É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Ela continua sem saber de mim
Não, não, não, não, não!!! Não acredito que a perdi! Como isso? Como viverei sem suas palavras, sua poética, sua sensualidade avassaladora, sua ironia sempre pertinente, sua valsa ritmada, sua voz imaginada? Como a perdi? Como a deixei partir sem avisar? Por que me escondi de assumir que amava cada palavra sua? E desde quando ela se foi? Para onde fora? Não deixou recado, não deixou ao abandono... Simplesmente partiu e sumiu. Como fico sem suas reticências? Continuo sem coragem de escrever seu nome... Raios! Eu a admirava! Como foi capaz? Não sei quanto ao mundo, mas eu precisava disso, precisava dela. Sem ela saber. Sem nem eu saber ao certo. Só sei que precisava. Ela era minha gigante, e como Newton, me apoiava sobre seus ombros para enxergar longe. E agora longe é onde ela está...
Às vezes...
...eu preciso lembrar que já fui criança. Porque é fato que me perco e esqueço. E sempre que vejo meus vídeos quando pequena (sim, fui pequena em algum momento - risos), me fascino. Assim num narcisismo ingênuo. Rio das minhas bobagens, eternas bobagens. E fico pensando se um dia eu parei pra pensar que chegaria onde cheguei. Se pensei que faria tudo que fiz, ou conquistaria tudo que conquistei. Mas acho engraçado porque sou eu ali, com manias que tenho até hoje, com caras e bocas bastante peculiares. Para elucidar o que falo, segue o link de um vídeo que fiz juntando fragmentos de alguns vídeos que tenho. Sinto que preciso completá-lo, algumas cenas bastante louváveis deixei de lado. Mas por ora faz jus...
http://www.youtube.com/watch?v=2MpP_Aqj7A4 - La Petite Pétilin
Façam bom proveito!
(Preciso lembrar que já fui criança...)
domingo, 3 de outubro de 2010
VAI CASA UM!
Não poderia deixar distanciar mais a escrita do fato. A data da construção! Sim! Construí novamente com a ong Um Teto Para Meu País. Foi uma experiência deveras diferente da primeira. A começar pelo fato de eu ter sido líder. Ou como preferi dizer: cheerleader (risos). Novamente conheci pessoas extraordinárias. E pretendo de verdade poder acumular isso de uma forma relevante. Essa oportunidade que tenho de crescer com pessoas que se tornam quase íntimas em um pequeno período. A família que para qual eu e minha equipe construímos me encantou. Não queria parar de abraçá-las. A dona da casa, Ana Lúcia, e sua irmã protetora, Ana Maria, são pessoas incríveis. Não ouso escrever o que conversei com as famílias, não por ora, e não sei o porquê. Acho que deixo para cada um a vontade de vivenciar essa experiência, e saber o que eles têm a dizer. Em termos de construção, foi bem fácil. Dessa vez não tenho como reclamar da logística ou dizer que eram poucos voluntários em minha equipe. Foi uma construção corporativa, o que me fez conhecer os funcionários da Prosegur. Não sei quanto aos outros, mas posso repetir uma coisa: VAI CASA UM! (risos). E garanto que isso já diz muito a poucos. Não vejo a hora de encontrar essas pessoas novamente. Cada um determinado de uma forma, encantador de uma forma. Eu e minha eterna mania de me apaixonar pelas pessoas, coisas e acontecimentos. Mas de fato minha equipe foi bastante acolhedora. E não poderia esquecer meu parceiro na liderança... Ele sim foi o líder, mas sinto que de algum jeito, demos muito certo juntos. Ainda não sei como é uma construção convencional do Teto, mas não tenho pressa. Foram dois dias excepcionais de construção. Mais ainda na entrega da casa, que (por incrível que pareça) me faltaram palavras. Ah! COMEÇOU NÃO PÁRA! Fato!
(VAI CASA UM!!!)
Enfim...
...consigo enxergar de forma clara o meu querer. As coisas parecem estar se encaixando. Minhas certezas hão de se firmar no decorrer desse mês. Ah Outubro... Parece tentar me soprar para o infinito de possibilidades... Incertas, por ora, de fato. Mas suficientes. Sinto que as noites têm clareado minha vida. Assim mesmo, num paradoxo poético. Tudo parece tão simples que quase me assusto. Sorrio, perene... Vou vagando pelas idéias, pelos desejos, pelas lembranças. Engraçado ver que no geral, meu desejo continua estável. Talvez adaptado, rearranjado. Mas ainda segue uma mesma linha de determinação. Me sinto esperançosa e bem. "Não é porque poderia ser melhor, que isso exclui o fato de ser bom". Exatamente isso. É... Exatamente isso!
("Não é porque poderia ser melhor, que isso exclui o fato de ser bom" - G.M.)
sábado, 2 de outubro de 2010
Sublime
Eu prefiro dizer que é agonia, não saudade. Porque não chega a ser saudade. É um tipo de aperto que me dá... Me dá no peito, me dá na garganta. Tudo isso porque sei que cheguei em um nível de felicidade tão sincera, que me envergonho verdadeiramente de sentir. Vergonha minha de mim mesma. Quase irônico, mas não chega a ser. E entro em sonhos e nostalgias deliciosas, de acontecimentos mais deliciosos ainda. Deliciosos por serem verdadeiros. E essa palavra agora me pertence. Não caibo mais em mentiras, desacertos e enrolações. Mas também, ainda não caibo em Carpe Diem. Quero poder sentir o que sinto, sabe? Eu preciso, eu quero, eu posso. Sentir minhas sensações e deixá-las serem minhas. Confuso ou óbvio? Pra mim, sublime!
(Deixar minhas sensações serem minhas...)
Foi bom!
Abraçar, apertar a mão, encostar na perna, apoiar as pernas, tocar o rosto, passar a mão pelos cabelos, olhar nos olhos, apertar as costas, massagear as costas, apertar o braço, agarrar a cintura, tocar o peito, encostar os pés, dançar abraçado, dançar separado, sentar junto, sentar separado, enrolar as pernas, abraçar as costas, apertar o pulso, sentir a respiração, sentir o hálito morno, sentir cair em sonho, rir da mesma coisa, beijar a boca, beijar a bochecha, beijar a testa, beijar os olhos, beijar o beijo! Ah! Como foi bom!
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Hoje...
...eu errei seu nome. E isso acho que era pra ter me dado um certo tipo de tristeza. Mas não... Minha alma permaneceu tranquila, numa quase felicidade envergonhada. E hoje, enfim, me sinto verdadeiramente livre. Assim mesmo, como se tivesse estado presa anteriormente. Presa à uma idéia, triste idéia. Mas ainda me falta exata uma semana para me libertar por completo. E eu sei que dessa vez não quero mentiras, e consigo viver bem sem elas. Permaneço com um tipo de felicidade sublime, e bastante emocionante. Resta-me agora o arrastar de uma sexta-feira à noite monótona, mas (risos) extremamente necessária...
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