quarta-feira, 4 de abril de 2018

Sobre março de 2017

Às vezes a gente sente que tudo nosso é meio quebrado. 
Que todas as nossas conquistas não são por inteiro.
Que todos os nossos méritos talvez não sejam assim tão honrados.

Tenho medo de não viver e desfrutar no seu melhor os louros das minhas realizações. 

Somos sempre em alguma parte,  mesmo que profunda e quase escondida de nós, vaidosos.

E ponho no plural por saber que não estou só, nem na vaidade e, principalmente, nem no egoísmo. 

Nós, seres quase iluminados, que enxergamos nossas capacidades e extraímos delas nosso melhor e por vezes nosso pior - por vontade própria - nos iludimos com a perfeita sintonia e passividade com que aparentemente segue a vida alheia.

Nós, seres quase iluminados, tentamos não olhar para o lado, não cobiçar a grama alheia e principalmente não lamentar os próprios erros.

E convencemos bem, convencemo-nos - e outros - que o sol ainda brilhará na manhã seguinte.

A parte mais irônica disso tudo é quando nos libertamos da vergonha e assumimos essa nossa libertinagem pseudo maquiavélica e somos ainda, quase que iluminadamente, chamados de seres humanos.

Risos.