Não sei definir meu sentimento. Fiquei pensando sobre qual sentimento iria falar agora, mas não sei. É um misto indescritível do que eu sinto agora. Sinto paixão, amor, saudade. É um bom resumo inicial. Mas sinto ansiedade, não aguento mais esperar. Eu
hem. Onde eu fui me meter? Numa cidade à 667km de onde eu sempre morei, e agora me sinto uma verdadeira
prudentina. Ouço mesmo
sertanejo, às vezes me escapa um "r"
interiorano, gosto de ver o mar como se nunca o tivesse visto antes, e mais, sinto saudades do meu quarto. Aqui em Santos até tenho o meu espaço, mas não consegui desfazer as malas. Elas ainda estão espalhadas no chão do quarto, como se eu não quisesse guardá-las com medo de não conseguir mais voltar pra Prudente. Também não quero me instalar aqui de novo. Vim meio que numa forma de obrigação, e até porque convenhamos, Prudente fica vazia em férias e feriados. É definitivamente uma cidade
universitária, e é isso que move a cidade. Os fins de semana nada seriam sem as festas dos
unespianos sedentos por liberdade, distantes de casa, de suas cidades. Mas conseguem fazer de Prudente um verdadeiro lar. Fiz amigos, companheiros de bar, de trabalhos, de colas em prova, de república. Senti muita saudade de abraço, mas já não sinto mais. Cada volta pra Santos abraço os amigos e amados daqui, cada volta pra Prudente também. Tenho laços, duas casas, dois lares, uma paixão dividida entre liberdade e casa dos pais. Apesar de me sentir em casa em Santos, aqui não deixa de me remeter à
idéia de que casa minha mesmo é lá.
Poxa, no telefone daqui de Santos tem até marcado "
Pétilin casa".
Pétilin casa... Minha casa. Minha e dos meus dois
amorezinhos de Prudente, do
apartamento 302.
Felicidade. Resume melhor ainda meu sentimento.
Estou completamente feliz...
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