sábado, 14 de março de 2009

As histórias acumuladas

Nossa sinto que preciso contar a história de uma vida toda. Mas são histórias de apenas duas semanas. Sinto isso mais como forma de registro, do que de uma tentativa poética, mas no fim é algo inevitável.

Posso dizer que aprendi muito já. Para alguns posso já ter falado, mas enfim... Aprendi o que é calor, vento de filme de terror, aprendi a fazer feijão, o que é sertanejo, o que é ver conta e falar: ih! to sem dinheiro!, aprendi o que é uma ladeira, a gostar de filme da globo, a falar cerrrveja, aprendi a lavar roupa (ou tentando né), aprendi o que é ter aula e TER que viajar nas idéias - estudem história da arte e história das cidades! - aprendi o que é ter festa e aula no dia seguinte, aprendi o que é saudade, e a falta que um abraço faz, aprendi a chamar Prudente de casa, e to aprendendo que fazer faculdade fora é um eterno aprendizado.

Sabe, acabei de chegar em Santos, e tenho a certeza que eu tenho duas casas. Para os muitos que achavam que eu seria uma louca fora de casa, tenham certeza de que isso não aconteceu. Percebi que eu gosto sim, e gosto MUITO, de festa, zueira, amigos, bar, cerveja, risada, mas acima de tudo percebi que eu também me canso disso. Mas pra quem não teve uma vida de universitário porque não fez faculdade, lamento muito, é realmente uma das melhores fases da vida, e ela tá só começando!

Sei que não é tudo um mar de rosas, e acreditem, É MUITO DIFÍCIL. Dói demais algumas horas, chorei muito uma noite, assim por chorar, por sentir falta de não sei o que e de tudo ao mesmo tempo. Falaram que eu poderia inventar uma nova Pétilin, mas não precisei. Aos poucos estou encontrando brechas pra mudar coisas que sempre quis mudar e não consiga, pela rotina daqui de Santos. Mas lá em Prudente eu consigo. Sou eu, melhorada, mas a mesma.

Pensei em relatar as festas. Tudo o que aconteceu. Mas deixo isso na memória, até porque matar a curiosidade de todo mundo não tem graça. Fora isso posso dizer que as meninas da minha casa (sim, já chamo lá de casa), eu tenho certeza de que não poderia morar com galera melhor. Simplesmente me dou MUITO BEM com elas, a gente se diverte demais, paga as contas, arruma a casa, e vai enfim mobiliando nosso apêzinho.

Estou feliz.

E sinceramente, não vim pra Santos pra ficar no computador. Nem ligo que me faz falta. Vou lá pra sala puxar o saco do meu pai.

Au revoir ralé!

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