quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Não esqueci

Chama turva. Pálida, cálida. Sempre rosa poética. Murcha e despetalada. Sempre despetalada. Pelas dores, pelos amores, pelos clichês. O clichê do clichê. A tontura e a turbidez. A loucura e a embriaguez. A tortura da vez. É gozar por não amar. É gozar. É desgostar. A moda do anti social. A moda do anti capital. A moda do anti animal. A moda do anti sexual. Perde e cai. Cai. Chuva caiada, pasmada. Lenta brisa que nos embala. Que nos contorce. Que me distorce. Usa-me. Usurpa-me. Tenta-me. Lamba-me. E canse de mim. Porque eu já cansei de você. Derreta, queime. A chama é turva, disso eu não esqueci.

Um comentário:

henrique disse...

uma das melhores coisas que eu já li