quarta-feira, 15 de abril de 2009

Sinestesia

Como começar um texto sem inspiração alguma? Engraçado: eu só vim digitar. Nossa, posso falar que "Marisa Monte - Não vá embora" é deveras uma música muito boa. Vou até ouvir de novo enquanto pego o link pra colocar aqui. Interessante a sensação que certas músicas passam para nós né? Hoje depois do almoço deitei no sofá e na TV tava a MTV. Não sou master fã do canal, mas como aqui as opções são poucas... Enfim. Então começaram a tocar umas músicas tão agradáveis, que ao invés de eu cochilar como de costume, meu cérebro simplesmente foi viajando nas palavras, de súbito eu sentei e falei pras meninas daqui de casa o quanto a música era boa. Mas sabe eu meio que imaginava as palavras, e elas me davam uma sensação de cor, e quente e frio, claro e escuro. Foi um experiência bem sinestética.

Sei lá, vou ouvir música.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Miopia

Sempre que tenho um lapso de inspiração o computador está desligado. E sabe como é, as coisas fluem de mim com mais facilidade quando digito. Porém enquanto o computador liga esse lapso se desliga da minha cabeça. E então eu começo a digitar esbaforida no bloco de notas antes que as idéias se dispersem por completo. Só sei que vim pensando naquela história de miopia moral. Mas na verdade, é a pura miopia física mesmo. Enquanto tantos enxergam muito bem sem óculos, eu sou quase cega sem, e com óculos as coisas não mudam muito. Tenho a certeza de que enxergo só porque estou com meus óculos a la Clodovil, mas na verdade eu nada vejo. O mundo continua sendo um borrão confuso e indistinto. Mas será que isso na verdade é a materialização de uma miopia moral? Não quero ver o mundo por temer o que posso enxergar?
Uma vez criei a teoria de que "não posso temer o que eu não enxergo". E é engraçado parar pra pensar nisso porque de fato: como temer algo desconhecido? Ou só o fato de ser DESCONHECIDO é o que assusta?

Affe, o CQC me desconcentrou.
Tchau!

terça-feira, 31 de março de 2009

Click [18] - Festas


Click! [17] - TROTE



As coisas engraçadas

Tá, sábado eu fui no Sr. Boteco e tava tocando rock das antigas, desde Beatles, Deep Purple, Pink Floyd até pop e mpb como Cássia Eller, Alanis Morrissete, e enfim. Até aí ótimo. Mas ah, que droga, tô aqui com Maria Cecília e Rodolfo no youtube, e eu to cantando bem alto... (?) uahuahuahuahuhuaauhaua

Fora isso, engraçado também dizer que tava demorando né pra eu aparecer com alguma coisa aleatória. Agora sou "promouter" de festinha universitária. UHAUAHUA. Pois é, convite do ABRIL PROS BIXOS comigo hem galera? uahuahuaha
Preciso dizer que tô feliz? :D

domingo, 29 de março de 2009

Resumir a vida

Precisava de um tempo, e consegui. Tempo! Quem não precisa de tempo? Então tá, eu preciso mesmo é escrever. Aquela velha história de digitar até não sentir mais os dedos correndo por entre as teclas. Precisava resumir a vida que agora tenho, mas é uma vida, é impossível resumir uma vida. E agora acho até impossível resumir uma noite minha aqui em Prudente, e até um dia. Acontecem coisas que me fazem sentir como se estivesse num mundo paralelo. Onde não há tempo, por isso talvez não haja a necessidade de tempo. Mera contradição irônica. - A palavra compromisso agora sim tem um sentido. As coisas dependem de mim, e apenas de mim. Tudo que acontece agora é reflexo das minhas atitutes, das minhas escolhas. Entendi o que é indepedência e responsabilidade. Não que já faça o uso correto delas né, mas entender, conhecer, e vivenciar já é um passo gigantesco. Entender e aprender. No fim achei um resumo pra minha vida aqui. Estou entendendo o mundo, e aprendendo com ele. Os meios que tornam isso possível são por vezes questionáveis, mas passíveis de compreensão.

(ham?)

sábado, 14 de março de 2009

As histórias acumuladas

Nossa sinto que preciso contar a história de uma vida toda. Mas são histórias de apenas duas semanas. Sinto isso mais como forma de registro, do que de uma tentativa poética, mas no fim é algo inevitável.

Posso dizer que aprendi muito já. Para alguns posso já ter falado, mas enfim... Aprendi o que é calor, vento de filme de terror, aprendi a fazer feijão, o que é sertanejo, o que é ver conta e falar: ih! to sem dinheiro!, aprendi o que é uma ladeira, a gostar de filme da globo, a falar cerrrveja, aprendi a lavar roupa (ou tentando né), aprendi o que é ter aula e TER que viajar nas idéias - estudem história da arte e história das cidades! - aprendi o que é ter festa e aula no dia seguinte, aprendi o que é saudade, e a falta que um abraço faz, aprendi a chamar Prudente de casa, e to aprendendo que fazer faculdade fora é um eterno aprendizado.

Sabe, acabei de chegar em Santos, e tenho a certeza que eu tenho duas casas. Para os muitos que achavam que eu seria uma louca fora de casa, tenham certeza de que isso não aconteceu. Percebi que eu gosto sim, e gosto MUITO, de festa, zueira, amigos, bar, cerveja, risada, mas acima de tudo percebi que eu também me canso disso. Mas pra quem não teve uma vida de universitário porque não fez faculdade, lamento muito, é realmente uma das melhores fases da vida, e ela tá só começando!

Sei que não é tudo um mar de rosas, e acreditem, É MUITO DIFÍCIL. Dói demais algumas horas, chorei muito uma noite, assim por chorar, por sentir falta de não sei o que e de tudo ao mesmo tempo. Falaram que eu poderia inventar uma nova Pétilin, mas não precisei. Aos poucos estou encontrando brechas pra mudar coisas que sempre quis mudar e não consiga, pela rotina daqui de Santos. Mas lá em Prudente eu consigo. Sou eu, melhorada, mas a mesma.

Pensei em relatar as festas. Tudo o que aconteceu. Mas deixo isso na memória, até porque matar a curiosidade de todo mundo não tem graça. Fora isso posso dizer que as meninas da minha casa (sim, já chamo lá de casa), eu tenho certeza de que não poderia morar com galera melhor. Simplesmente me dou MUITO BEM com elas, a gente se diverte demais, paga as contas, arruma a casa, e vai enfim mobiliando nosso apêzinho.

Estou feliz.

E sinceramente, não vim pra Santos pra ficar no computador. Nem ligo que me faz falta. Vou lá pra sala puxar o saco do meu pai.

Au revoir ralé!