É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
sábado, 15 de janeiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Universo poético-egocêntrico
Às vezes preciso me dilacerar em palavras. Preciso arrancar as roupas e me manter clichê e nua. Mas principalmente nua. Porque às vezes canso de mim, canso de minhas palavras, canso de toda essa rotina mediana, mesmo não querendo nenhuma outra. E de qualquer forma eu preciso dessa vida de mentiras e fingimento e prazeres e boemia e promiscuidade e enganação. Eu preciso de um lado sórdido que seja belo por ser real apenas em poesia. Eu preciso me embrenhar no tortuoso caminho literário que inventei de seguir. Eu preciso me abrir, me descobrir, me reinventar todas as vezes que errar esse caminho. Porque sou eu que estabeleço o certo ou errado nesse meu universo poético-egocêntrico. Sou eu que não gosto, sou eu que desgosto, e até mesmo sou eu que por vezes amo o que escrevo.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Sonhos e pesadelos
Hoje eu acordei sobressaltada. A impotência sempre foi algo que me perturbou as idéias. Mas invadir meus sonhos e transformá-los em pesadelos? Aí é partir pro pessoal. No sonho um amigo meu da realidade, lutava fielmente ao meu lado, coisa que me deixou muito feliz. Ele, meu amigo, continuava a ter seu jeito engraçado, estabanado e divertido mesmo tendo que enfrentar o pior dos seres maléficos que eu já li sobre. Isso na hora do medo, me tranquilizava imensamente. Eu quase morri várias vezes. Não tive medo de morrer, mas abandonar os outros era algo que me dava um nó na garganta. Mas então essa batalha cessou. Sem vencedores. Eu fiz sumir num carrinho de bebê, algo que o ser maléfico nunca ousaria encostar (não sei porquê), o tal objeto pelo qual estávamos travando embate. Corri falsamente à procura, o ser em meu encalço. Mas quando chegamos na multidão, o ser maléfico se esvaiu. E então, no meio da multidão, onde mais parecia uma praça-ponto-de-encontro, avistei-o. Ele, um cara que mal conheço na vida real, era, pra mim, meu grande confidente nesse sonho. Desesperada, precisava de alguém que acreditasse em mim, que me ajudasse, que me salvasse. Perguntei pra ele se acreditava em seres mitológicos. Ele fez cara de cético. Eu disse que já tinha visto uma phoenix. E me lembrava perfeitamente disso. Ele fez cara de cético. Eu disse que tinha poderes. Ele fez cara de cético. Meu coração apertou, senti que o amava, e que ele não acreditava em mim. Então, como sempre acontece em sonhos, as pessoas, a multidão, começou a se dispersar sabe-se lá porque. Sei que nisso perdi minha bolsa. Opa, partir sem minha bolsa? Jamais. Pedi para ele me esperar, e fui procurar a bolsa. Alguns serezinhos menos importantes, mas malvados, tinham-na jogado no lixo. Recuperei correndo e voltei correndo. Ele continuava me esperando, com cara de cético. E quando íamos pra casa dele (que de um instante pro outro estávamos em um navio), o número da cabine dele não era um número, mas sim um símbolo que eu tinha visto no começo do sonho (porque claro teve coisa antes disso, mas não me lembro) e que era mau agouro. Não deixei ele entrar. Vimos então que na cabine da frente fulana tinha acabado de entrar, amiga dele. Ia entrar na cabine com ela, mas ele me impediu, estava começando a achar tudo bobagem. Eu sabia que tinha que tirá-lo dali. O ser maléfico sabia que eu o amava, e ia matá-lo. Estávamos num corredor de navio. Mas eram só as duas cabines no mesmo segmento do corredor, que era fechado por portas com olho mágico. Fui olhar uma das portas, estava fulana com a mala, como se estivesse indo pra cabine. Na outra porta, também. ARMADILHA! Mas eu não conseguia nos teletransportar dali, ou para os entendedores, não conseguia aparatar. E os falso-fulanas estavam se aproximando. E eu não conseguia fazer nada, não era poderosa o suficiente. E então instalou-se o medo, a impotência, a agonia. Até que acordei, sobressaltada...
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Amargo meu amor
Fiquei na memória ela. Que não conheço, que desconheço, que mal sei o nome e faço questão de não decorar. Fiquei com ciúme dele. Que já não conheço, que desconheço, que mal lembro o nome e faço questão de não lembrar. Mas me vem na cabeça eles. Que nunca vi, que sempre olhei, que da história eu nada sei e faço questão de não saber. E tento lembrar de nós. Onde pra mim ela também existiu. E é só isso que lembro. Nós e ela também. Foi por isso que não existiu nós.
Parte 2 de 2010
Não sei se sou eu, não sei se é sorte. Mas as pessoas andam me tirando as palavras. A felicidade que estou sentindo nesse exato momento é tanta, que não cabe em mim e estou a transformar em lágrimas. Continuo me sentindo gigante, e não por mim, mas pelas pessoas que conheci. A maioria delas me surpreende, porque, de algum jeito que me encabula, estão mostrando que sou importante, que fui importante, e que querem que continue sendo importante em suas vidas. Passei um bom tempo da minha existência não gostando muito de gente, e nesse tempo que não gostei, também não fui muito bem aceita. Mas hoje, considero sublime. Não sei se a tpm, não sei se a virada do ano. Mas me sinto imensamente feliz por todos os amigos que tive e tenho. É gratificante partilhar lembranças e deixar saudades. Confesso que pela primeira vez quis que um ano não terminasse. Esse ano de 2010 me proporcionou só coisas boas. Não deixei nada passar em branco, vivi cada oportunidade, cada experiência, me senti completa. E então, ao saber que 2011 viria, ao saber que estou indo para o 3º ano da faculdade, ao saber que completarei 20 anos, tive medo. Não sei quando acaba a adolescência, não sei quando me torno mulher. Acho até graça desse pensamento infantil em alguém que acaba de se sentir gigante. Sempre tive pressa, mas não posso voltar a ter 10 anos? Sabendo que não, quero começar o ano dizendo que 2011 é a parte 2 de 2010. Tudo que é bom, merece continuação. Fica na memória tudo que vivi. Não só em 2010... Já que não posso voltar, deixo na lembrança...
(2011 é a parte 2 de 2010)
domingo, 2 de janeiro de 2011
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