sexta-feira, 17 de julho de 2009

Poliana apaixonada (3)

Pobre Poliana. Chegou à cidade do conde da Germânia, e se deparou com o inesperado: a cidade havia crescido rapidamente. Muitas indústrias foram construídas na região, e a cidade tornou-se então um pólo comercial. Com o aumento exorbitante da população, a busca pelo conde ficava mais complicada. Mas Poliana não desistiu. Rapidamente encontrou sua conhecida, guardaram, então, as malas e partiram pela cidade.

O conde ainda andava muito ocupado depois da viagem. E Poliana encantada com a cidade grande, começou a dispersar os pensamentos. Na primeira noite visitou um pub recém aberto. E com uns amigos da conhecida, aproveitaram como se o mundo fosse acabar no dia seguinte. Assim foi passando a semana de Poliana. Esperando um sinal de vida do conde, passou a aproveitar o que a cidade tinha a oferecer. As ruas pulsavam vida, não eram pacatas como sua cidade de origem.

Poliana era apaixonada, e não paciente. Cansou-se da correria, e decidiu ir embora no entardecer do dia seguinte. Era portanto sua última noite, e aproveitou da forma que melhor pôde julgar. Sentou na janela do apartamento da conhecida, morava no alto de um prédio, e começou a questionar-se sobre a vida, sobre os porquês. Mas principalmente martelava-lhe a pergunta: Quantos prédios ainda cabem nessa janela? - Poliana pensou, questionou, duvidou de si mesma e obteve respostas: seu noivo e seu amante, ambos desconhecidos.

Poliana voltou para casa.

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