Apesar de amar ouvir o som da cidade. Muitas vezes também amo me isolar do mundo com meus fones de dj. Ouvir músicas boas, e inventar uma vida e realmente acreditar nela. Sei lá, pensar que agora estou escrevendo e que quando eu sair daqui, vou tomar um bom banho num banheiro decoradinho e moderno. Depois vou vestir uma roupa legal. Pegar meu carro vermelho e vou até o trabalho terminar uns projetos que deixei pendente só porque ontem resolvi sair mais cedo pra tomar uns drinks num bar legal que tem perto do meu apartamento. É, foi legal imaginar por alguns segundos que isso é verdade. (...) Reli um texto que me fez pensar muito no post anterior:
"Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta à prova?" (Elysa Lucinda)
E essa frase, fora do texto, pode ser aplicada a muitas coisas pra mim. E adivinha qual das coisas me vêm primeiro? Claro que vestibular. Acho que tá muito perto, por isso nos últimos posts só tenho falar disso. Mas quer saber? Vou filosofar e esquecer tudo isso que me aflige.
(...)
Queria mesmo entender porque muitas pessoas fazem as coisas só para parecer que estão prestando serviço. Assim mesmo. São pagas, e fingem que fazem as coisas. Muitas vezes mentem, passam por cima dos outros, e continuam como se nada tivesse acontecido. Me dá raiva. Dá raiva dessas pessoas que são constantemente irônicas. Que vêm sempre com um sorrisinho debochado no rosto. E acham que são donas da verdade, e detentoras de poder absoluto. O problema é que eu não sei lidar com pessoas assim. Acho que esse é o único tipo de gente que eu não me dou bem. Gente forçada, irônica e prepotente. E diante de toda essa hipocrisia o que eu ouço é pra manter minha educação. (Respirando fundo por pensar demais em pouco tempo) Não sei por que mas eu sinto que preciso entender a fundo o ser humano. Pode parecer engraçado, ou até mesmo mais uma das minhas viagens. Mas é verdade. Sinto-me tão impotente diante de certas situações que preciso saber os porquês. Acho que não seria uma má idéia se todo mundo por uns tempos ficasse literalmente cego. (Vide "Ensaio sobre cegueira" - MUITO BOM) Acho que seria uma forma das pessoas passarem a enxergar o mundo de outro jeito. E mais do que isso. Passassem a agir de maneira diferente. Tipo um recomeço. Uma nova chance pra todo mundo ver o caminho que estão seguindo. E mesmo que não estivessem dispostas a isso, seriam postas à prova. Suas esperanças seriam postas à prova. Chega de filosofias. Passo pra parte poética do post. Que será baseada no puro random mental.
(...)
Pega estes livros. Já não os quero mais. Pega também estas flores. Estas cartas mal escritas. Mas que me falam muito sobre coisas que já não preciso lembrar. Já não preciso olhar pra trás e lamentar. Há um futuro. Disso eu sei. Haverá outras chances. Novas oportunidades. Escolha com cuidado cada palavra que você dirá de adeus quando todas essas oportunidades quiserem te lançar para o alto, para longe. E se você não conseguir escolher. Então não diga, simplesmente vá. Mas não olhe para trás. Nunca se despeça e olhe para trás. Não quero ver sua dor, suas lágrimas. Não quero senti-las escorrer dentro de mim. Leva também estes seus sapatos rotos. Coloca em outra caixa, e leva para outros armários. Leva para os seus armários novos. É tudo novo. E não leva a saudade. Esta pode deixar aqui mesmo comigo. Deixa também o seu perfume. E o seu CD favorito. Só preciso disso, duas sensações e um sentimento. Audição, olfato e saudade. O seu toque deixa que eu imagino com a saudade. O seu calor deixa que eu procuro outros braços e abraços. E não me peça para voltar para os seus. Já não caibo nele. Vá logo. E não se despeça com seu abraço amargo. Vá embora com um sorriso. Pra eu poder acreditar que vai mesmo tudo ficar bem...
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