É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
domingo, 10 de agosto de 2008
Por poética...
Não sei o que tenho a dizer. Escrevo e apago inúmeras vezes. Não sei o que pensar. Não sei se tenho algo pra falar. Mas que eu preciso, isso eu sinto que sim. Preciso dizer pro mundo que, que, que. Eu não sei. É simples. Não sei. Não sei. Não sei. Ou finjo que não sei. Tá, tá... Tem aquela velha história de que o que é mais fácil nem sempre é melhor. E blábláblá. E me envergonho de qualquer um que possa ler esse texto. No exato momento sou um nada. Um vazio. Um cheio de vazio repugnante. Sem conteúdo, forma, sentimento, sensação, rosto, movimento, pensamento. Sou uma mera máquina de escrever. Que escreve sem mesmo existir um escritor. E em meio tantos devaneios, sou interrompida por outros tantos meros que tem muito menos pra fazer do que eu. E tenho raiva, e me revolto. Mas de uma maneira tão branda, que não sei se é mesmo raiva e revolta. Não é nada. E se era, que deixe de ser. E o que eu escrevo não tem nexo. Nem começo, nem meio, nem fim. Mas eu escrevo. É disso que preciso. Que meus dedos comecem a doer sem razão alguma. E que em outra hora qualquer eu leia tudo isso e ria de mim. Ou não ria. Mas sei que o melhor jeito de fazer as coisas melhorarem, é rindo. Sempre vou rir. De tudo. De cada detalhe do dia-a-dia. Sempre digo que as pessoas são engraçadas, pelo simples fato de serem pessoas. Ser, ser, ser, ser, ser, ser, ser. Se eu repetir muitas vezes me parece deixar de ser. Já não é verbo. Já não o conjugo mais. É, e ponto. É É É É É. Sou louca. E deixo aqui, aos que não sabem ler, um texto sobre nada.
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