
Me sinto tentando amar o mundo todo de uma vez só. Digo amar, porque tudo que amo, prezo de forma inimaginável. E atualmente, venho tentando tomar conta do mundo. O que me faz esquecer de mim. Não que seja ruim, mas tenho pensado mais nos outros, do que nas obrigações que tenho. E mesmo vivendo sempre mais o agora, do que o depois, ou do que o antes, sinto que estou deixando alguma coisa de lado. Esse turbilhão de pensamentos se deu pelo fato de ter revisto ontem o filme "Across The Universe". De fato, ele tem um poder sobre mim que não explicar. É um filme que me faz sentir todas as sensações possíveis. E me fecho numa nostalgia inigualável em seguida. Querendo corrigir uma realidade que não vivi, e nem poderia. Mas fico assim, amando histórias, coisas que fiz, pessoas que conheci, e me estranhando cada vez mais com a vida, com a verdade, com a arquitetura. Sinto que começo a conhecer tanto as coisas, e gostar tanto, que passo a estranhá-lhas. Não sei se isso tem sentido, mas é isso que estou passando. Ando sem assunto com as pessoas, mas me sinto cheia de opinião para coisas que as pessoas já não têm mais paciência pra conversar. Acho que enfim, e por incrível que isso pareça, começo a sentir falta das noites que passava bebendo no Jutas, lá em Santos, e falando sobre a vida, e falando sobre nada, tudo, e qualquer coisa que passasse pela minha cabeça, mas que não tinham nenhum embasamento acadêmico, não seguia nenhuma pesquisa universitária, ou um conceito aprendido em sala de aula. Não encontro uma solução pro que vivo, e também não sei se isso faz-se assim tão necessário, encontrar. Quero mesmo é perder-me across the universe!
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