sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Ins - piração

Não posso negar que a minha inspiração vem do meu dia-a-dia. Das experiências que eu vivencio. E então, quando sou tomada pela rotina, pela vida monótona, não me sobra muita coisa sobre o que escrever. Fico me sentindo uma péssima "escritora" (se é que posso ser considerado como tal). Gostaria de poder sentir o mundo sem que isso dependesse das minhas experiências. É quase como uma ilusão de esperar que a vida venha bater à minha porta. Daí, tudo que me resta, é divagar ou apenas me deliciar na sensação que mais me assombra: a nostalgia. Contudo, hoje me veio à mente um pensamento curioso, que não remete à nostalgia:
"Eu que não queria ser filha da minha geração"

Sério. Apesar de sim, existirem muitas exceções, você já parou para obsversar os jovens de hoje que farão parte do nosso futuro? Por vezes me envergonho. E até de mim mesma, por ver tudo isso acontecer, e ser só mais uma que não faz nada. Mas eu ainda tento mudar um pouco. Nem que seja começando por mim. Eu tento estudar, me tornar sociável, encontrar padrões que condizam com as minhas verdades, e ir me encaixando. Porque apesar de todas as diferenças, não pretendo me destacar pela bizarrice. Espero me diferenciar por um "quê" que ninguém saiba dizer o que é, mas admire. Talvez como toda estudante de arquitetura eu só queira ser a próxima "Niemeyer"... Quem se importa?

Comecei escrevendo já imaginando que exemplos eu usaria, de quem eu falaria. Mas não preciso mais me cansar falando dos outros. Já enxergo defeitos o suficiente em mim, e preciso repará-los, não tenho tempo para perder com os defeitos alheios...

Um comentário:

? disse...

lindo.
saudade..