Show deles sábado no SESC Santos. Bora?
É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Fim do mês
- Moço, me vê 10 salsichas, por favor.
- 10? Não é simpatia não, é?
- Rs... Não, é só falta de dinheiro no final do mês.
- Mais alguma coisa?
- (Qual a parte do falta de dinheiro ele não entendeu?) Não, obrigada.
É quase uma questão de sobrevivência, quando você pede DEZ SALSICHAS, ou você vai fazer cachorro-quente pra galera, ou te falta dinheiro. É uma questão de escolha. Eu escolhi ser universitária, longe, mas bem longe de casa.
Google it: receitas com salsicha
Um tapinha não dói
Fazia tanto tempo que eu não ficava sozinha, aproveitando um pouco dos meus pensamentos aleatórios, de minhas lembranças, que até me surpreendi com a súbita vontade de enfim escrever no blog. Vontade essa que tinha passado. Realmente é necessário um pouco disso mesmo. Um pouco de mim em cada palavra. Aquele ser tão pensante e errante que eu julgava ter sumido, apenas estava escondido, encoberto pela atual vida louca universitária que tenho levado. Essa coisa de ficar longe de Santos me fez esquecer um pouco toda vida que eu tive e até suponho que ainda tenho na cidade litorânea a qual eu pertenço. São 2h34 e acabo de passar no mínimo uma hora lembrando de inúmeras situações, até mesmo de dois anos atrás, com pessoas marcantes ou nem tanto na minha vida. Mas antes dessa uma hora eu estava absorvendo sons.
Ah não adianta, algo me liga muito a todo tipo de som ambiente. E eu descobri o som que mais me incomoda: TIC-TAC. Que aliás, ao meu ver deveria ser TAC-TIC. Porque o tac me soa tão mais sonoro e forte que o tic, que sempre que começo a querer a acompanhar o som, começo pelo tac. Talvez nunca tivesse reparado tanto. Mas acontece que nesse final de semana, a tela do meu celular pifou, e com essa mudança do horário, para o de verão, meus despertadores estão fora de sincronia... Isso me levou a comprar um despertador. Você já tentou ler com o barulho de um relógio entoando ao pé do seu ouvido? Horrível. Eu sabia que tic-tacs (ou tac-tics) me irritavam completamente, até porque n vezes levantei para guardar na gaveta algum relógio de pulso que estava do outro lado do quarto. Mas o que fazer com um despertador? Não posso jogá-lo numa gaveta. A intenção é ouvi-lo para "despertar". Mas convenhamos, tudo que me faz é "despertar dor" (ham? ham?) no ouvido com esse sonzinho infernal. A solução foi ligar o ventilador para o barulho do ventilador cobrir o do despertador. Tive também que pegar um edredon mais quentinho. Não dá pra querer dormir no frio com o ventilador ligado.
Mas à parte essa confusão do celular, despertador, tac-tic, ventilador e edredon, ainda estou descobrindo ou redescobrindo os prazeres de digitar. Quando digo que eu escrevo, é tudo mentira. As palavras fluem da minha cabeça, para os dedos, e dos dedos para o teclado, não para uma caneta. (Pelo menos posso concluir que na vida passada não fui escritora). Minha letra é um garrancho e minha vontade de escrever é nula. Mas viajo, numa imensa estrada de palavras, frases e pensamentos...
Chega, 6h30 eu acordo com um despertador barato, anunciando meu atraso para aula de Topografia...
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
É solidão. Sentir-me sozinha, envergonhada e sem vontade alguma de fazer as coisas. São tantas obrigações que nem sei por onde começar. Me sinto perdida, e completamente sozinha. Não consigo mais acreditar em algumas pessoas, e não fico esperando que elas acreditem em mim. Mas me falta coragem. Dar a cara à tapa eu não vou fazer mesmo. Mas me falta coragem de assumir que eu desisto. Antes que pensem algo, eu não vou largar a faculdade. Apesar desta estar se mostrando realmente muito complicada. É trabalhoso demais ser universitário. Apesar da farra aos finais de semana, muitos eu deveria ter abdicado da diversão. Mas fico me cobrindo com uma máscara de pobre coitada que pode sempre adiar ter que encarar a vida real. A vida é real, e como eu sempre falo, a vida não pára só porque eu quero que ela fique estagnada por alguns dias. Parece que eu vivo de prazos, em que depois nada mais poderá ser feito. É tudo pra ontem e eu fico adiando pra amanhã. Eu tenho que conseguir viver o tempo presente. Sem que o sofrimento por antecipação me domine... Talvez tudo que me resta à fazer é ler um livro e dormir. De amanhã, nada sei.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Posso, não posso.
Eu mudei. Não sei como, não sei com o que. Mas mudei. Lendo meus posts antigos não me indentifico como algo presente. Meus valores são outros, minhas preocupações também. Minhas revoltas mudaram, meus amores dissiparam, e restou-me apenas alguns perfumes que ganhei de presente aos 15 anos. Ahhh meus 15 anos. Apesar de achar que mudei, ainda lembro dos 15 anos. Vivo sempre querendo outra idade. Aos 11 queria ter 15. Aos 15 quis ter 18. Cheguei aos 18, e não sei se quero ter 13 ou 21. As responsabilidades começam a ser pesadas demais. E a pior responsabilidade se torna real, dolorosamente real: lidar com dinheiro. E de fato, nisso eu não mudei nem cresci. Não nasci pra lidar com dinheiro. Se tenho, gasto. Se não tenho, não gasto. Se tenho cheque, passo. Se tenho cartão, passo. Se eu devo, demoro, mas pago. Mas o pior: Se posso entrar no negativo, eu entro. E é aí que encontro meu fundo. Quando posso não podendo. Solução: trabalho. Só aprendo ralando. Sempre foi assim. Se é fácil de saber, de ter, não adianta, não aprendo.
"Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão." (Música da nova novela das 21h)
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Continue a nadar
Às vezes, por mais difícil que seja, é preciso andarmos com nossos próprios pés. Quem disse que quando paramos de engatinhar realmente aprendemos a andar? A trilha que devemos seguir durante a vida, é inicialmente regada de pessoas queridas ao nosso redor. Mas chega uma hora em que seu rumo muda, e, apesar de tudo, você está acompanhado apenas de seus pensamentos. Dizer que estamos sozinhos em determinamos momentos é muito forte. Acho que nunca estamos sozinhos de fato, não quando existem pessoas que sentem carinho por nós. Mas é uma trilha que só uma pessoa passa de cada vez. Talvez em outra hora você reencontre as pessoas que foram tomando outros rumos. Depende de inúmeras coisas. Entre erros e acertos, dúvidas e decisões, a vida vai seguindo um caminho. Não acredito que exista um caminho pré-determinado. Você atrai as coisas para si, por pensamentos, desejos profundos. E é assim que seu caminho vai se formando. Não basta nomear esses fatos da vida, dizendo que é "destino". A vida depende principalmente de nós para acontecer. Não será que fica difícil quando não fazemos nem o principal?
As coisas que dependem de mim para dar certo, estou correndo atrás. Atraí tudo o que eu queria, consciente ou inconscientemente. Agora é arcar com as consequências, superá-las, deixar tudo no eixo de novo, e seguir em frente.
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