É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Quase obscena
Era quase obscena. O fluido era derramado lentamente, manchando toda a roupa de cama recém-lavada. Exalava um odor desconhecido mas interessantemente agradável. Era quase flor, quase rosa. Rosa cálida, pálida, murcha. (...) Pregado na parede um velho relógio que já não contava as horas, mas que produzia um tic-tac agoniante. TIC-TAC TIC-TAC TIC-TAC. Horas que não passavam. Mas a pálida rosa murchava no velho vaso da estante patinada. O quarto, o espaço, o cubículo, as quatro paredes, quatro limites, quatro fronteiras. Prisão. (...) Sem janelas, sem pudor. A roupa era tirada lentamente, espalhada pelo quarto que a aprisionava. Gritava palavras antes presas à garganta tão profundamente familiar. Era quase ela, quase mulher. Mulher nova, virgem, obscena. (...) Era quase obscena.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Achei legal o post, você definitivamente escreve bem e melhor que eu, mas eu não entendi muito sobre o que você tava falando... :/ Depois me fala :x
Beijos
Postar um comentário