quarta-feira, 21 de abril de 2010

Hipocrisia

Ora me identifico e assumo. Ora repudio e assumo. E agora? Nego? Sinto que é mais que fingimento. E agora? Sigo junto? Viro enfim uma mesquinha capitalista classe média? Viro então uma estudiosa socialista revolucionária? Ou viro pássaro, tucano? Ou nem me viro. Falta de personalidade depois dos 60 anos é crise. É isso que me preocupa. Chegar aos vinte e poucos não sabendo se fico ou se vou até vá lá. Mas passar 60 anos me enrolando e enrolando os outros é mais do que cansativo, não é? Aos 18 já cansei dessa história toda. Quem dirá daqui pra frente? E dessa vez não é por dizer que mudei. Nisso, aliás, sempre fui a mesma. Mas que mesma que eu fui antes pra continuar sendo?

terça-feira, 20 de abril de 2010

Texto e cara à tapa

Resolvi me expor. E essa frase não parece sair de mim. Quando que Pétilin Assis de Souza iria enfim assumir sua escrita? Que escrevo entrelinhas as pessoas já sabem, mas sobre quem escrevo costumo esconder até de mim. Pois é, entreguei meus textos aos seus verdadeiros donos. As palavras são minhas por completo, disso eu sei. E todo o conjunto? Será meu? Que critiquem então meu ponto de vista. Gostando ou não, que carreguem o fardo da minha opinião... Resolvi me livrar dele.

terça-feira, 13 de abril de 2010

E me pergunto:




Quem é ele?

Um violão?
Um saxofone?
Uma mesa de churrasco?
Uma piscina?
Um sofá-cama?
Uma mentira?
Um amanhecer?
Uns cigarros?
Umas cervejas?
Um música dos Beatles?
Um dvd do Djavan?
Um chapéu esquisito?
Uma boa foto?
Um duplex?
Uma boa vista de Santos?
Uma noite nas férias?
Um cajon?
Uma descoberta?
Um tiro ao alvo?

Muitas de minhas histórias são ele.
E quando as terei novamente?
E quando o terei novamente?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Quem era

Quem era ela se não uma mera desconhecida? Vivia nas sombras dos grandes nomes, das grandes imagens, mas não de grandes pessoas. Suas falhas foram registradas de maneiras épicas e quase eternas. Talvez em algum momento se perdesse numa versão ultrapassada da música. Um LP, uma fita, um cd, um mp3, um mp4, ... O tempo passa e ultrapassa. Mas ficará sempre na memória de quem ainda ouve, de quem ainda conta, de quem ainda sabe. Ouve, conta e sabe que aquela era sua voz, aquele era seu pecado, aquele era seu prazer. Era tudo dela. Mas quem era ela?

sábado, 27 de março de 2010

Me encanta

Ah! Mas tem alguma coisa nele que me encanta, e eu não sei bem o quê. Talvez a voz grossa, talvez a risada rouca, talvez as palavras doces, talvez tudo. E eu ainda sinto aquele abraço úmido. E não sai de meus pés aquela dança confusa e rodopiante. E aquela vontade que veio não passou. E aquele beijo veio, e me calou, e ainda me cala.

Ah! Mas tem alguma coisa nele que me encanta. Talvez o beijo, talvez o abraço, talvez o aperto, talvez tudo. E eu ainda sinto aquela junção de cabelos. E não sai de mim o calor que veio dele. E fica um querer não querendo. E agora que me calo, vou só.

terça-feira, 23 de março de 2010

Aí sim! Fui surpreendida!

Hoje em dia eu tenho medo de escrever. Fico pensando em quem pode ler isso. Porque lendo meu blog é possível desvendar minha alma. Ê alma! Mais do que isso, podem saber ler entrelinhas. Que sou um livro aberto todos sabem, mas até que ponto sou capaz de permitir uma invasão que eu mesma abri a porta para que adentrassem? (Não sei!)

Enfim. Descobri o quanto eu posso crescer. Não que eu saiba limites. Mas vejo um horizonte distante para alcançar. Não de uma maneira cansativa, não mesmo. Na verdade isso me anima muito, MUITO, MUITO. São tantas coisas dando certo, e eu nem queria nada pra esse ano. Esperava mais um ano de faculdade, regado de um pouco de diversão. E nossa! Estou indo além das minhas próprias expectativas! Isso me orgulha, porque sei que orgulho meus pais também. Me sinto nada mais do que honrada em poder mostrar minhas conquistas para eles. Não quero mimos, quero retribuir.

Esse ano passei até a ser chamada de professora! Aos 18 anos, sendo chamada de professora? Nunca imaginaria. Repassar o que aprendi no cursinho, nada mais gratificante. Outra forma de retribuir. Não recebo para ministrar as aulas de Gramática. E, nossa! Que prazer!! É um constante superar de dificuldades: nunca aprendi a dar aula, mas passo o que sei, e acho bom (por ora é suficiente).

Tanta coisa pra fazer, e eu aqui... Querendo uma vida que já é minha, sonhando com coisas que já tenho.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Da sede eu trago...

Quando digo que tenho sede, não me falta água... ME FALTA MUNDO!
Ah que sede que tenho dessa imensidão.
Ou até, apenas da pequenas partes, das pequenas cidades.
Uma falta puxa outra. E fico querendo tudo,
mundo,
mudo.
Mas pra isso me transformo,
muto.
Rompo minhas barreiras, fragmento meus pensamentos.
Levo pouco. Mas trago muito.
Trago leve e solto. Como um trago num cigarro. Mas ainda trago muito...