quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Resolvi...

Resolvi me abrir de novo. Luz apagada, pés pro alto, janela aberta, poltrona nova, cortinas leves. Brisa leve que me suga noite a fora, me carrega além das esquadrias frias. E é só assim que as coisas fluem. O farfalhar quase mudo, soturno que se perde com o cheiro doce, oleoso, flutuante. É um prazer contido, entravado, escondido, quase que perdido. Mas é porque se acha quando a vista já se cansa. Sabe como é, é maré. É essa maresia ondulada que vai, e vem, e rodopia. Nem é preciso banho, o suor que se instale. Deixe que grude pelas paredes, que se misture. O sorriso não se desapercebe, ele existe. O caminho é longo, a estrada é pista simples, mas ele há de chegar... Pois se foi, há de voltar!

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