domingo, 26 de outubro de 2008

Click! [9]


Eu não vou separar minhas vitórias dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
nenhuma parte,
nenhum pedaço do meu ser
vibrante, errante,
sujo,
livre,
quente.

Um bilhão de dias sem postar

ÉÉÉÉ, a vida andou um pouco corrida nos últimos tempos. Por isso sumi. Mas rá! Preciso me libertar desse stress e escrever um pouco como sempre... Não que hoje não tenha gastado tempo suficiente pra me desligar do mundo. Já que deu a louca e resolvi enfim pintar uma frase na parede do meu quarto (foto no próximo post). Aliás eu achei que ficou muito legal.

Acho que nem falei de São Paulo. Pois é. Fui pra São Paulo. Com amigas, bebidas, zuera. E muitos segredos. O bom é que me senti a própria Alice. Fiz tudo que me deu na telha, e voltei pra Santos sem o menor peso na consciência. Me conheci muito em só uma noite. E sinto que pronto. O que eu tinha que fazer pra tirar certas dúvidas eu fiz. Fora isso. Acho que estou bem pronta para o que acontecer. Resolvi não pensar. Tô jogando o dado pro alto, e o número que der eu vou falar: esse é o meu número da sorte. Eu resolvi recomeçar. Não é tarde. Mas tá na hora. Não me esperem. Não pretendo voltar.

Post viagem. Mas é.
Beijos.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Aquela velha história.

Um pouco
de Quilly,
de Camila,
de Ashling,
de Poliana,
de Alice.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Sushi

Peso na consciência.
Peso na consciência.
Peso na consciência.
Peso na consciência.
Peso na consciência.
Peso na consciência.
Peso na consciência.
E acredite. Não é na minha.


Hoje falo como Ashling, não Pétilin. E não gosto da sonoridade que esses nomes têm quando juntos. Mas é assim que me sinto hoje. E como ela, tenho uma grande amiga Clodagh ganhadora. (O termo ganhadora é aqui empregado por uma analogia péssima que eu fiz. Mas não me atrevo a explicar.) Enfim... Venho também com todas as suas paranóias e problemáticas. E espero que seja só hoje... Não sei o porquê. Mas foi nela que eu pensei. E pelo jeito que estou escrevendo sinto muita vergonha de explicar a minha relação com ela pra quem não leu o livro. (Sushi: livro; Ashling e Clodagh: personagens...). Então sem explicar a ligação direta, ou indireta talvez, não sei, vou falar de outra coisa.

Música. Acho que nunca parei pra dissertar sobre a influência das músicas em mim. De verdade... Muitas músicas me levam pra longe. Me deixam num extâse irremediável. No exato momento estou ouvindo FLAW. E pra quem não conhece. Recomendo sem nenhuma dúvida. É o tipo de banda que tem trilha sonora pra vários humores. Uma vez discuti com uma amiga sobre o que nos chama atenção numa música. Concluímos que gostamos de músicas fortes. Escolhemos o adjetivo 'forte' por ter significados variados. Forte de pesada, de intensa, de profunda, de letras marcantes. Mas todas que te toquem de alguma maneira. Mais do que músicas com batidas monótonas, letras clichês, arranjos não trabalhados. Eu por meu mal, reparo bem mais na batida, ela bem mais nos arranjos.

FLUXO DE CONSCIÊNCIA: Por que falando isso mesmo?

Me perdi nos pensamentos. Então paro de pensar...

"Auto-suficiência ou perecimento!"

Não sei que catos estou vindo postar essa hora. Sendo que eu tenho dormir. Mas sinto que tenho que escrever. Queria falar mal das pessoas, citar nomes, botar a prova minha cara de pau. Pena que no exato momento minha sensatez está falando um pouco mais alto. Não me apresso, ser poeta de escárnio se fará presente na hora certa, tenho certeza. E enquanto me privo de falar mal das pessoas. Falo de mim. Se falarei mal ou bem pouco me importa. E se realmente falarei de mim não sei. Ando muito narcisista e muito vestibulanda frenética pro meu gosto. Blá, como não sei sobre o que escrever, vou lançar o random mental...

(...)

Quantas vezes já não te disse pra parar de repetir as mesmas coisas que você decorou de um texto cheio de melancolias? Por que você não se liberta de você mesmo? Eu não vou me acomodar dentro de mim. Não vou aceitar o que sou só porque os outros já o fazem. Vou ser justamente o oposto só para regozijo próprio. Vou contrariar pra variar. Mas pra não variar é que eu sempre contrario. Quando digo que vou ser Amarelo, e alguém apóia, parto pro Azul. É mais divertido. E não me importa se alguém se diverte comigo ou não. Por que você não faz o mesmo? Seja AUTO-SUFICIENTE. Não disse egoísta, nem egocêntrico. Mas auto-suficientismo é ótimo. É uma forma mais alternativa de se dizer independente... Viu que sem graça? Independência é tão clichê... Dom Pedro há 186 anos falou disso. O povo reclama que o Brasil não vai pra frente. Mas se D. Pedro tivesse gritado: AUTO-SUFICIÊNCIA OU PERECIMENTO! O Brasil de hoje seria MUI diferente...

