quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ancoro-me na calmaria

À parte a bela poética das minhas histórias de coração livre, sinto agora a amargura na boca que me vem do coração. Não são saudades, são lamentos dos amores que tive. Tão intensos... Tão fugazes... Não sei se eu que petrifico os momentos em que o sangue me vinha mais quente. Seja pela beleza, seja pela feiúra. Fato que sinto uma fadiga ao lembrar de todos e de cada um deles. E dessa fadiga vem-me a preguiça, de novas intensidades, novas fugacidades. Permito-me, então, permanecer perene. É sempre a minha solução. Depois da tormenta a calmaria. Mas ancoro-me, num mar intrínseco, longínquo e particular. Não espero que me entendam. Bastar-me-á se respeitarem...

Um comentário:

Alex disse...

A vida é uma substância volátil e efêmera... Talves o amargor seja o DéjÀ vu de relacionamentos não continuados ou consumados...