espero. Espero quarta-feira pela prova de física. Quinta e sexta pelas específicas. E quem sabe, se meu humor permitir, mais um bocado de vestibular a partir de domingo. Se eu ainda quiser, faço UNICAMP. É, querer mesmo. Engenharia. Nhééé. Sou mais arquitetura. E espero os resultados...
Enfim, até fevereiro! :)
domingo, 4 de janeiro de 2009
Across The Universe
Nada poderia ter sido mais agradável do que o meu sábado pré segunda fase da Fuvest... Eu estudei um pouco de Português, depois fui fazer massagem e terminei meu dia vendo um filme que me deu a sensação de ser sim capaz de conquistar o mundo: Across The Universe. (...) Pétilin contra Pétilin, amanhã, às 13h, na UNIP. Chego achar até cômico o patamar ao qual eu elevei esse vestibular. Agora me parece tão simples... Do tipo: vai e faz. (...) É tanta coisa passando pela minha cabeça que eu até esqueço de escrever. Eu sei o que eu quero, e fica todo mundo falando que eu sou capaz, e agora, nesse exato momento eu me sinto muito capaz. O medo que outro dia estava instalado dentro de mim se dissipou e se tornou sem sentido. Tenho dentro de mim a esperança e a vontade. Aliás MUITA VONTADE. Eu hei de chegar onde eu quero. E seja qual for, USP ou UNESP, ou até mais um ano de cursinho, eu vou aproveitar ao máximo. Aprender sempre mais. E agradecer o fato de que The Prodigy está momentaneamente pausado como minha trilha sonora, e que The Beatles agora esteja entoando forte dentro de mim. Permaneço tranquila e preparada! E pra finalizar a maratona de provas escritas, nada como uma ida à São Paulo de dois dias pra brincar um pouco de prova específica, com um bocado de cálculo e uns desenhos aleatórios... É...
Don't be late to the show that starts NOW!
Don't be late to the show that starts NOW!
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Ano novo, vida nova, pijama velho
Antes de começar os comentários de ano novo, um breve parêntesis para: nossa, um comentário da "Fabiana" no post anterior que foi apagado pela própria autora, é no MÍNIMO intrigante. E agora é a última vez que me presto atenção nisso. Já que AH!!! ANO NOVO, VIDA NOVA! Minha virada de ano eu descrevo em uma palavra: divertida. Acho que tudo me fez rir demais, andar demais, aproveitar demais. Beber demais? Definitivamente não. Aproveitei o suficiente pra torcer que 2009 seja mesmo o reflexo do meu ano novo. Assim, com encontros e desencontros divertidíssimos, pessoas tanto diferentes quanto costumeiras. E definitivamente nesse ano novo NADA me abalou! Tive momentos wilds e tranquilos. Tudo com muito equilíbrio. E que 2009 seja assim pra mim EQUILIBRADO. Agora é só curtir uma boa morgada antes de pensar em qualquer coisa... Mas antes, um pouco de random mental pra não perder o costume...
(...)
Fico pensando quantos desejos posso fazer ao pular sete ondas depois da queima de fogos. Engraçado, sete ondas, sete pessoas que eu amo incondicionalmente, sete obstáculos que ainda estou ultrapassando. Espero então ter ao menos sete chances de colocar tudo nos eixos esse ano. Ahhh, como eu gosto de ano ímpar. Eles são literalmente ÍMPARES! Pra mim, sempre os melhores. 2009 não há de ser exceção à regra - ou assim eu espero fervorosamente. Eu não vou me permitir ter que solucionar os mesmos problemas sempre, e passar pelas mesmas dificuldades. Quero um mundo novo! Quero descobertas! E principalmente MUITA tranquilidade e discernimento. É hora de separar o joio do trigo, e aproveitar! Não faço planos. Apenas ajo e espero o resultado. Se for pouco, faço mais. E por mais duas horas eu ainda vou gritar: ANO NOVO! VIDA NOVA! Mas agradeço por ter meu velho pijama...
(...)
Fico pensando quantos desejos posso fazer ao pular sete ondas depois da queima de fogos. Engraçado, sete ondas, sete pessoas que eu amo incondicionalmente, sete obstáculos que ainda estou ultrapassando. Espero então ter ao menos sete chances de colocar tudo nos eixos esse ano. Ahhh, como eu gosto de ano ímpar. Eles são literalmente ÍMPARES! Pra mim, sempre os melhores. 2009 não há de ser exceção à regra - ou assim eu espero fervorosamente. Eu não vou me permitir ter que solucionar os mesmos problemas sempre, e passar pelas mesmas dificuldades. Quero um mundo novo! Quero descobertas! E principalmente MUITA tranquilidade e discernimento. É hora de separar o joio do trigo, e aproveitar! Não faço planos. Apenas ajo e espero o resultado. Se for pouco, faço mais. E por mais duas horas eu ainda vou gritar: ANO NOVO! VIDA NOVA! Mas agradeço por ter meu velho pijama...
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