sexta-feira, 16 de julho de 2010

Nunca existiu

Dessa vez foi diferente. Encontrei-os todos, de uma só vez. Fomos, em um momento passado, uma turma. E agora estávamos lá, novamente reunidos em uma sala. Não uma sala qualquer, estávamos numa sala que com certeza traçaria o rumo de nossas conversas. Sempre caindo no mesmo engodo enfadonho da nostalgia. E nesta noite, todos precisávamos um pouco disto. Mas antes de voltar à nostalgia, conversamos sobre o presente. Entrei numa conversa paralela, que me fez sentir estranha. Porque ele fora de minha turma também, mas nunca mantive contato, assim, direto, por mais de cinco minutos. Quem dirá tive conversa mesmo, só eu e ele. Exatamente isso, novamente isso. Eu e ele nunca existiu. Éramos nós, perdidos no meio dos outros. Foi diferente. Em determinado momento, nos lembramos da não existência de "eu e ele", e desconversamos. O que não me foi incômodo. Continuamos todos nós, juntamente com os outros, a conversar. Essa conversa estendeu-se deliciosamente por uma madrugada não-alcoólica. Chegou na nostalgia, como previsto, e foi se desenrolando suavemente, história após história. Corroborei a não existência de "eu e ele" em quaisquer dessas histórias nostálgicas. Quase lamentável. Dada uma hora qualquer, perdida da madrugada, fomos todos nós, juntamente com os outros, embora. Meu contato com ele prolongou-se por mais alguns instantes. Contato direto, meio confuso, cheio de hesitação. Um a um foi ficando pra trás no caminho até em casa. Até que, sentei-me mais longe. E rompi qualquer possível constrangimento. Tive medo, é fato. Porque encontrá-los é sempre meio confuso, sempre um ou outro se destaca, nunca ele, eu sei. Mas tive medo. Evitei. E ele se foi. Sorte que em Santos, posso sempre falar: Até logo!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Não sei quando...

Mas em algum momento eu comecei a gostar muito de certas coisas, e ao mesmo tempo odiar muito outras certas coisas. Foram tantas idas e vindas que estão, enfim, por se dissipar. Dessa vez peço licença às pessoas que ainda leem meu blog, para tirar a poética da minha escrita, e declarar como desabafo. A decisão por vir escrever sobre isso, foi o fato de que me vi adorando as pessoas da minha faculdade. E antes de começar, me peguei achando engraçado (ainda) o fato de falar faculdade. Um ano e meio já passou e ainda me alegro em saber que faço f a c u l d a d e. Mais do que isso, faço A R Q U I T E T U R A E U R B A N I S M O (delicinha!). Então... É a primeira vez que tenho essa sensação de estar adorando algo completamente novo. Não foi como entrar em uma escola nova, entrar no escoteiro, entrar na dança de rua, entrar no francês, entrar na aula de bateria... Em todos, com absoluta certeza, fiz amigos sim. Mas não sei se agora sou de fato eu, e apenas isso, não sei se fui crescendo e mudando, não sei... Construí, com certa dificuldade eu sei, algo meu. Um universo completamente novo e amplo. E as vezes em que tudo isso soou estranho, agora me parecem mínimas. Porque ainda é sim diferente estar em Santos e estar em Presidente Prudente. É diferente, e eu não sei em que. Porque chego aqui em Santos, depois de um mês passado lá e penso: estou em casa. Ao passo que, chego lá em Prudente, depois de um mero feriado, ou até férias longas aqui e penso: estou em casa. Se estou em Santos, ligo para amigos, sinceros e amados, e quero vê-los. E agora, enfim, chego em Prudente e tenho também, amigos, sinceros e amados, e quero vê-los. E quero me divertir com todos. Ora quero Santos em Prudente, Prudente em Santos. Porque são cidades completamente opostas, com pessoas completamente opostas. Seja pela praia, pelo ar, pelo plano, pelo declive, pelo sol, pelo nublado, pela música, pelo vento, pelo cheiro. Eu sei que gosto das duas. O cheiro de Santos à noite é, simplesmente, o cheiro de Santos à noite. Não sei explicar. Cheira bem, cheira festa, cheira mar, cheira sal. Me envolvo com o cheiro dessa cidade que, não sei explicar. Agora o cheiro de Prudente é outro à noite. Igualmente inexplicável. No início me causava repúdio, não gostava. Mas, não sei quando, comecei a gostar muito...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Uhuuu

Cidadã instigada! É fato! Que fato? Qual fato? Que falta de tato!!!!!!!

Leveza, leve-se, eleve-se!

Que nada! Tudo isso é BABOSEIRA...
Não há certezas, nada me pertence mais...

Talvez em algum momento eu me livre desses pensamentos.
E me sinta começando, e renascendo, solitária. Tendo em vista o novo momento.

Mas eu abri, abri as portas. Deixei tudo entrar.
Levem o que quiserem!!!











CIDADÃO INSTIGADO
Claro...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Dos pés à cabeça

Ah! O prazer que senti... Transcendeu de fato! Meu corpo, minha imagem, minha dança, meu aperto e meu suor. É sempre assim: é a arte que me atinge, que me intriga alma. Viramos um só (e sempre faço-me virar) numa multidão. Foram falas confusas que se perderam no encontro com meus ouvidos. E as risadas misturaram-se: as minhas, as deles, as dos outros. Ninguém importava, nem ele, nem eu. Só prezava o prazer. Ah! O prazer que senti... Valeu a pena, de fato. Não importou o lugar, o preço, a música. Misturei tudo, e deixei ao bel prazer do corpo. Dancei com os pés, com os joelhos, com a cintura, com o ombro, com a cabeça. Minha mão na mão, minha mão nas costas, meu rosto no ombro, e o cheiro em mim. E que cheiro. Impregnou mais que na minha roupa, impregnou em meu corpo, impregnou na minha mente. Seu rosto desconheço, mas seu corpo, seu tato, sua dança e seu cheiro tornaram-se meus. Me custou caro, me custou um fígado, me custou um colar. Mas todos os risos que dei foram de graça.

domingo, 4 de julho de 2010

FÉRIAS

E nem acredito ser esse o título do post. Nada poético, mas tão libertador!
Viva as melhores amigas por perto, viva o ócio improdutivo, viva as melhores amigas do colégio, viva a cidade plana, viva o mar e o inverno juntos, viva a casinha dos pais, viva o almoço pronto, viva a cidade nóia que tanto faz falta, viva a ciclovia, viva aos bons bares, viva ao apartamento a duas quadras da praia, viva ao conhecido, viva viva!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

19

Um dia achei que nunca faria dezenove anos! E aí estão eles, escancarados em minha frente. Me sinto tão viva! Fazia tempo que não vivia e fazia tanta coisa em tão pouco tempo. Mas ainda lembro dos meus quinze. E esses quinze nunca mais serão meus.