É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Universo poético-egocêntrico
Às vezes preciso me dilacerar em palavras. Preciso arrancar as roupas e me manter clichê e nua. Mas principalmente nua. Porque às vezes canso de mim, canso de minhas palavras, canso de toda essa rotina mediana, mesmo não querendo nenhuma outra. E de qualquer forma eu preciso dessa vida de mentiras e fingimento e prazeres e boemia e promiscuidade e enganação. Eu preciso de um lado sórdido que seja belo por ser real apenas em poesia. Eu preciso me embrenhar no tortuoso caminho literário que inventei de seguir. Eu preciso me abrir, me descobrir, me reinventar todas as vezes que errar esse caminho. Porque sou eu que estabeleço o certo ou errado nesse meu universo poético-egocêntrico. Sou eu que não gosto, sou eu que desgosto, e até mesmo sou eu que por vezes amo o que escrevo.
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