É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Ela por mim
Ela. Não tenho palavra mais sublime para descrevê-la, simplesmente ela. Ela guarda consigo todos os nossos segredos, todas as nossas cartas, todas as nossas confissões. Ficaram guardadas na cortina empoeirada que nos impedia de saber se era dia ou noite. E assim ficamos mais do que três dias, depois também me perdi nas contas. O tempo que parecia imutável, na verdade se desenrolou por entre os lençóis e os papéis que largamos pelo apartamento. As fundações nós que construímos. Arduamente. E então, tudo aquilo nos pertencia. Foi por isso que nos perdemos. Uma a outra. Há quem saiba melhor que tínhamos tudo que desejávamos, apenas não nos demos conta disso. Ela, era tudo o que eu desejava, disso eu tenho certeza até hoje. Aquele perfume carérrimo e todo fresco dela não sai de mim, não sai das minhas roupas, antes dela. Sua voz falha nunca me falhou na memória. O seu estilo de gargalhar depois de tragar fumaça pelo nariz, nunca vira fumaça nas minhas lembranças. Ela é ela. E sumiu por uns tempos. Mas eu fui atrás...
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