É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Para ler os seus olhos
Sou eu quem tenta ler as pessoas pelos olhares. Eu as encaro até mergulhar na parte mais profunda de suas íris. Tento descobrir as palavras que elas deixaram morrer na garganta. E eu fico sorrindo que nem idiota, porque, como sempre digo, eu acho graça de tudo. Não digo que acho graça e rio pra não chorar. Pelo contrário, às vezes acho graça e choro. Mas nesses casos, me parece extremamente cômico tudo o que as pessoas pensam. Todas suas preocupações tão distantes das minhas preocupações. Seus diversos modos de ser, pensar, agir, falar e até mesmo não falar. Às vezes encontro pessoas que eu não pronuncio uma palavra, mas que já entendem mais até do que eu queria falar. Enquanto outras tantas me fazem repetir mil vezes as coisas para ver se entendem o eu quis dizer. E no fim, fica sempre a dúvida. Fica sempre aquele gosto amargo no abraço. Aquele olhar acre de até logo. Aquele toque não-macio largando a mão. Não se sabe a próxima vez em que você segurará aquela mão que se distancia. Mas sabe que naquela montanha-russa, você ainda há de andar. E se não for aquela, haverá outras para você se divertir, se enjoar, querer gritar, querer rir e querer andar novo. Os terminais são diferentes, mas não deixam de ser simplesmente terminais. E querer complicar o que isso é, só cansa.
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