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sábado, 31 de dezembro de 2011

À Marina Mello, minha amiga secreta.

(Para ler ao som de: Estela Cassilatti - Al)

Das águas ela surge em tons de vermelho, rosa e rubi. Destoa de tudo, combina com tudo. É mais que marinheira de várias viagens. Por ela mergulhe, por ela se afogue, e dela não se despeça. Limpidez não lhe cabe, ela é de água turva, de fervor, de sílabas, de calor. Arrebata os mares, as marés, as tormentas. Mas nunca quererá desvendar esse mundo sozinha. Então de proa à popa acompanhe-a, desvende-a, desmistifique-a. Será sim um desafio mas não a desafie. Seu olhar te jogará ao longe. Meio sol, meio lua, nada a define. Sereia indômita. De paixão inesgotável e vontade inquebrantável. Expressionista, impressionista, não importam os pés de profundidade, ela sempre surpreende. Se maquia, mas não se mascara, dona de uma só cara.


Revelação do Amigo Secreto, terceira edição

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Blogueiro Secreto

Mais um final de ano, mais uma troca de belas palavras. Ano passado já participei dessa deliciosa aventura de desvendar alguém através do mundo cibernético. E tal qual sinto que o fiz bem feito, o fizeram pra mim também. Estou falando do amigo secreto dos blogueiros... Se você tem blog e quer participar, só entrar no blog e ver como é:

Ano passado eu tirei a Melissa (Mel que não é mel melado!)... Tá aí o meu presente pra ela:

Quem me tirou foi a Natália...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Revelação do Amigo Secreto

Ela daria muito mais de si que dez réis por mel coado. Daria afeto redobrado pra quem garantisse a retaguarda. Valsaria qualquer melodia com um vestido desgastado só pra sair da rotina do engomado. Tudo porque sua juventude permanece tenra mesmo ao fim do verão. Sua simplicidade se concretiza quando na primavera quer apenas ser por si só. Ao mesmo tempo em que sozinha não quer nada. Para encontrar-se ela se perde. Para perder-se ela se encontra. Às vezes senta, às vezes levanta, às vezes corre, às vezes pára. E então espera os outros, espera dos outros. Nunca perde a fala, mas também às vezes cala. Ela sintetiza ao mesmo tempo que prolixa. Ela positiva qualquer verbo, capaz até de verbear vontade. Quer e cresce ao querer. Vai e volta ao viver. De mel melado não tem nada. Ela é mel difícil de achar. Procure nas árvores, procure nos pássaros, procure nos peixes. Nunca encontrará. Ela estará na terra, no céu e no mar. Estará com você se não cansar de procurar.

À Melissa Brienda Sliominas, minha amiga secreta.
Feliz Natal!

Revelação do Amigo Secreto do Blogueiro Secreto