quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Liberdade!!!!!!!

É impressionante a liberdade das palavras. Elas que são escritas por um, mas interpretadas por tantos outros. Ando relendo alguns comentários, relembrando outros. E estou adorando. A minha vida tão explícita em poemas que explodem de mim, sendo interpretada como se bem entende. É o clássico: a gente vê o que quer ver. O mesmo se dá à leitura. Escrevo sobre x mas lêem pensando em y, e ainda assim, tudo faz sentido. Na maioria das vezes escrevo com idéias muito incrustadas, que vêm de associações bastante malucas que eu mesma faço. Outras vezes escrevo e só. Melhor dizendo, descrevo. De maneira bastante poética, reconheço. Mas é só, 1+1=2 e ponto. Numa tentativa de querer mesmo que entendam o que estou falando. Darei exemplos...

O primeiro é um poema em que eu realmente descrevo a minha ânsia. Estava com MUITA dor de estômago, extrema ânsia de vômito, mas não conseguia vomitar. Daí veio o poema, assim mesmo, de uma coisa esdrúxula:

O mais legal é ler o comentário feito. Entendem essa minha surpresa com interpretações? Claro que à dor de estômago, inseri umas revoltas amorosas (por assim dizer). Revoltas estas não tão revoltadas na verdade. Mas momentaneamente necessárias.

Outro poema é um que faço umas associações quase malucas, como "a raiz que desprende buscando outras terras". Tipo, ham??? Só tava falando de um cara que se formou, e que ia mudar de cidade depois disso:

E ainda comecei falando de crise existencial, e do nada falo do céu como "a formosa imensidão azul". Vai entender...



Enfim! Não menosprezo meus poemas, só acho cômico (exatamente isso: cômico), essa coisa de interpretação de poesias. Na maioria das vezes são todas erradas...
Já pensou nisso?

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