Certos dias eu luto contra o tempo, em outros tantos quero que ele passe por mim que nem vento. Essa história de Carpe Diem é muito utópica pra mim. Uma teoria louvável. Mas convenhamos, tem alguns dias que você simplesmente quer que acabe... Por sorte, não se trata de hoje. Eu quero que esse dia seja eterno. Não quero que chegue a noite, nem o dia seguinte. Por quê? Pelo puro e insustentável medo. Medo que me dá ânsia, que me detona o humor, que me faz carente, que me faz querer música. (Música minha válvula de escape tão indelével quanto minha força de vontade) Engraçado é ver que eu enfim aprendi a viver um dia de cada vez. Não me prender ao que o futuro pode ser ou ao que o ontem me causou. Não que isso seja muito Carpe Diem, porque a imagem que eu tenho disso é de intensidade.
"Viver cada dia intensamente como se fosse o último."Não. Tem dias que o que eu menos quero é intensidade. Que tudo o que eu quero são "frutas, cores e amores". Aprendi que cada dia é um recomeço, uma nova chance. Mas que certos dias são feitos para apenas uma única e louvável chance. E que se agarrar à ela, não faz mal a ninguém... Na realidade, só percebi quanta coisa aprendi, porque estou aqui. Sentada. Me encarando em cada palavra. Apagando cada coisa que escrevi que seria bonito mas mentiroso. E faço do meu ponto final, a veracidade de tudo o que eu escrevi.