É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Ai de mim
Ele sabe. Eu sei que sabe. E se não souber, é melhor eu fingir que sabe. É melhor pra mim. É mais seguro. Só pra manter o cuidado. E todas as vezes que eu quiser esvair de mim um sentimento preso, uma vontade solta e uma palavra louca, poderei ser livre. Livre pra devanear todos os quereres que me pertencem. Do meu pensamento só eu tenho certeza. Mas preciso deles fora de mim pra ter certeza que existem. E por isso escrevo. E por isso me dilacero lentamente todas as vezes. Porque eu o amo agora. E vou continuar amando. Porque o amo em paz. Mas todos os outros me são tormentas. E sou feita disso, calmarias e tormentas. Só não quero me afogar em nenhuma delas. Porque nos teus mares eu nado e me solto. Minha alma é também uma parte sua em mim agora. Mas o prazer, quando não compartilhado, é a minha parte egoísta que eu preciso ter.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Minha Deusa do Ébano
É você.
És tu!
E eu sempre soube.
Queria lamentar o não saber.
Mas soube.
Por saber,
Justamente,
Por saber,
Que sofro.
Ó santidade corrupta!
Esvai-te da minha presença por que?
Queria controlar teu viver.
Do controle que pensei em ter,
Tua soberania prevaleceu.
E agora parte.
Parte sem mim,
E me parte.
Espero teu sucesso,
Longe,
Necessário,
Certo.
Porque creio em ti,
como um dia pude crer em mim.
Minha metade.
- Para Lisie Abusada, minha melhor amiga e irmã
sábado, 31 de dezembro de 2011
À Marina Mello, minha amiga secreta.
(Para ler ao som de: Estela Cassilatti - Al)
Das águas ela surge em tons de vermelho, rosa e rubi. Destoa de tudo, combina com tudo. É mais que marinheira de várias viagens. Por ela mergulhe, por ela se afogue, e dela não se despeça. Limpidez não lhe cabe, ela é de água turva, de fervor, de sílabas, de calor. Arrebata os mares, as marés, as tormentas. Mas nunca quererá desvendar esse mundo sozinha. Então de proa à popa acompanhe-a, desvende-a, desmistifique-a. Será sim um desafio mas não a desafie. Seu olhar te jogará ao longe. Meio sol, meio lua, nada a define. Sereia indômita. De paixão inesgotável e vontade inquebrantável. Expressionista, impressionista, não importam os pés de profundidade, ela sempre surpreende. Se maquia, mas não se mascara, dona de uma só cara.
Para Marina Mello.
Revelação do Amigo Secreto, terceira edição
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Sempre tem um dia
Hoje estou com raiva. Fazia tempo que não sentia isso de um jeito instalado na boca do estômago. Hoje sinto que não confio em ninguém, e nem quero confiar. A dúvida é o que me resta à cama. Estou com raiva do ser humano, das pessoas que eu conheço, da falta de honestidade, da falta de vontade, da falta de tempo. Estou com raiva de estar sentindo raiva, e isso vira um ciclo sem fim. Mas que agora eu não quero deixar de sentir. Estou com raiva de fazer questão das coisas, me esforçar pra não precisar que as pessoas sintam o mesmo, e continuar me frustrando com isso. Agora isso já é burrice. O ser humano não merece, e só. Ele é egoísta, insípido, usurpador, manipulador, compulsivo, sórdido, ignorante, ignóbil, insuficiente. E eu tenho raiva.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Blogueiro Secreto
Mais um final de ano, mais uma troca de belas palavras. Ano passado já participei dessa deliciosa aventura de desvendar alguém através do mundo cibernético. E tal qual sinto que o fiz bem feito, o fizeram pra mim também. Estou falando do amigo secreto dos blogueiros... Se você tem blog e quer participar, só entrar no blog e ver como é:
Ano passado eu tirei a Melissa (Mel que não é mel melado!)... Tá aí o meu presente pra ela:
Quem me tirou foi a Natália...
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Eu só queria estar ali
Talvez a luz .Talvez a rouquidão. Talvez a boca entreaberta. Mas definitivamente, paixão. Não é jogo de áses maiores, nem é música valsada. É encanto puro e derretido. É entranha. É completo. É samba e suor. Ele é amarelo, é marrom. E sei que esse pêndulo não está em tempo de parar. É relógio que não marca as horas. O tempo nos respeita, e nós respeitamos o tempo. Não tem plano, não tem regra, não se explica, não se conta, não se define. Mesmo que se pudesse tudo isso, eu continuaria não fazendo. Não sou eu, não é ele, nem somos nós. É por si só. E todas as vezes que parti, o fiz leve. Não foi pesado, mas também não saciado.
Assinar:
Postagens (Atom)