sábado, 16 de maio de 2009

Mudança

Eu queria que as pessoas soubessem a falta que elas me fazem. O mundo de Santos, antes tão repudiado por mim, agora me faz tanta falta. A ausência às vezes pesa de uma forma insustentável. Não que Prudente me faça mal, ou não que eu não goste daqui. Aliás posso dizer que amo tudo que construí. Mas antes disso eu fiz uma história cheia de altos e baixos impressionantes em Santos. Lá eu fiz amigos que eu sei que vão durar a vida inteira. Morar sozinha ao mesmo tempo que tá me construindo como uma pessoa mais forte, por vezes mostra as minhas fraquezas mais profundas. Os dias e noites são completamente diferentes em cidades tão distantes, mas incrivelmente dentro do mesmo estado. Cada diferença pra mim tornou-se admirável. São novas culturas que conheci, e conheço a cada dia. Mas saudade já virou rotina no meu vocabulário. Como meu pai disse, eu tenho que avaliar, pesar toda essa nova vida, pesar se ano que vem vai continuar assim. Posso dizer que sede por conhecimento não me falta (apesar das preguiças já conhecidas), e pretendo aproveitar essa oportunidade de fazer faculdade. Quantos não queriam estar aqui? Mas reconheço a dificuldade de tudo isso, e admiro os veteranos persistentes que tentam fazer de seu curso um curso sempre melhor. Mas ainda sinto falta de uma ida ao colégio com uniforme, de uma dormida na aula de química (ou em todas as aulas), sinto falta de uma baladinha cheia de colegas de sala, sinto falta de um CPE, de um violão e voz na praia, de um: AH EU TB CONHEÇO ELE - clássico de Santos, de um pôr-do-sol na praia, sinto falta da ciclovia, da ausência de ladeiras, dos amigos que eu ligo e passo na casa assim, pertinho (as ladeiras daqui fazem tudo parecer distante), e sinto falta do meu eu em Santos.

É. Mudei.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Universos

Conceitos diferentes sobre conceitos básicos. Seria possível encontrar pessoas tão divergentes assim? Até onde vai o universo de diferenças dentro de uma universidade?

Não faço idéia.

E no fim, nem quero saber assim tão rápido.

Tenho conhecido pessoas com o universo dentro delas. Um mundo com histórias de vida tão diferentes das minhas.

Admirável, tudo muito admirável.

domingo, 3 de maio de 2009

Saudades

da época de colégio...

Parece que faz tanto tempo. :/

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Galatea de Esferas

Dalí amou Gala, pintou Gala, deu movimento à Gala.

Nesta obra de Dalí (Galetea de Esferas), nota-se o movimento exatamente pelas esferas e os rastros contínuos marcados. É possível notar também pela profundidade das esferas ao meio, que remetem à idéia de que todas as esferas estão se unindo, e formando o rosto da mulher; além do traçado dos cabelos que torna o movimento perceptível.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Os, as.

Pontuo calmamente.
Quase seco.
Faço longas pausas.
Mudas.
MUDA. Não MUDA. Quieta.
A ausência de som. A imagem em preto e branco. A foto rasgada. As palavras mortas na garganta. O cansaço. A dor corporal. A exaustidão. O olho ardido. A boca amarga. O abraço, vazio. O nó. O estômago. Os pés longe da terra firme. A brisa. O farfalhar. O horizonte longínqüo.

O trabalho de História da Arte por fazer.

domingo, 26 de abril de 2009

Claves

O Ré menor se volta em Dó. E, se cansa, passeia pela pauta sem ter pauta pra cantar. Se contorce, se distorce e vira Rock. Já não quer mais compor. Quer sair da folha, virar nota e viajar. Transformar-se em melodia, pra que um dia o belo Sol venha com Si pra Mi juntar.

domingo, 19 de abril de 2009

A estrada

Uma época na minha vida eu achava que precisava de estrada pra colocar as idéias no lugar, e isso realmente funcionava. Era só passar algumas horas dentro de um ônibus, e ir pra algum lugar diferente, ver a estrada passar, que todos os meus pensamentos se esclareciam. Agora passo tanto tempo nesse vai-e-vem, que a estrada só ajuda a embaralhar mais ainda minhas idéias. São dez horas que enfrento quando estou no ônibus, e nesse meio-tempo acho tanta coisa pra pensar, e tenho tempo suficiente pra ficar mudando de opinião inúmeras vezes. Achei que ia pirar com isso, como assim não ter uma válvula de escape pra desembaralhar a mente? Pois é. Ainda bem que não demorou muito e encontrei no mar o meu remédio. Aliás, reencontrei né. Porque por uma época ele também me ajudava muito. Ouvir as ondas, o vento leve, o burburinho, e olhar o horizonte. Nada mais apaziguador. Recomendo.