É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Eu que...
Eu que te estudei. Que por deleite vivi horas ao teu nome. Eu que continuo sem que você me conheça, fico ao léu. Ao amargor que resta aos que esperam. Ao silêncio que todas as minhas palavras não foram capazes de preencher. Do tempo que gastei bebendo tua vida como minha, e querendo teu viver inteiro como nosso. Num frutífero amor que não há de florescer. Eu que caminhei em relvas antes descalça e agora dilacerada, desprevenida e mal-amada. Ah céus. Eu que fui mal-amada. De todo amor que te dei, fui assim recebida. Flor do campo desabrochada. Pairo no vão da sua e da minha existência, sem saber qual realmente me pertence. Agora que sou você, quem há de ser eu?
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