É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Não esqueci
Chama turva. Pálida, cálida. Sempre rosa poética. Murcha e despetalada. Sempre despetalada. Pelas dores, pelos amores, pelos clichês. O clichê do clichê. A tontura e a turbidez. A loucura e a embriaguez. A tortura da vez. É gozar por não amar. É gozar. É desgostar. A moda do anti social. A moda do anti capital. A moda do anti animal. A moda do anti sexual. Perde e cai. Cai. Chuva caiada, pasmada. Lenta brisa que nos embala. Que nos contorce. Que me distorce. Usa-me. Usurpa-me. Tenta-me. Lamba-me. E canse de mim. Porque eu já cansei de você. Derreta, queime. A chama é turva, disso eu não esqueci.
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Um comentário:
uma das melhores coisas que eu já li
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