
De repente o sorriso meia boca congelado na foto fez tudo perder o sentido. Aquele olhar cansado também congelado me cansou por inteira. Dissipou todos os pensamentos lógicos que eram meus até quase cinco minutos atrás. Não sei se a roupa que usava, não sei se o abraço encaixado, não sei se o corpo sujo. Mas aquela foto fez cessar o que eu sentia de concreto, e se dissolveu ao longo de curtos dias. Não faz-se mais necessário eu correr tanto, não vou mesmo chegar em lugar algum. O sentimento de vê-los assim em "dever cumprido" me tranquilizou. Agora sei que posso me esvair sem fazer tanta falta. Não precisei ter aquele conflito interno de quereres. O querer se perdeu, ruiu aos poucos. Espero que isso não se transforme em problema, já que por ora transformei em nada...
2 comentários:
Acho "engraçado" como as coisas vão terminando, como vão se esvaindo pelo nossos dedos.
"O querer se perdeu, ruiu aos poucos. Espero que isso não se transforme em problema, já que por ora transformei em nada..."
Mas esses fins bruscos, apesar de transformados em nada, acabam voltando como problema. Mas tudo tem solução, tudo passa...
Adorei o blog.
=*
o que acontece quando se congela um microsegundo e se nomeia fotografia...para no tempo. eterniza-se. tomemos cuidado para que a foto de ontem não seja o prenúncio da foto de amanhã, ah, o tempo é tão traiçoeiro! e ainda existem as figuras nostálgicas... cuidemos para que a fôrma não se congele! que os amores perfeitos [aqueles que só existem dentro da gente e não mais em nós] nos aqueçam ao ponto de que o gesso derreta e possamos mudar ao menos a posição! sabe como é, né, as vezes nos doem também os ossos! rs
obrigado pela visita inesperada.. voltarei também! ;D
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