terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Ele...

...é minha primeira saudade que não machuca

Amargo meu amor

Fiquei na memória ela. Que não conheço, que desconheço, que mal sei o nome e faço questão de não decorar. Fiquei com ciúme dele. Que já não conheço, que desconheço, que mal lembro o nome e faço questão de não lembrar. Mas me vem na cabeça eles. Que nunca vi, que sempre olhei, que da história eu nada sei e faço questão de não saber. E tento lembrar de nós. Onde pra mim ela também existiu. E é só isso que lembro. Nós e ela também. Foi por isso que não existiu nós.

Parte 2 de 2010

Não sei se sou eu, não sei se é sorte. Mas as pessoas andam me tirando as palavras. A felicidade que estou sentindo nesse exato momento é tanta, que não cabe em mim e estou a transformar em lágrimas. Continuo me sentindo gigante, e não por mim, mas pelas pessoas que conheci. A maioria delas me surpreende, porque, de algum jeito que me encabula, estão mostrando que sou importante, que fui importante, e que querem que continue sendo importante em suas vidas. Passei um bom tempo da minha existência não gostando muito de gente, e nesse tempo que não gostei, também não fui muito bem aceita. Mas hoje, considero sublime. Não sei se a tpm, não sei se a virada do ano. Mas me sinto imensamente feliz por todos os amigos que tive e tenho. É gratificante partilhar lembranças e deixar saudades. Confesso que pela primeira vez quis que um ano não terminasse. Esse ano de 2010 me proporcionou só coisas boas. Não deixei nada passar em branco, vivi cada oportunidade, cada experiência, me senti completa. E então, ao saber que 2011 viria, ao saber que estou indo para o 3º ano da faculdade, ao saber que completarei 20 anos, tive medo. Não sei quando acaba a adolescência, não sei quando me torno mulher. Acho até graça desse pensamento infantil em alguém que acaba de se sentir gigante. Sempre tive pressa, mas não posso voltar a ter 10 anos? Sabendo que não, quero começar o ano dizendo que 2011 é a parte 2 de 2010. Tudo que é bom, merece continuação. Fica na memória tudo que vivi. Não só em 2010... Já que não posso voltar, deixo na lembrança...

(2011 é a parte 2 de 2010)

domingo, 2 de janeiro de 2011

Ontem eu me senti...

GIGANTE!




quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Morgana

Eu a amo. Faz tempo que sei disso. Faz tempo que esqueci disso também. Não me culpo, não a culpo. Culpar é um verbo que não cabe em nós. Eu tenho em mim uma parte que é ela por inteiro. Eu a fiz caber em mim, mesmo tendo ela um tamanho imensurável. Tamanho tanto que não coube fora de mim e perto de mim. Teve que se esvair, teve que partir. E foi melhor assim. Não existe quando presa, mas quando solta traz uma beleza indizível tal qual sua felicidade. Saudade só confirma nosso amor, nossa amizade. Me mantenho então sem pressa. Se ela não voltar, eu me vou. Vôo.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Revelação do Amigo Secreto

Ela daria muito mais de si que dez réis por mel coado. Daria afeto redobrado pra quem garantisse a retaguarda. Valsaria qualquer melodia com um vestido desgastado só pra sair da rotina do engomado. Tudo porque sua juventude permanece tenra mesmo ao fim do verão. Sua simplicidade se concretiza quando na primavera quer apenas ser por si só. Ao mesmo tempo em que sozinha não quer nada. Para encontrar-se ela se perde. Para perder-se ela se encontra. Às vezes senta, às vezes levanta, às vezes corre, às vezes pára. E então espera os outros, espera dos outros. Nunca perde a fala, mas também às vezes cala. Ela sintetiza ao mesmo tempo que prolixa. Ela positiva qualquer verbo, capaz até de verbear vontade. Quer e cresce ao querer. Vai e volta ao viver. De mel melado não tem nada. Ela é mel difícil de achar. Procure nas árvores, procure nos pássaros, procure nos peixes. Nunca encontrará. Ela estará na terra, no céu e no mar. Estará com você se não cansar de procurar.

À Melissa Brienda Sliominas, minha amiga secreta.
Feliz Natal!

Revelação do Amigo Secreto do Blogueiro Secreto

domingo, 12 de dezembro de 2010

A história não contada

Não tem como descrever. Não há palavras para relatar. Esse corredor agora guarda uma história que eu nunca vou conseguir contar. As paredes vão sempre rir das minhas caras e bocas e cara de pau. Até a maçaneta vai se pôr a rir no entra-não-entra da chave para abrir e fechar a porta. Porque é um abrir e fechar que te fecha fora da minha casa. E não é isso que quero. Não é isso que queremos. E você também tem um tem-não-tendo que me diverte. E deixo-te ir para não cansar. Não cansar o carinho e o sorriso que reciprocamente nos embalam. Pela primeira vez meu tempo não é negativo. Quero-te agora intensamente pelos próximos dias que temos e ponto. Eu entendo, você entende, e não achamos solução. Mas é só isso mesmo, então não tem problema. Já que ninguém sabe, eu é que não vou contar.