(...)

Já sei porque vim escrever essa hora, é só porque eu viajo...
Boa noite aos outros viajantes.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Click! [8]


Só pra me sentir melhor

Apesar de amar ouvir o som da cidade. Muitas vezes também amo me isolar do mundo com meus fones de dj. Ouvir músicas boas, e inventar uma vida e realmente acreditar nela. Sei lá, pensar que agora estou escrevendo e que quando eu sair daqui, vou tomar um bom banho num banheiro decoradinho e moderno. Depois vou vestir uma roupa legal. Pegar meu carro vermelho e vou até o trabalho terminar uns projetos que deixei pendente só porque ontem resolvi sair mais cedo pra tomar uns drinks num bar legal que tem perto do meu apartamento. É, foi legal imaginar por alguns segundos que isso é verdade. (...) Reli um texto que me fez pensar muito no post anterior:
"Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta à prova?" (Elysa Lucinda)
E essa frase, fora do texto, pode ser aplicada a muitas coisas pra mim. E adivinha qual das coisas me vêm primeiro? Claro que vestibular. Acho que tá muito perto, por isso nos últimos posts só tenho falar disso. Mas quer saber? Vou filosofar e esquecer tudo isso que me aflige.

(...)

Queria mesmo entender porque muitas pessoas fazem as coisas só para parecer que estão prestando serviço. Assim mesmo. São pagas, e fingem que fazem as coisas. Muitas vezes mentem, passam por cima dos outros, e continuam como se nada tivesse acontecido. Me dá raiva. Dá raiva dessas pessoas que são constantemente irônicas. Que vêm sempre com um sorrisinho debochado no rosto. E acham que são donas da verdade, e detentoras de poder absoluto. O problema é que eu não sei lidar com pessoas assim. Acho que esse é o único tipo de gente que eu não me dou bem. Gente forçada, irônica e prepotente. E diante de toda essa hipocrisia o que eu ouço é pra manter minha educação. (Respirando fundo por pensar demais em pouco tempo) Não sei por que mas eu sinto que preciso entender a fundo o ser humano. Pode parecer engraçado, ou até mesmo mais uma das minhas viagens. Mas é verdade. Sinto-me tão impotente diante de certas situações que preciso saber os porquês. Acho que não seria uma má idéia se todo mundo por uns tempos ficasse literalmente cego. (Vide "Ensaio sobre cegueira" - MUITO BOM) Acho que seria uma forma das pessoas passarem a enxergar o mundo de outro jeito. E mais do que isso. Passassem a agir de maneira diferente. Tipo um recomeço. Uma nova chance pra todo mundo ver o caminho que estão seguindo. E mesmo que não estivessem dispostas a isso, seriam postas à prova. Suas esperanças seriam postas à prova. Chega de filosofias. Passo pra parte poética do post. Que será baseada no puro random mental.

(...)

Pega estes livros. Já não os quero mais. Pega também estas flores. Estas cartas mal escritas. Mas que me falam muito sobre coisas que já não preciso lembrar. Já não preciso olhar pra trás e lamentar. Há um futuro. Disso eu sei. Haverá outras chances. Novas oportunidades. Escolha com cuidado cada palavra que você dirá de adeus quando todas essas oportunidades quiserem te lançar para o alto, para longe. E se você não conseguir escolher. Então não diga, simplesmente vá. Mas não olhe para trás. Nunca se despeça e olhe para trás. Não quero ver sua dor, suas lágrimas. Não quero senti-las escorrer dentro de mim. Leva também estes seus sapatos rotos. Coloca em outra caixa, e leva para outros armários. Leva para os seus armários novos. É tudo novo. E não leva a saudade. Esta pode deixar aqui mesmo comigo. Deixa também o seu perfume. E o seu CD favorito. Só preciso disso, duas sensações e um sentimento. Audição, olfato e saudade. O seu toque deixa que eu imagino com a saudade. O seu calor deixa que eu procuro outros braços e abraços. E não me peça para voltar para os seus. Já não caibo nele. Vá logo. E não se despeça com seu abraço amargo. Vá embora com um sorriso. Pra eu poder acreditar que vai mesmo tudo ficar bem...