Ah não adianta, algo me liga muito a todo tipo de som ambiente. E eu descobri o som que mais me incomoda: TIC-TAC. Que aliás, ao meu ver deveria ser TAC-TIC. Porque o tac me soa tão mais sonoro e forte que o tic, que sempre que começo a querer a acompanhar o som, começo pelo tac. Talvez nunca tivesse reparado tanto. Mas acontece que nesse final de semana, a tela do meu celular pifou, e com essa mudança do horário, para o de verão, meus despertadores estão fora de sincronia... Isso me levou a comprar um despertador. Você já tentou ler com o barulho de um relógio entoando ao pé do seu ouvido? Horrível. Eu sabia que tic-tacs (ou tac-tics) me irritavam completamente, até porque n vezes levantei para guardar na gaveta algum relógio de pulso que estava do outro lado do quarto. Mas o que fazer com um despertador? Não posso jogá-lo numa gaveta. A intenção é ouvi-lo para "despertar". Mas convenhamos, tudo que me faz é "despertar dor" (ham? ham?) no ouvido com esse sonzinho infernal. A solução foi ligar o ventilador para o barulho do ventilador cobrir o do despertador. Tive também que pegar um edredon mais quentinho. Não dá pra querer dormir no frio com o ventilador ligado.
Mas à parte essa confusão do celular, despertador, tac-tic, ventilador e edredon, ainda estou descobrindo ou redescobrindo os prazeres de digitar. Quando digo que eu escrevo, é tudo mentira. As palavras fluem da minha cabeça, para os dedos, e dos dedos para o teclado, não para uma caneta. (Pelo menos posso concluir que na vida passada não fui escritora). Minha letra é um garrancho e minha vontade de escrever é nula. Mas viajo, numa imensa estrada de palavras, frases e pensamentos...
Chega, 6h30 eu acordo com um despertador barato, anunciando meu atraso para aula de Topografia...
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