Uma coisa não se perdeu em mim Daniel:
A memória irreparável dos amores.
Não guardo em mim todos os fins. Mas muitos dos processos. Lembro do seu afeto e de quando você me trouxe um presente.
Um batom verde. Que não era nada um batom.
E todas as vezes que eu tinha esse batom entre meus lábios pensava em ti. E eu o guardei por anos.
E foi graças ao teu presente que um dia contei pros meus pais minhas loucuras. Anos mais tarde. Já era eu mestre em engenharia. E nada dessas loucuras passavam apenas de arranjos banais.
Afinal quem é normal num mundo desse?
E eu preciso quase sempre ser um pouco banal pra seguir me levando a sério!
Obrigada por tanto.
Com amor,
Pétilin
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