É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Leveza, leve-se, eleve-se!
Que nada! Tudo isso é BABOSEIRA...
Não há certezas, nada me pertence mais...
Talvez em algum momento eu me livre desses pensamentos.
E me sinta começando, e renascendo, solitária. Tendo em vista o novo momento.
Mas eu abri, abri as portas. Deixei tudo entrar.
Levem o que quiserem!!!
CIDADÃO INSTIGADO
Claro...
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Dos pés à cabeça
Ah! O prazer que senti... Transcendeu de fato! Meu corpo, minha imagem, minha dança, meu aperto e meu suor. É sempre assim: é a arte que me atinge, que me intriga alma. Viramos um só (e sempre faço-me virar) numa multidão. Foram falas confusas que se perderam no encontro com meus ouvidos. E as risadas misturaram-se: as minhas, as deles, as dos outros. Ninguém importava, nem ele, nem eu. Só prezava o prazer. Ah! O prazer que senti... Valeu a pena, de fato. Não importou o lugar, o preço, a música. Misturei tudo, e deixei ao bel prazer do corpo. Dancei com os pés, com os joelhos, com a cintura, com o ombro, com a cabeça. Minha mão na mão, minha mão nas costas, meu rosto no ombro, e o cheiro em mim. E que cheiro. Impregnou mais que na minha roupa, impregnou em meu corpo, impregnou na minha mente. Seu rosto desconheço, mas seu corpo, seu tato, sua dança e seu cheiro tornaram-se meus. Me custou caro, me custou um fígado, me custou um colar. Mas todos os risos que dei foram de graça.
domingo, 4 de julho de 2010
FÉRIAS
E nem acredito ser esse o título do post. Nada poético, mas tão libertador!
Viva as melhores amigas por perto, viva o ócio improdutivo, viva as melhores amigas do colégio, viva a cidade plana, viva o mar e o inverno juntos, viva a casinha dos pais, viva o almoço pronto, viva a cidade nóia que tanto faz falta, viva a ciclovia, viva aos bons bares, viva ao apartamento a duas quadras da praia, viva ao conhecido, viva viva!
sexta-feira, 2 de julho de 2010
19
Um dia achei que nunca faria dezenove anos! E aí estão eles, escancarados em minha frente. Me sinto tão viva! Fazia tempo que não vivia e fazia tanta coisa em tão pouco tempo. Mas ainda lembro dos meus quinze. E esses quinze nunca mais serão meus.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Nossa!!!!!!!!!!!!
Eu choro verdadeiramente, por ter que ser egoísta.
Minha parte egoísta chora, por ter que ser.
Minha parte egoísta chora, por ter que ser.
Esses versos me acompanharam repetidamente
Por todo um caminho tortuoso que percorri ao deixar pra trás
talvez pela última vez, talvez não,
um lugar que pensei não gostar.
De fato não gosto. Eu adoro.
Não chego a amar.
De fato não amo. Mas adoro,
e de forma igualmente verdadeira.
Paira a tristeza. Por não querer.
"Foco na sua graduação" - Foi o que ouvi.
Mas, e a graduação deles?
Mas, e a minha graduação?
Mas, e a graduação deles?
Mas, e a minha graduação?
MAS, E A GRADUAÇÃO DELES?
De fato não os gosto. Eu os adoro.
Não chego a amá-los.
De fato não os amo. Mas os adoro.
Choro, egoísta.
Mas aguardo, que a minha e a deles, tornem-se
NOSSA!!!!!!!
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Ela não sabe de mim
Ninguém nunca escreveu como ela. E não falo de Simone de Beauvoir. Falo de outra que me é mais real que esta já dita. Espero também que nunca ousem escrever. Ela ama, ela poesia, ela fumaça, ela intriga. Sigo seus passos sem nem citar o nome. Me escondo da verdade de amá-la de um jeito envergonhado. De amar suas palavras. De amar seu pensamento. Me envolve mais que no olhar. Me envolve mesmo o coração. Porque cada palavra sua me aquece, e simultaneamente, e desesperadamente, me isola. Vago num mundo em que eu e ela não existem quando postas juntas. Eu e ela nunca fomos. Eu e ela nunca seremos. É um fato. Tudo que nos conecta é um passado não conectado. É um mesmo sentimento que não existe em conjunto. É um mesmo sentimento diferente, e separado em tempo, espaço e pensamento. Eu não sou sem ela, mas ela não sabe de mim.
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